quinta-feira, 23 de julho de 2015

Alguns momentos existem pra recordar...
Encontros inesperados, reencontros para recordar...
Risos e mais risos, risos para recordar...
A partida, a lágrima, o adeus... para recordar...
Na vida nada é perdido, é guardado. Talvez esquecido por um tempo, mas jamais para sempre. 
Sinto saudades de tantas pessoas, tenho vontade de dizer a elas o quanto foram importantes, o quanto são importantes na minha história, recordo de tantos momentos bons, de amor, carinho, cumplicidade, amizade. E isso me fazer perceber o quanto são importantes os momentos. A maioria deles passa de uma maneira que muitas vezes não valorizamos totalmente, infelizmente. 
Tem dias queria que existisse uma máquina do tempo, e voltar lá pra esses momentos e poder aproveitá-los de maneira plena. Tal máquina ainda não foi inventada, então me resta tentar fazer dos momentos atuais, plenos. 
Sinto saudades...

sábado, 30 de maio de 2015

Cada um tem um mundo em si

O Sol, estrela central de nossa galáxia ilumina, aquece e permite que exista vida em nosso planeta, se não fosse a existência dessa estrela tão importante, nossa humanidade não existiria. 
E assim também somos nós, cada um é um Sol, um ponto de luz na humanidade, mas também é um planeta, ou seja, não podemos acreditar que viveríamos se não fosse a existência de outras pessoas, com seus mundos particulares transitando pra lá e pra cá, ao nosso redor. 
Muitos pensam que são o centro do universo, quando na realidade são apenas uma pequena parte do todo, que seria diferente sem as suas existências. A maneira como cada ser humano se relaciona com o outro produz uma espécie de força sobre cada um. 
Tem pessoas que se importam demasiadamente com a maneira que as outras pessoas as trata, criando uma gama de fantasias, improdutivas. Poderíamos descrever essas pessoas como aquelas que não se entendem como planeta, apenas como Sol. Como se tudo que acontece no universo estivesse acontecendo em função apenas dela mesmo. Se recebe um elogio, desconfia; criticas são como facadas traiçoeiras; e tudo de bom que acontece com elas é escondido para que os outros não sintam inveja. Assim, afastam todos os outros seres de seus sucessos, e participa com as outras pessoas apenas as suas desgraças. Depois queixa-se porque as pessoas vão se afastando, desfazendo vínculos com elas, enfraquecendo suas relações.
E não é possível viver sozinho, não é possível ser saudável, física e psicologicamente sem ter pessoas por perto, não é possível viver sem um Sol. Por isso é importante saber ser planeta, respeitar e valorizar as relações humanas. Compreender que as mazelas da vida não são infortúnio único, os mesmos pesares que um vive, um outro pode estar vivendo. A saúde começa quando existe bem estar, e o bem estar existe quando os olhares alheios são recebidos calorosamente, quando eles ficam próximos e não afastados. 
Se alguém vive se sentindo vítima da vida, é por que se colocou nessa posição, e as outras pessoas não tem culpa, porque elas apenas estão vivendo suas próprias vidas da maneira que sabem, que aprenderam. Vitorioso é aquele que usa dos seus problemas para produzir soluções, e não para criar monstros. 
Nossa existência nessa vida consiste em aprendermos a sermos melhores a cada dia, pois assim participaremos juntos de um avanço, porque tudo de bom que eu faço, contamina quem está próximo, assim é muito natural ver pessoas prósperas junto de pessoas prósperas, e pessoas queixosas junto de pessoas que não conseguem levar a vida para um outro degrau. 
A maneira como nos relacionamos com as outras pessoas é um parâmetro para medir nosso grau de satisfação na vida. Não pense que o mundo gira ao seu redor, você também está em movimento. Movimente-se para o aprimoramento, não lamente-se, ou sofra, pelos olhares alheios, mude o seu olhar sobre eles. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Caminhos da floresta (Into the woods - 2014)


