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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Reviravoltas

Estive pensando nas reviravoltas que a vida dá. Nem sempre teremos certeza sobre o rumo a tomar, mas no momento em que decidimos o caminho fica mais claro perceber se vale ou não a pena continuar nele, antes eu acreditava que não se poderia voltar atrás, mas hoje com a prática da vida, aprendi, que sim, poderemos sempre voltar, desde que tenhamos realizado um bom trabalho anteriormente. 

Eu sei que escolhi uma profissão que me faz muito feliz e ser terapeuta holística é algo que está dentro do meu coração tem muito tempo, e talvez por dedicar com tanto amor a essa área tudo vai fluindo bem na minha vida profissional, só que a vida me surpreendeu com algo novo, a possibilidade de ter aquilo que muitas pessoas almejam, a estabilidade financeira através de um cargo público. 

Quando eu sai da faculdade de psicologia me coloquei a prestar concursos públicos para psicóloga, ainda não tinha muito definida a minha carreira profissional, estava cheia de incertezas, e os concursos pareciam uma boa opção naquele momento. Ocorre que as vezes os concursos demoram a chamar. E nesse tempo, enquanto não era convocada a trabalhar fui construindo então a minha carreira profissional, como terapeuta holística, e quando então a convocação para trabalhar como funcionária pública ocorreu me deixou desnorteada. O que fazer? Que caminho seguir?

Optei por experimentar o novo, o novo tinha também um certo "ar" de desafio, e eu gosto de desafios, afinal eu havia estudado durante tanto tempo, a faculdade foi para mim algo extremamente desafiador, eu já era adulta quando iniciei os estudos de graduação, e já tinha até feito uma pós graduação, eu precisava aceitar esse desafio. Mas eu não poderia deixar de ser também terapeuta holística, ali também havia depositado muito estudo, muita busca pessoal, e tinha também o compromisso com as pessoas que estava sob meus cuidados. Me desdobrei para aceitar o novo emprego e manter a ocupação anterior.

Desde o primeiro dia eu já sabia, eu estava empolgada com tudo aquilo, eu havia prestado concurso, ficado muito bem colocada, tinha capacidade para ocupar aquele cargo, e poderia realizar um excelente trabalho, mas não senti que estava avançando como profissional, sentia na verdade, um retrocesso, eu já sabia, meu coração não estava lá.

Nessa mesma época eu terminava um namoro de quase 3 anos, um rapaz que foi muito importante na minha história, mas que não compartilhava dos mesmos objetivos pessoais, e isso era para mim algo também muito pesado para lidar, afinal, eu sempre tive um grande sonho de compartilhar minha vida com alguém, e que esse alguém pudesse olhar comigo a mesma direção. Foi então depois do termino do namoro que ficou claro para mim que eu havia me colocado ali, aceitado aquele emprego pelo desafio, e para realizar o sonho daquele rapaz. Era ele quem queria muito um emprego como aquele que eu havia conquistado, e era horrível para ele perceber que eu não estava feliz ali, era impossível para ele compreender. 

A separação no namoro era inevitável, e acredito que pedir a demissão daquele emprego também, não era um sonho meu, e tampouco poderia vir a ser. Mas claro toda decisão deve ser pensada, não deve acontecer por impulso, e nesse processo por pensar sobre a demissão, comecei adoecer. A vida tornou-se cinza, e sair da porta de casa para a rua algo torturante, curioso que para minha vida como terapeuta, apesar de cansada do dia exaustivo, era a única coisa que mantinha minha luz a brilhar. 

Claro, pedi demissão, voltei a vida anterior, mas voltei renovada pela experiencia que passei, uma experiencia de coragem, coragem por ter tentado o novo, coragem por optar pelo que me faz feliz. 

De tudo tudo isso tirei várias lições, a mais especial é que eu posso sonhar, e posso realizar os meus sonhos, não preciso viver nem realizar o de outros, eles mesmos devem fazer isso, aprendi que devemos tentar, e que não há vergonha nenhuma em dizer: não era o que o que eu pensava, e voltar. E principalmente, aprendi que ter trabalhado com o coração me deixou uma porta aberta, que nunca vai se fechar para mim. 

Se você trabalha com amor, as portas nunca se fecharão para você, e você sempre terá um lugar seguro para voltar. 

