Quanta sujeira vi voando pelo ar, quantos saquinhos de plástico, quantas embalagens, copos descartáveis, seria muito mais bonito se só rodopiassem no ar, as folhas secas que cairam das árvores, as flores amarelas dos ipês.
Agora o ar fresco lá fora me inspirou ouvir algumas músicas, não por acaso, encontrei a música, Chuva, do cantor Zeca Baleiro, melodia maravilhosa que acompanha o lindo poema que segue abaixo, que tocou fundo meu intimo, pois ainda nessa manhã quando sol brilhava, eu ouvia uma estação de rádio, era o horário do horoscopo, o meu dizia: seu sol está numa posição que o deixa introspectivo, voltado para si nessa fase. Sempre a chuva nos faz parar, nos abrigar, nos proteger, como diz a canção, é ruim ter tanto amor sendo só, mas em meus momentos introspectivos percebo que mesmo estando apenas comigo mesma, não estou sozinha. Só Deus pode me consolar, e ele consola, sempre!
Que todos nós possamos apreciar melhor a chuva passar, se cada um fizer a sua parte, se cada um respeitar o seu espaço, poderemos ser espectadores, sempre, de grandes maravilhas da natureza.