Caminhos da Floresta me surpreendeu, o filme (musical) entrelaça histórias bem conhecidas de nossa infância, Chapeuzinho Vermelho, João e o pé de feijão, Cinderela, Rapunzel, mas não é um filme para criança. A revista Crescer trouxe um texto bem descritivo sobre o filme e fale a pena ler
O filme mostra uma realidade diferente daquela original desses personagens dos contos de fadas, na verdade mostra o depois do "felizes para sempre". Me aborreci ao ver uma Cinderela tão indecisa, mas não somos confusas quando o assunto é a escolha do nosso "amor verdadeiro", estamos em muitos momentos nos sabotando, fugindo de nossa felicidade, por medo dela não ser realmente aquilo que esperamos para nós, e o filme mostra isso, o príncipe nem sempre é o "príncipe" idealizado. Nesse caso era um homem que nasceu para ser galanteador, mas infiel. A doce chapeuzinho vermelho era uma comilona, que apesar de conhecer o perigo e reconhecer os conselhos de sua mãe deixou-se levar em sua inocência, falando demais com estranhos, e pela curiosidade, e pela vontade de conhecer coisas novas. Nem sempre ouvimos nossos pais, mas as crianças estão aprendendo, elas vão errar também, e como a própria menina disse: "Legal, não é o mesmo que bom", por isso deve estar preparada, e vai aprendendo com os erros também. 
João podia não ser tão esperto aos olhos de sua mãe, só queria salvar sua amiga, a vaca branquinha, mas ele era muito corajoso, com os feijões mágicos conheceu um mundo de gigantes, e trouxe de lá riquezas para reaver sua amiga vendida ao padeiro. Foi tolo ao aceitar o desafio de Chapeuzinho Vermelho, provando que poderia trazer a harpa do gigante lá do céu. E ele pagou um preço bem alto pelo "roubo", trouxe conforto à mãe, venceu o desafio, mas foi o ouro que também desfez seu "felizes para sempre", apesar de corajosamente cortar o pé de feijão gigante sozinho, matando o gigante que o procurava, um feijão germinou trazendo uma senhora gigante muito furiosa, que destruiu tudo, e nessa desordem deixou o pequeno João órfão. 
A bruxa que aprisionava Rapunzel queria que a jovem fosse uma criança para sempre, sempre dependendo de sua proteção. A puniu pela desobediência, por não seguir seus desejos, enviando ela para o pântano, sozinha. Tentando ensinar a ela algo com essa punição, como tantos de nós fazemos, acreditando ser a punição a melhor lição. Isso só a afastou definitivamente da menina. 
E nesse enredo diferente, todos viram seu "Felizes para Sempre" desconstruído, pela realidade de que a vida é construída por nossos desejos, mas devemos tomar cuidado com o que desejamos. 
Nesse entrelaçamento de histórias verificamos o quanto somos todos ligados, a vida de um está ligada à do outro, interferimos na vida de pessoas que nem conhecemos. A maldição sobre a casa do padeiro, que impedia ele e sua esposa de serem pais, afetou a história de todos esses outros personagens, havendo até um envolvimento entre a mulher do padeiro e o príncipe da Cinderela, que se encontraram na floresta e viveram um momento de flerte. Talvez o deslize da mulher do padeiro aconteceu como consequência de sua traição (caiu do barranco e morreu), um segredo guardado pelas árvores da floresta, e que morreu com ela. Cinderela soube de tudo através de seus pássaros, mas soube que não poderia viver em meio a infidelidade, preferiria a vida humilde. 
Na floresta muitas coisas foram aprendidas, muitas decisões foram tomadas, e as consequências do caminho que os levou até ali foram refletidas. Seguiram suas vidas, compreendo que não estavam sós, tinham um ao outro. E o nosso conto de fadas talvez seja esse, desejar o melhor, e fazer do que nos acontece o melhor, mesmo não sendo como realmente desejamos no início. 


Cuidado com o que você diz, as crianças vão ouvir. 
Cuidado com o que faz, as crianças verão e aprenderão.
As crianças olharão para você por cada caminho que for.
Para aprender o que serão.
Cuidado ao dizer: "Escute-me"
As crianças ouvirão.
Cuidado com o que deseja. 
Desejos são como crianças 
Cuidado com o rumo que eles tomam
Desejos não se realizam de graça...
Cuidado com as palavras que você lança.
Não somente sobre as crianças.
Às vezes o poder dessas palavras pode durar.
Mais do que se imagina e se virar contra você.
Cuidado com a história que você conta essa é a magia.
As crianças ouvirão. 





quarta-feira, 20 de maio de 2015

Reflexão sobre relacionamentos.

Ainda enquanto estudante, assistia uma aula de uma disciplina relacionada à terapia de casais, e a professora muito experiente disse que o que faz um relacionamento dar certo é o "esforço" e isso parecia para mim muito evidente. A sociedade em que vivemos atualmente é uma sociedade que está muito preocupada com a autosuficiência, ou seja, as pessoas estão muito mais interessadas em suas vidas profissionais, e em se tornarem independentes, por isso postergam o envolvimento afetivo, ou colocam ele em segundo plano. Quando se envolvem procuram por relacionamentos "perfeitos", ou "idealizados", essa exigência frusta a pessoa quando aparecem os primeiros conflitos na relação. 
Como tudo hoje em dia é fácil de trocar, ou substituir, muitas pessoas levam esse comportamento para os relacionamentos, quando o relacionamento não está legal, quando os conflitos ficam difíceis de serem contornados o mais fácil é o caminho da troca, o famoso "a fila anda". Não somos objetos por isso essas trocas constantes provocam grande desgaste emocional. 
Devemos considerar que somos seres humanos, e são as relações interpessoais que nos possibilitam aprendizagem e evolução. O caminho mais fácil nem sempre é o melhor caminho. O esforço em promover um relacionamento saudável é um ingrediente importante quando se procura pelo sucesso. Cada indivíduo é um mundo particular e único, nem sempre as pessoas compartilham das mesmas ideias ou ideias, encontrar um termo em comum, um norte para a relação é fundamental para por no eixo relações conflituosas. O diálogo ainda é um dos melhores remédios, esforçar-se para manter um diálogo construtivo faz parte da receita para a felicidade. 
Quem já passou por momentos difíceis e achou mais fácil por fim à relação? É comum encontrar relato de pessoas que dizem se esforçar mas ainda assim não ver saída que não seja o fim do relacionamento. Quando o amor acaba, fica muito mais complicado, e é um indicativo que incompatibilidade é muito grande, e o termino da relação seja o caminho mais adequado, mas se existe amor, existe a possibilidade de resgatar o elo entre o casal. Como identificar a existência do amor é um pouco complexo, exige que ambas as partes identifique sentimentos que torne a outra pessoa alguém que elas desejam em sua história pessoal. Em algum momento quando se escolheram muitos sentimentos desabrocharam, buscar pelos pontos que uniram o casal, e pensar se esses pontos existem ainda, ou existe a possibilidade de voltarem a existir é um caminho para identificar se ainda existe chances de esforçar-se.
Somos seres em constante aprimoramento, aprendemos todos os dias coisas novas, e por isso mudamos constantemente, algumas mudanças exigem tempo, assim como os conflitos se instalam vagarosamente a implantação de resoluções também acompanha um processo que pode ser lento, o que mede esse processo é o desejo mútuo pela busca do equilíbrio e harmonia que foram em algum momento quebrado. 
Se você identifica pontos que foram perdidos durante o tempo, desgastados em sua relação, procure identificar o que causou esse desgaste, se foram os problemas cotidianos, se foram as preocupações financeiras, a rotina, os filhos, amigos ou parentes, ou se foi algum problema pontual por que passou seu companheiro, ou mesmo você. Reflita sobre a importância do esforço, do diálogo aberto e sincero, e busque por mudanças construtivas, não pelo caminho do fácil, mas pelo caminho onde ambos podem crescer e se tornarem melhores. 