(Patricia A F Abreu)


terça-feira, 4 de agosto de 2015

A sua felicidade depende apenas de você

Com muita frequência ouço diversas queixas existências das pessoas, em geral, essas queixas se resumem a uma falta de motivação para a mudança. A maioria de nós persiste em padrões comportamentais que não funcionam efetivamente, e isso gera uma grande frustração pessoal, que afeta também os níveis profissional e social. Geralmente as pessoas colocam seus problemas como resultado da ação externa de outras pessoas, e se esquecem da responsabilidade quem tem sobre tais acontecimentos. É comum ouvir algo do tipo "não sou feliz porque o outro não me ajuda, ou não me compreende" e essa queixa demonstra o quanto somos reféns da necessidade de aprovação de um outro. Em muitos casos é fácil notar que uma mudança sobre a perspectiva do problema pode modificar em grande a parte a resolução do mesmo.
Quando acreditamos que somos nós os principais responsáveis por nossos infortúnios fica mais fácil compreender que o outro nada mais é do que uma projeção que fazemos para aliviar de alguma maneira a nossa responsabilidade sobre nossas ações. Quando cada um percebe que a ajuda do outro é importante mas não fundamental fica mais fácil mudar a percepção errônea criada e enraizada em nosso ser.
Não sou feliz, porque dependo de um outro, que também depende de várias outras coisas que estão além do meu próprio entendimento, por isso serei feliz a partir do momento que eu puder ser feliz dependendo apenas do meu próprio esforço em me ajudar. A partir do momento que se depende menos de uma outra pessoa, a autonomia pessoal aumenta, e com isso uma série de eventos positivos se criam. Uma pessoa autônoma, responsável por si, por suas ações, consegue efetivamente realizar muito mais em sua vida cotidiana, do que quando depende da aprovação ou auxílio de uma outra, especialmente quando se trata de questões que envolvem as emoções.
A partir dessa mudança, da dependência para a autonomia, fica mais simples enxergar as dificuldades que existem e ultrapassa-las. Já está muito batida a frase mas compensa reforçar: "quando você muda o mundo muda", isso acontece porque sua perspectiva sendo mais positiva sobre os eventos faz com que você consiga observar de maneira mais abrangente as situações.
Se você sente fome, e não tem ninguém para preparar o jantar, terá que preparar você mesmo sua refeição, ou ficar fome. Quando tem um problema e não é compreendido, deverá procurar compreender-se a si mesmo, e aceitar o fato de que outras pessoas podem ter uma perspectiva diferente da sua, ou frustrar-se com a situação.
A maioria dos problemas existências está em olhar para a vida de um prisma invertido, onde tudo parece confuso e desconexo. Quando se alinha o prisma de maneira adequada as coisas se organizam de tal maneira que fica mais fácil ter foco, e assim uma direção a seguir. Essa direção deve estar baseada em sua própria perspectiva e não depender da maneira como o outro enxerga a situação, porque reforço, o outro pode ter uma maneira diferente de ver e compreender o seu ponto de vista, ou ainda, ter também dificuldade para entender algo que acontece além do seu entendimento.
É como naquela frase que diz: "Se você sabe como remar um barco, você rema qualquer barco; mas se você não sabe remar, mudar de barco não vai ajudar". Cada um de nós tem um mundo dentro de si, cheio de possibilidades, na maioria das vezes necessitamos apenas aprender a remar, para podermos fazer nossa própria viagem, seja qual for o barco que entrarmos.
Se fazer tal viagem parece difícil, mudar a perspectiva, o rumo da vida e a maneira de encarar os eventos cotidianos e as contrariedades talvez tenha chegado o momento de procurar ajuda de um profissional capaz de ajudar você a conhecer-se, compreender-se, adquirir autonomia. A motivação para a mudança depende de um fator muito importante, ela depende de você.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Reflexão sobre relacionamentos.