Paty.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Jardim Secreto

Estes últimos dias estive ocupada com um antigo passatempo que havia abandonado à anos, a pintura. Sempre gostei de pintar e desenhar. Tenho ainda lápis de cor do tempo que estava saindo da infância, e acho que foi na adolescência que guardei eles e nunca mais mexi. Com essa nova onda de livros de pintar para adultos acabei reencontrando minha antiga caixa de lápis de cor e o prazer de colorir. 
Com a internet tudo fica muito fácil, inclusive foi por meio de uma rede social que tomei contato com o livro Jardim Secreto, recomendaram a notícia de que um livro de colorir estava estourando em vendas, com um propósito simples o livro alcançou milhares de pessoas, esgotou várias vezes nas livrarias mais famosas, e virou uma febre mundial. 
Logo na capa ele se descreve como livro de colorir e caça ao tesouro antiestresse, e realmente para quem gosta de pintar o livro proporciona momentos de muito prazer, o que faz minimizar muitos aborrecimentos do dia. Os desenhos são lindos, flores, folhagens, jardins, borboletas, crisálidas... o papel tem uma textura gostosa, e apesar da recomendação para usar apenas lápis de cor permite utilizar outras ferramentas, como canetinhas, giz, aquarela... 
O que me chamou atenção nesse tempo pintando foi um grupo em uma rede social dedicado à esse livro, à ele e ao livro Floresta Encantada, que é uma sequência do livro Jardim Secreto. O grupo existe para compartilhar os desenhos pintados, compartilhar dicas sobre a pintura, os materiais utilizados, e por aí vai, tem um número expressivo de participantes que passa dos 4mil, e é muita gente junto e onde tem muita gente reunida sempre existem as diferenças que aparecem nesse ou naquele post, alguns geram polêmica, outros encantamento, críticas, e alguns exageros. 
Uns dias atrás uma jovem reuniu algumas "pérolas" do grupo e escreveu em sua rede social uma pequena crítica ao que via, um texto bem inteligente e enxuto, causou um alvoroço danado no grupo, alguém logo divulgou o texto por lá e a polêmica foi gerada. A menina em resumo chamou as participantes de loucas, no meu entender não todas, mas aquelas que apresentavam comportamentos exagerados, como pagar um absurdo para aprender pintar um simples livro, ou brigar em uma loja por uma caixa de lápis de cor, acusação de fraude aos que pintam com canetinhas, comprar um faqueiro pra usar a caixa como porta lápis de cor, postar o próprio desenho dizendo estar feio para ganhar confetes, essas coisas que vira e mexe aparecem no grupo. E isso me fez pensar.
Quando acontece um surto, como foi em vendas esse livro, mais de um milhão de exemplares, gera uma especie de epidemia, nossa sociedade baseado no materialismo é extremamente consumista e claro um simples livro de pintar mexeu e muito com muita gente. Isso que chamei febre mundial, pegou quase todo mundo, e despertou sintomas em muitas pessoas, sintomas que já existiam mas que no corre corre do dia não são percebidos, mas quando direcionados tornam-se evidentes. É um corre corre por "ter", ter o melhor lápis, ter o melhor resultado, ter o reconhecimento. 
É possível identificar o quanto as pessoas andam frustradas, o quanto são competitivas, e como são levadas por critérios superficiais. Como deixam algo tão simples como pintar se transformar em uma corrida maluca. Sociedade moderna... tempos modernos, pessoas vazias.
Felizmente, existem os que entendem a vida sob uma ótica mais saudável, e utilizam o livro com o propósito proposto, ou seja, para pintar e relaxar. E que a expressão do "ser" é muito mais importante e valorosa que a expressão do "ter".
Ser quem se é com honestidade, simplicidade, empatia, e amor é o que constrói as pontes para a harmonia. Não é uma caixa de lápis de cor importada profissional que faz esse ou aquele desenho mais bonito, é o carinho da mão que segurou o lápis... é o amor que se colocou no momento da escolha da cor, não são as técnicas que vão fazer o desenho mais lindo, são os olhos de quem o aprecia que farão dele especial. Quando vejo uma criança desenhando sempre fico maravilhada, porque de um borrão surgem vários animais, prédios, pessoas, um mundo todo de possibilidades. 
Desculpem os desenhistas profissionais, que são entendedores da arte de pintar, e que sabem a importância da qualidade do material que utilizam, e que aperfeiçoam diariamente essa arte. Mas eles também sabem que para executar seu oficio com eficiência o instrumento mais importe parte de dentro deles. 