Ainda enquanto estudante, assistia uma aula de uma disciplina relacionada à terapia de casais, e a professora muito experiente disse que o que faz um relacionamento dar certo é o "esforço" e isso parecia para mim muito evidente. A sociedade em que vivemos atualmente é uma sociedade que está muito preocupada com a autosuficiência, ou seja, as pessoas estão muito mais interessadas em suas vidas profissionais, e em se tornarem independentes, por isso postergam o envolvimento afetivo, ou colocam ele em segundo plano. Quando se envolvem procuram por relacionamentos "perfeitos", ou "idealizados", essa exigência frusta a pessoa quando aparecem os primeiros conflitos na relação. 
Como tudo hoje em dia é fácil de trocar, ou substituir, muitas pessoas levam esse comportamento para os relacionamentos, quando o relacionamento não está legal, quando os conflitos ficam difíceis de serem contornados o mais fácil é o caminho da troca, o famoso "a fila anda". Não somos objetos por isso essas trocas constantes provocam grande desgaste emocional. 
Devemos considerar que somos seres humanos, e são as relações interpessoais que nos possibilitam aprendizagem e evolução. O caminho mais fácil nem sempre é o melhor caminho. O esforço em promover um relacionamento saudável é um ingrediente importante quando se procura pelo sucesso. Cada indivíduo é um mundo particular e único, nem sempre as pessoas compartilham das mesmas ideias ou ideias, encontrar um termo em comum, um norte para a relação é fundamental para por no eixo relações conflituosas. O diálogo ainda é um dos melhores remédios, esforçar-se para manter um diálogo construtivo faz parte da receita para a felicidade. 
Quem já passou por momentos difíceis e achou mais fácil por fim à relação? É comum encontrar relato de pessoas que dizem se esforçar mas ainda assim não ver saída que não seja o fim do relacionamento. Quando o amor acaba, fica muito mais complicado, e é um indicativo que incompatibilidade é muito grande, e o termino da relação seja o caminho mais adequado, mas se existe amor, existe a possibilidade de resgatar o elo entre o casal. Como identificar a existência do amor é um pouco complexo, exige que ambas as partes identifique sentimentos que torne a outra pessoa alguém que elas desejam em sua história pessoal. Em algum momento quando se escolheram muitos sentimentos desabrocharam, buscar pelos pontos que uniram o casal, e pensar se esses pontos existem ainda, ou existe a possibilidade de voltarem a existir é um caminho para identificar se ainda existe chances de esforçar-se.
Somos seres em constante aprimoramento, aprendemos todos os dias coisas novas, e por isso mudamos constantemente, algumas mudanças exigem tempo, assim como os conflitos se instalam vagarosamente a implantação de resoluções também acompanha um processo que pode ser lento, o que mede esse processo é o desejo mútuo pela busca do equilíbrio e harmonia que foram em algum momento quebrado. 
Se você identifica pontos que foram perdidos durante o tempo, desgastados em sua relação, procure identificar o que causou esse desgaste, se foram os problemas cotidianos, se foram as preocupações financeiras, a rotina, os filhos, amigos ou parentes, ou se foi algum problema pontual por que passou seu companheiro, ou mesmo você. Reflita sobre a importância do esforço, do diálogo aberto e sincero, e busque por mudanças construtivas, não pelo caminho do fácil, mas pelo caminho onde ambos podem crescer e se tornarem melhores. 

Paty.

domingo, 15 de abril de 2012

A FELICIDADE É POSSÍVEL


Você pode dizer que sou um sonhador,
mas não estou sozinho nisso.
Espero que um dia você se junte a nós,
e o mundo será como se fosse um só.
John Lennon

[...]

A propósito desse assunto, vou contar a história de um médico que fazia uma palestra a um grupo de alcoólatras.

Ao iniciar a apresentação disse: "Hoje vou realizar uma experiência para mostrar a vocês o efeito do álcool".

Levantou um copo e afirmou: "Aqui dentro há álcool".

Com uma pinça, pegou um verme, mostrou-o para a platéia e o soltou dentro do copo. Imediatamente o verme se desfez, causando impacto nos presentes.

Em seguida, ele levantou outro copo e disse: "Aqui dentro há água".

Novamente pegou outro verme e o soltou dentro do copo. O verme se mexeu, mostrando sua energia.

Nesse momento, no meio da platéia, um indivíduo embriagado levantou a mão e, com voz pastosa, disse:

"Entendi bem o que o doutor quis dizer, e concordo inteiramente. Sua mensagem é sensacional".

Feliz, o médico pediu: "Por favor, diga em voz alta, para que todos escutem, qual é a minha mensagem".

Solícito, o indivíduo declarou:

"Doutor, o senhor acabou de mostrar com essa experiência que quem bebe não tem verme no organismo!"

A tendência das pessoas é querer mostrar que sempre estão certas.

Preste atenção, portanto, às suas crenças, pois elas vão se concretizar.

Em um mundo altamente competitivo, precisamos ser competentes, e muito. Mas também devemos saber que nossa maior missão nessa viagem pelo planeta é ser felizes e criar oportunidade para que os outros também sejam.

A primeira transformação necessária para que ocorra a felicidade é passar a acreditar na possibilidade de um mundo onde todos possam se realizar. Empresas cujos acionistas e colaboradores sintam que sua participação vale a pena. Casamentos em que ninguém precisa se anular para que os dois continuem juntos. E, principalmente, um mundo onde cada pessoa seja respeitada por sua maneira de ser.

Talvez você considere isso uma utopia, mas esse mundo verdadeiramente digno dos seres humanos só vai acontecer quando acreditarmos e trabalharmos por ele.

Texto do livro
"O Sucesso é ser Feliz"
Roberto Shinyashiki
Editora Gente

sábado, 20 de novembro de 2010

Caminhos

Uma bifurcação,
era sempre o que eu encontrava
bem a minha frente,
a estrada se dividia em duas,
e por qualquer lado que eu fosse
a incerteza caminhava junto comigo.

Becos sem saída, 
todo um longo caminho percorrido 
aparentemente em vão,
o longo regresso, ao ponto inicial
ensina que nunca é tarde para se recomeçar,
e o caminho tomado no regresso
nunca é o mesmo pelo qual já se passou,
o nosso olhar sempre muda,
amadurece.