Paty

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Dedicação + Especialização

No mercado de trabalho competitivo que existe atualmente existem fatores que podem definir seu sucesso, e esses fatores são diversos, mas basicamente se expressam em duas palavras: Dedicação e Especialização. Parece muito simples, e de fato é. Tudo que fazemos com dedicação sem dúvida nenhuma ganha visibilidade. A dedicação é debruçar de corpo e alma aquilo que se faz. Seja qual for a área em que você está trabalhando, se você o fizer com amor seu trabalho flui de maneira efetiva e eficaz. E se estiver conciliado à dedicação a especialização, sucesso na certa. 
Especializar-se é buscar conhecimento, quando você tem conhecimento sobre aquilo que você faz você consegue resolver problemas com muito mais agilidade. No mundo atual tudo é muito rápido, os avançando tecnológicos demarcam uma era onde tempo é algo muito raro e caro, sim caro, porque um dia já não possui 24 horas, muitas vezes sinto que meu dia tem apenas 12 horas, porque passa muito rápido, e nem sempre é possível realizar todas as tarefas que desejo. Acredito que essa realidade não é apenas minha, mas compartilhada com várias pessoas. Se você tem conhecimento e se dedica ao que faz você tem maiores chances de alcançar o almejado sucesso. 
Por isso quando aparecer qualquer oportunidade para aprender, aprenda. Existe uma palavra mágica que abre muitas portas, é o "sim", quando aparece a oportunidade de aprender, diga "sim" a essa oportunidade e não a desperdice, uma hora ou outra esse conhecimento será útil e importante em sua vida. 
Dedique-se ao que você faz com amor, e busque sempre pelo aprendizado. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jardim Secreto


Nada na vida acontece por acaso, estava navegando pela internet, e vi alguém comentar sobre esse livro: "Jardim Secreto", um livro de colorir para adultos, antiestresse, com benefícios terapêuticos. Pintar é uma atividade que descobrimos quando crianças e tem além do lúdico o terapêutico, é uma atividade prazerosa, que nos desconecta do mundo e nos coloca em um novo mundo, onde as cores dão vida às ilustrações que tem apenas contornos, e um mundo de possibilidades se faz, vários tons e contrastes dão aos simples contornos um tipo de "personalidade".
Confesso fui arrebatada por esse livro, a possibilidade de deixar o mundo digital que nos consome quase que 24 horas por dia, por algum tempo com papel e lápis de cor foi algo inusitadamente maravilhoso. Um prazer antigo, que conheci no tempo em que nem sonhava com a existência de uma aparelho que pudesse carregar nas mãos para onde quer que fosse como é hoje o celular, ou melhor, o smartphone, que faz inúmeras ações em questões de segundos. 
Minha mesa, há muito tempo, tem um nootbook, um monitor que uso como extensão da tela do nootbook, o smartphone, cabos e mais cabos, pendrive, roteador, aparelhos tecnológicos tem cada vez mais feito parte de nossas vidas, nesses últimos dias até estou estranhando a mudança que vem ocorrendo em minha mesa. Os lápis de cor, as canetinhas, o apontador... os livros estão mudando o visual do meu dia a dia. É curioso porque essa imagem me faz lembrar 20 anos atrás, quando tudo que eu mais gostava era desenhar no meu caderno, enfeitando as folhas, colorindo as tarefas que trazia da escola. Até outro dia estava eu com meu nootbook, utilizando ele como caderno na faculdade, pensando em como houve uma mudança em nossa cultura, e olha só, parece que pouco a pouco aquilo que estava caindo de uso quer voltar com força. 1 milhão de exemplares é um número que demonstra a busca de uma geração pelo resgate do simples... do analógico, do manual... do artesanal. 
Quer uns minutos de terapia, vale a pena experimentar, eu sentia falta de um hobbie, agora me sinto criativa, artista (amadora claro), e principalmente me sinto viva! Porque a cada figura colorida percebo como simples é existir, mais de um milhão de pessoas comprou esse livro, e comprou ele igual, mas todos esses livros agora já são diferentes, cada um deles ganhou um pouco do sentimento, do ser, do sentir, do seu dono e nenhum deles jamais será igual a outro!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Sobre os absurdos:

Por mais dias que eu viva nesta terra ainda serão poucos. Acredito que por mais (tempo) que eu exista aqui no planeta Terra ainda não verei tudo. Se eu pudesse registrar todas as coisas absurdas, e todas as coisas incríveis, todas elas com detalhes... 

Sobre os absurdos:
A doença moderna que tanto falam, chama-se o egoísmo. Esse mal aflige um número enorme de pessoas neste planeta. Destrói tudo. O egoísmo é uma praga avassaladora, porque ele faz com que o coração das pessoas fique enrijecido, endureça como a pedra fria em noite gelada. Ele cria uma nevoa negra que tem o poder de enfraquecer sentimentos nobres, e nessa redoma negra que se forma sobre o ser nenhuma bondade consegue ultrapassar, não entra e não sai. 
É o egoísmo que faz com que as pessoas se usem, como se fossem objetos, se descartem como se fossem peças com defeito, ou fora de moda. O egoísmo é como uma doença que cegou o coração, ele já não mais enxerga ele apenas reage a tudo aquilo que não acontece como espera a distorcida (negativa) percepção. 
Um efeito muito danoso do egoísmo é sentido quando depois de tanto descartar, já não há nada para fazer companhia, nem um trapo velho, nem disco riscado, nem livro rasgado. Neste momento o egoísta vazio pelos seus atos observa ao seu redor e contempla perplexo o abandono, esquece as ferpas que atirou, os espinhos que enviou por encomenda, e a rejeição que plantou no jardim que não lhe servia. Nesse momento lembra-se das costas do antigo amigo, afastando-se. Queixa-se por ter dado o que sentia ter de melhor ao mundo, que o abandonou. Lamenta-se por ser tão bom, e por isso não ser compreendido na sua bondade (vaidade). 
E ai então enfraquecido, por não ter mais platéia que alimente sua vaidade, pensa que nada mais pode ter sentido, ou ser sentido. Culpa até a areia da praia, a lua e as marés, mas não reconhece em si o próprio torturador. É incapaz de observar seu próprio reflexo, frágil, humano, solitário. Então abraça o orgulho, põe na mala seu melhor perfume, e tenta a vida a em novas terras, onde acredita que o anonimato trará de volta seus dias gloriosos, esquecendo que leva consigo uma praga. 
Quem alimenta erva daninha não terá boa colheita. 
O altruísmo é antidoto para diversos males, por que ele aproxima as pessoas, as torna humanas, frágeis mas amáveis, pontos de luz na imensidão. Se você vê bondade em um ato, é como ver uma lamparina vencendo a escuridão da noite. Aproxime-se do bem, livre-se das pragas da vida. Busque luz. Não seja alimento de parasita (egoístas), seja adubo de linda flor! 

domingo, 8 de março de 2015

Armações do Amor

Todo tipo de relação que estabelecemos com as outras pessoas para se tornarem duráveis, mais ou menos duráveis, depende de algumas etapas. No filme Armações do Amor, Paula utiliza dessas etapas para realizar seu "trabalho". 
Segundo Paula, os jovens desenvolvem a autoconfiança durante uma relação romântica: um encontro especial, encontros casuais, dar auxílio em momento de crise, conhecer os amigos um do outro, ensinar algo seriam fatores que permitiriam o envolvimento, ou seja, uma especie de etapas para o enamoramento. Depois de realizadas essas etapas seria possível tirar o "marmanjão" da casa dos pais para viver uma vida autônoma. Desejo dos pais de Tripp, que veem seu filho com 35 anos ainda morando na casa deles. Assim Paula é contratada com o objetivo de motivar Tripp a ter seu próprio espaço, deixando a casa de seus pais. 
O problema é que Tripp também tem um próprio método, onde suas etapas tem por objetivo o não enamoramento, ou seja, quando ele percebe que a relação está muito intensa ele sabota a relação, e morar com os pais permite que ele "assuste" suas pretendentes. Como Paula tem um objetivo acaba vencendo a sabotagem de Tripp e continuando em sua vida, mas acaba se envolvendo além do esperado, sua estratégia bem definida acaba por realizar o que ela almejava, mas não foi só Tripp que se envolveu, ela mesma também descobriu em cada uma das etapas uma espécie de "diversão" uma espécie de proximidade, ou intimidade, onde se sentiu feliz e de certa maneira completa. 
Algumas teorias psicológicas tentam compreender o amor, e  talvez ele seja realmente esse sentimento que brota depois de um processo que exige doação, cumplicidade, esforço. O amor é reforçado por cada ato solidário, por cada momento agradável, pelas risadas, pelas refeições juntos, por pequenos e eventuais acidentes no caminho, é reforçado também pela tentativa em resolver os problemas cotidianos e seguir em frente. 
O amor é aprender e ensinar todos os dias, é compartilhar dos objetivos, dos sonhos, das vitórias e derrotas. 
A música que marca esse filme é simplesmente uma das mais deliciosas melodias, eu conheci essa música interpretado por Queen, é ela diz exatamente o que é o amor: Crazy little Called Love "Coisinha maluca chamada amor". Ninguém está pronto para ele, até ele acontecer. 

domingo, 1 de março de 2015

Viver como as flores


– Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

– Pois viva como as flores - advertiu o mestre!