O caminho de volta parecer ser sempre mais curto,
parece ser sempre mais familiar, 
apesar das mudanças deixadas pelas estações.
Recomeçar nos permite olhar mais uma vez,
olhar com mais atenção;
escolhendo a melhor direção.
Até chegar no ponto,
no ponto onde as bifurcações acabam,
onde existe apenas um caminho a seguir,
onde a estrada longa e aparentemente infinita
leva ao paraíso antes apenas imaginado.

Errar o caminho algumas vezes,
torna a aventura emocionante,
torna a busca gratificante
a cada passo, a cada nova cor,
a cada nova sensação.
A cada encontro, a cada despedida.
A cada nova amizade conquistada.
Com certeza a felicidade encontra-se
não no destino, mas na viagem feita
através dos mais inusitados caminhos, 
até o ponto elementar.

Por isso caminhos errados 
também são caminhos, 
caminhos para os peregrinos,
peregrinos na rota da viagem da existência.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Felicidade

Todos querem ser felizes, 
alguém já desejou não ser feliz?
Acho impossível,
o mais pessimista também quer ser feliz,
apesar de imaginar como poderá ser difícil
encontrar essa tal felicidade.

Ela existe, está nas coisas simples
nos momentos inesperados,
nas notícias de última hora,
no sorriso das crianças,
nas coisas pequenas
que insistimos em não ver.

Está na flor que só olhamos
no trem que perdemos,
na corrida que ganhamos...
Está na chuva do fim de tarde,
no imprevisto,
na saudade, no encontro.

A magia é não saber ao certo
onde ela está, 
é pensar que ela está em qualquer lugar
que é só querer encontra-la.

Já diziam que a felicidade
é uma viagem, não um destino.

É um sentimento
que encontramos no momento singelo,
no momento em que enxergamos
com os olhos do coração
sem necessidade de lentes,
ou de filtros, ou de qualquer artificio

Não viva buscando a felicidade
com vendas nos olhos...
simplesmente, encontre-a,
permita encontrar-se com ela
ela está ao seu lado, 
a sua frente, um pouco atrás
ligeiramente em cima...


ela está na sua alma,
na maneira de ver, ouvir
e de percebe as coisas
ela está no seu coração.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Felicidade

Não existe um caminho para a felicidade,
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
Aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, 
especial o suficiente para passar o seu tempo...
e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar...
...até que você termine ou volte para a faculdade;
...até que você perca ou ganha 5 quilos;
...até que você tenha tido filhos ou até que eles tenham saído de casa;
...até sexta à noite ou até segunda de manhã;
...até que você tenha comprado uma casa nova ou até que ela tenha sido paga;
...até o próximo verão, primavera, outono, inverno;
...até que você morra
...até que nasça dinovo
...não há hora melhor para ser feliz...
...do que AGORA MESMO!
A felicidade é uma viagem, não um destino.
Por isso...
"Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro;
Ame como se nunca tivesse se machucado
e dance como se ninguém estivesse te olhando!!!!


***
Recebi esse pensamento por e-mail e achei interessante postar, porque me colocou a pensar sobre tantas coisas que às vezes perco por ficar esperando outras... acho que essa mensagem veio bem acalhar, como resposta a algumas perguntas que me fiz nos últimos dias, nunca é tarde para dar o primeiro passo!
Pensem nisso também!!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Conquista da Felicidade

Toda a desilusão é para mim uma doença que certas circunstâncias podem tornar inevitável, é verdade, mas que, quando se produz, nem por isso deve deixar de ser tratada o mais rápidamente possível, em vez de ser olhada como uma forma superior de sabedoria. Um homem, suponhamos, gosta de morangos e um outro não gosta; em que é que o último é superior ao primeiro? Não há nenhuma prova impessoal e abstracta de que os morangos sejam bons ou maus. Para quem gosta são bons, para quem não gosta são maus. Mas o homem que gosta tem um prazer que o outro não conhece; sobre este ponto, a sua vida é mais agradável e está melhor adaptado ao mundo onde ambos têm de viver.
O que é verdadeiro neste exemplo trivial é igualmente verdade nas questões mais importantes. O homem que gosta de assistir a desafios de futebol é sob esse aspecto supeior ao homem que não gosta. O que aprecia a leitura é ainda mais superior do que aquele que não a aprecia, pois as oportunidade de ler são mais frequentes do que as de ver desafios de futebol. Quanto mais objectos de interesse um homem tem, mais ocasiões tem também de ser feliz e menos está á mercê do destino, pois se perder um pode recorrer a outro. A vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias. Somos todos propensos à doença do introvertido que, perante o multiforme espectáculo que o mundo lhe oferece, desvia a vista para contemplar somente o vazio dentro de si.

Bertrand Russell, in "A Conquista da Felicidade"