– Como é viver como as flores - perguntou o discípulo?

– Repare nestas flores - continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. – Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

Lembre-se: nesta vida, nada deve nos aborrecer.



Autor: Desconhecido

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Interestelar


Adoro filmes cuja temática é o espaço, o espaço é fascinante, misterioso e silencioso.
Fazia muito tempo que eu não assistia a um filme que prendesse a atenção como esse, talvez analisando bem criticamente encontraremos alguns pontos fracos, mas em sua totalidade tem uma mensagem profunda. Nós seres humanos temos aqui a missão de nos melhorarmos, essa evolução nos levará a dimensões que sequer imaginamos existirem.
Interessante observar a utilização de uma comunicação que ultrapassa os limites do tempo e do espaço. Mensagens são enviadas através da gravidade, o canal da comunicação nasce do sentimento mais forte e mais puro existente na galáxia: o amor.

"O amor é a única coisa que somos capazes de perceber que transcende as dimensões do tempo e do espaço, talvez devamos confiar nele mesmo que não o entendamos ainda".

domingo, 14 de dezembro de 2014

O que é um projeto?

As crianças nos fazem perguntas tão simples, e tão valiosas, me deparei com uma dessas esses dias, na sua inocência a pequenininha me perguntou: "O que é um projeto?" eu então pensei rápido e disse a ela: "Um projeto é aquilo que a gente pensa em fazer, mas ainda não fez".

E agora fico pensando nessa simples pergunta, e nessa simples resposta... 
Quantos projetos pensei em iniciar, quantos eu realizei? E quantas coisas aconteceram no intervalo entre planejar e fazer. Tantas pessoas que encontrei, tantas que deixei de ter contato, e quantas horas de sono perdidas, quantas xícaras de café na madrugada... quantas conversas soltas, quantas boas conversas, quanta conversa desnecessária... quanta urgência em ser necessário... 

Eu tive um projeto, a graduação, hoje já não é mais um projeto, é uma realidade, uma coisa que pensei fosse quase impossível hoje é uma nova possibilidade na minha vida, porque hoje é possível dizer: tenho nível superior completo, sou psicóloga. Hoje meu projetos estão em torno desse antigo projeto realizado, hoje tudo aquilo que eu pensava em fazer foi feito, e muito além do que eu pensava eu fiz, e muito ainda há que ser feito!

Agora é hora de arregaçar as mangas, olhar para o horizonte, com um grande sorriso no rosto, com o coração alegre, e seguir! SER, FAZER, REALIZAR!

SEMPRE ACREDITAR!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Eu sou tudo aquilo que carrego no meu coração, e tudo que carrego se resume na confiança da existência de uma força maior, que rege e comanda tudo, mas que permite que livre eu seja para realizar, e também para destruir. Porque tudo aquilo que carregamos dentro de nosso coração pode ser leve como pluma ou pesado como pedra, por isso é importante saber o que alimentamos dentro de nós, que tipo de sentimentos são nutridos no nosso dia a dia. Se eu sou tudo o que carrego dentro, posso ser amável e solidária como posso ser pessimista e derrotista. As qualidades que externo dependem daquilo que tenho dentro. A cada novo dia nós é dada a oportunidade de um novo começo, e só depende de nós mesmos o cultivo e a colheira, e o tamanho do fardo que será vivido em cada dia. Por isso por mais duro que pareçam seus pesares, alimenta a esperança, lembra sempre que a tempestade vem e molha o solo, de onde brotam as sementes, e que mesmo que o dia esteja nublado, acima das nuvens está o sol. Que todas as nossas escolhas nos levem a caminhos onde mesmo com buracos e poças de lama, possamos caminhar sem sujar nossos pés, assim, mesmo que tudo pareça um lamaçal, impregnar-se da lama depende apenas do descuido de nossos passos. Que em cada coração exista sempre amor, paz, e esperança.  
 
 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Graham Nash - Be YourSelf




"Seja você mesmo, por que não ser você mesmo?"


Hoje deu uma vontade de ver novamente o filme "Amor sem Escalas", tem uma cena desse filme que eu gosto muito, quando o protagonista resolve por os pés em terra firme, ou seja, quando ele percebe que ele precisa de um copiloto (uma companheira) para dar uma direção, um sentido à sua vida. Infelizmente, a triste realidade o deixa sem palavras... e na vida algumas vezes, ou muitas vezes, ficamos também parados, sem palavras... frente a coisas que nos superam as expectativas. Minha intenção aqui não é fazer uma sinopse do filme, estou olhando para ele com meus olhos, e cortando um trecho. 

Essa sem dúvida nenhuma é a cena mais triste do filme, mas ainda assim a minha favorita, por que ela tira o véu dos olhos daquele homem que seguia sua vida, acreditando ter o controle sobre ela. De fato, talvez tenhamos poder sobre as nossas próprias vidas, mas esse controle se perde quando se mistura às vidas das outras pessoas. Cada um tem dentro de si um mundo, e nem todos compartilham dos mesmos objetivos, nem todos estão olhando para o mesmo ponto no horizonte. 

A primeira vez que vi esse filme, eu estava numa escala, estava em um país estrangeiro, ao lado de uma pessoa que me tinha como uma realidade paralela, sem eu saber e foi tão espantoso, também, descobrir que aquele era apenas um amor de escala, toda vez que vejo esse filme lembro daquela sala de cinema, daquela poltrona, do cheiro da pipoca, e do silêncio... da falta de palavras quando a realidade me bateu a porta, e penso, penso que existem momentos na vida em que algumas mentiras podem nos tornar felizes por algum tempo, mas são as verdades que nos elevam, que nos fortalecem, e que nos fazem maiores. 

Essa canção diz: "Olhe nos olhos, eles não vão dizer mentiras, mas se ele desafia o que você vê, ele te dará uma chave". E é isso, pegar a chave... abrir as portas e seguir em frente! e "Seja você mesmo, por que não ser você mesmo?"

sábado, 28 de dezembro de 2013

Por que o medo?

O passado é um alicerce para as construções futuras, e é dessa maneira que ele deve ser entendido e usado, muitas vezes nos queixamos das coisas que nos aconteceram, ou ficamos rememorando coisas boas, deixando de viver no aqui e agora, deixando de construir, ficando apenas naquela base, naquele contra-piso uma vez colocado. Daí encontramos o medo do novo, o medo de continuar a erguer nossas paredes, colocar nossas janelas e portas, fazer o acabamento, e enfim construir também um teto, deixamos o céu aberto, e a insegurança de que tempos ruins podem chegar, ou a insegurança de que um tempo bom pode fechar. 
Me lembro sempre da imagem da cabana na noite escura, onde se acende uma lamparina, a luz é vista de fora, pelas janelas, ou pelas frestas entre a madeira das paredes, depois que se acende a lamparina a escuridão já não entra mais. Por isso se faz necessária a coragem para acender a luz, para vencer a escuridão, vencer os obstáculos, e continuar a construção. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sabe aquela coisa de aqui se faz aqui se paga, que tudo você planta você colhe, pois é, é tudo verdade. E é curioso como tem coisas que vão e voltam tão rápido. Se você for mal educado com alguém, aguarde, logo alguém vai ser mal educado com você também.
Comigo aconteceu isso, soltei uma daquelas irônicas "das minhas" verdades, em uma cidadã inocente; me senti muito arrependida, e agora quero muito encontrá-la para me desculpar, mas não a encontro! Então não por acaso, levei uma dessas "verdades" irônicas em público, na verdade não era bem uma verdade; foi uma daquelas indiretas, diretas, que ti fazem perguntar para si mesmo: "Porque eu fui abrir o meu bocão".
As pessoas deviam enxergar as outras pessoas como seres humanos, dotados de certas peculiaridades que às fazem únicas e especiais, cheias de sonhos e ideais, com vontade de realizar coisas no mundo, eu também falho muito, apesar de me policiar tanto, hora ou outra algumas coisas saem da minha boca sem ter passado pelo crivo da minha razão; e é natural que as pessoas também passem por situações como essa, às vezes no lugar do carrasco outras vezes no lugar da vítima; mas fico pensando cada dia mais sobre isso, em como é ruim qualquer uma dessas posições, porque ser carrasco nos coloca numa posição de agressor, e pode trazer culpa, remorso, ou dependendo da pessoa sensação nenhuma, o que deve ser horrível também, enquanto vítimas também os sentimentos de culpa, remorso, por ter se exposto a situação. E toda vez que vivo uma situação dessas, seja na posição que for me coloco pensando em como falhamos em nossas relações interpessoais, em como temos dificuldades de enxergar o outro à nossa frente, ou ao nosso lado, ou atrás de nós, o outro, aquele que também possui um cérebro, um coração.
Acredito que falta ainda muito para que possamos evoluir como seres humanos no sentido de entender que o outro é parte de nós, e que devemos tratar cada ser, humano, animal ou vegetal com todo respeito, com todo carinho, com todo amor, porque se o que fazemos volta até nós, que volte o amor que dedicamos, que volte o carinho, o respeito, que voltem coisas boas no lugar dos pesares.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Essa Tal Felicidade

Já rodei todo esse mundo procurando encontrar
Um amor, um bem profundo que eu pudesse realizar
Os meus sonhos de criança, como todo mundo faz
De formar uma família como era dos meus pais
Mas o tempo foi passando e a coisa mudou
Solidão foi se chegando e se acostumou
Essa tal felicidade, hei de encontrar
Mesmo se eu tiver que aguardar, se eu tiver que esperar
De uma coisa eu não desisto, sou fiel não abro mão
De ter filhos, ter amigos, companheira e irmãos
Se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar
Mais aumento o meu desejo de afinal te encontrar
Mas o que eu não me acostumo é com a solidão
Um pedaço do seu beijo ou seu coração
Isso já me fortalece me faz delirar

quarta-feira, 29 de maio de 2013

E viva a liberdade de expressão!!!

Hipocrisia, hipocrisia!!!
O mundo está cheio, repleto, transbordando de hipocrisia. 

François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipocrisia)

Se as pessoas se ouvissem mais, talvez, quem sabe, diriam menos asneiras no futuro, tem gente que fala, fala e nem se ouve, nem sabe o que está dizendo, e hoje pior ainda, escrevem... postam em redes sociais ideias que nem fazem sentido. E tudo isso talvez por se acharem a tal última bolacha do pacote, mas eu sempre penso sobre essa metáfora e lembro que a última bolacha do pacote está esmigalhada, quebrada, em farelos e talvez só tenha de especial o atributo de ser a última, mas não a melhor, talvez a melhor seja aquela primeira, que foi degustada com vontade, com maior prazer e estava inteira, ou ainda, talvez todas fossem mesmo as melhores, afinal todas elas tinham o mesmo sabor. 

Enfim, estou aqui também escrevendo, também "falando" e sei que não sou e nem me julgo melhor que ninguém, sou caminhante, estou aprendendo dia a dia sobre essa aventura que é o viver, sei que estar aqui, fazer parte disso tudo é uma grande tarefa, afinal são uns 7 milhões de seres neste planeta, e a mais desafiadora tarefa que nos cabe aqui é aprender a conviver. 
Se as pessoas pudessem libertar-se dos mecanismos que usam para defender-se de suas ilusões tudo poderia ficar mais leve, mais simples, com essa liberdade tudo poderia ser então real. 

Além de se ouvir as pessoas também poderiam se olhar, ver seus gestos, seus atos, as simples coisas que deixam de fazer e que às vezes dizem que fazem, as pessoas hoje não se tocam, nem mesmo os olhares se tocam, os dedos tocam teclas, tocam telas, mas não tocam a pele, às vezes nem mesmo a própria pele. Mas apontam, apontam e criticam, criticam aquilo que nem mesmo conhecem, que nem mesmo querem conhecer, querem respostas rápidas, querem tudo rápido, instantâneo, como se as outras pessoas existissem apenas para cumprir com a sua vontade; narcisistas puros, se esquecem que cada ser carrega uma existência única, e que dentro da singularidade de cada um existem inúmeros afazeres que algumas vezes não correspondem aos seus. 

A palavra chave, antidoto para toda a hipocrisia talvez pudesse ser a empatia, seria desenvolver uma inteligencia emocional capaz de fazer com que essas pessoas se enxergasse na experiência do outro, e saíssem de dentro de si mesmos, podendo aprender mais sobre si e sobre o mundo. Podendo romper com as ilusões e viver plenamente a totalidade em que estão inseridos. 

E não existe recompensa maior no mundo que poder existir dentro dos olhos do outro, existir com amor, existir com igualdade, existir... 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Retrospectiva 2012

Reparei que já é fevereiro e já passou até o carnaval, e eu não fiz meu balanço do ano passado... nunca é tarde e aqui estou eu, mas o que vale dizer sobre o ano que findou?
Tantas coisas aconteceram, umas alegrias, alguns aborrecimentos, idas, vindas, encontros e desencontros, começos, recomeços, fins... tanta coisa.
Talvez por isso eu tenha postergado falar sobre isso, afinal, talvez ainda não tenha tido tempo de virar a página. 
Pois bem, virando, deixando 2012 com todo seu aprendizado. Começando 2013 com novas oportunidades, novas aventuras, novos horizontes.
2012 foi um daqueles anos "tsunami", uma onda grande que limpou tudo, voltar pra faculdade, fazer novos amigos, reaprender a viver, reaprender a me divertir, a aproveitar a vida sem medo de não conseguir levantar, acho que foi um ano de superação, de superar tantos medos. A onda também veio pra limpar feridas, cicatrizar tantas marcas do passado. 
Das músicas a melhor foi "bom senso" grande Tim Maia, já fiz muita coisa errada, e de vez enquanto é bom pra deixar a rotina, mas não se pode deixar o bom senso... dos filmes "Muita calma nessa hora", a hippie com sua samambaia em busca de um sonho, e no caminho o que a gente sempre encontra: novos amigos!
Das bebidas depois da cuba-libre "Tequila",  ¡Arriba, abajo, al centro, a dentro! e meu inseparável cafezinho, das comidas "risoto" o de funghi foi o melhor. Dos momentos aqueles mais loucos, com o mais louco dos loucos, aquele que eu nunca vou esquecer. Das "tristezas" o anuncio da morte, de quem ainda não se foi, mas que já tinha ido faz tempo... e uma grande lição com essa tristeza, tem males que vem pra bem, e tem gente que não tem jeito. 
Das alegrias, as jóias mais raras, os amigos de verdade, o carinho, o companheirismo, o apoio, e também as broncas, os puxões de orelha, todos dados no momento certo, pra me emburrar pra vida!
2012 obrigada, foram 365 dias de puro aprendizado e superação.

2013, me aguarde! 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Beside you - Simply Red (legendado)




Beside You
Simply Red


We follow the river down into the stream
That´s where my dream began
I left my worries to the people who stare
And dreamed without a care

That I´d always be beside you
To watch the day and night
And we listen to the sunrise
And feel it´s growing light
And peace will come inside so quiet

Wherever we´re going, I don´t know
For a million years our love keeps growing
The mystery deepens, day by day
But trust my love, and hear me say