terça-feira, 30 de outubro de 2018

O livros que comecei a ler

Começo a olhar a minha volta, percebo quantos livros comprei esse ano, e fico perplexa ao constatar que terminei de ler apenas um, mas confesso que nada lembro dele, exceto o nome. E quantas coisas na vida ficaram como esses livros, foram iniciadas mas deixadas, e incompletas ficaram. Daqui a alguns dias é meu aniversário, e nessa época do ano é natural que eu fique "esquisita" eu chamo de meu "inferno astral", mas na verdade é uma crise de adaptação à nova idade, porque a nova idade trás também a constatação de que muita coisa ainda não foi feita e que existe ainda muito a fazer.
Apesar de já ter dobrado os 15 anos ainda sinto como se fosse uma jovem debutante. Talvez porque ainda esteja olhando para a vida daquele lugar, dos meus 15 anos, com tantos sonhos a realizar. Com tantos livros para começar a ler.
Vivi tantas histórias interessantes nesses anos, e sempre me pego tentando dar um final feliz a cada uma delas, agora faz sentindo olhar e perceber que deixei, sempre: tudo meio acabado, e não acabado; por isso agora essa sensação de que dá para fazer algo diferente, mas a realidade não é essa, a realidade é que foi feito o que poderia ser feito naquela ocasião, e aquele foi o fim, não o felizes para sempre, mas o fim possível para aquele momento.
"Nada acontece duas vezes da mesma maneira" essa frase não é minha, é de Crônicas de Nárnia, mas uso ela hoje para exemplificar o que sinto. Todas as histórias vividas não podem ser revividas, elas podem ser resignificadas, ou seja, podem voltar, mas de uma maneira diferente.
Pensando nesses livros todos que estão aqui sem terminar, fiquei lembrando das histórias do passado, aquelas que eu gostaria muito de resgatar, aquelas que eu comecei, mas que de alguma maneira deixei (ou sinto que deixei) meio acabadas ou não acabadas, e fiquei imaginando se hoje eu pudesse reviver alguma delas, escolhi com muito carinho e cuidado uma que gosto muito, uma jantar romântico, e percebi que se o cavalheiro em questão estivesse aqui hoje, e hoje me convidasse pro mesmo jantar, tudo seria muito diferente, por que as coisas que sei hoje, as coisas que aprendi, vivenciei, me fazem hoje uma pessoa diferente daquela de anos atrás, assim como ele com certeza está mudando pelo tempo que viveu, pelas coisas que aprendeu e experimentou da vida nesse intervalo. Nem o restaurante existe mais, por isso teríamos que procurar um novo lugar, e desse novo lugar essas novas pessoas se olhariam novamente, mas de maneira inédita, então talvez esse novo encontro não pudesse ser uma segunda chance, mas uma nova chance.
Tudo isso pra dizer que existem histórias para começar, mas que é importante saber quando uma história chega ao final, não devemos deixar histórias inacabadas nos assombrarem, amontoando poeira em nossa vida, por que é o que sinto com tantos livros pela estante, na mesa, no criado mudo, são tantas histórias a terminar. É preciso iniciar, se envolver, e então mergulhar, apreender e aprender, seguir em frente, chegar ao final, para que então novos começos surjam, ou mesmo novas maneiras de viver. Porque um livro pode ser lido quantas vezes quisermos, mas cada vez vai ser compreendido de maneira inédita, única e especialmente nova.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Liberdade


Quantas vezes deixamos de ser nós mesmos, nos perdemos em meio a correria do dia a dia, ou às exigências e carências que impomos ou são impostas. 
Peguei minha antiga "lata" de lápis de cor, ela já me acompanha desde a infância, são lápis de cor tão queridos, e aquele livro de desenhos zen para colorir, com fones de ouvido minha playlist "Shakira" que sensação boa. Éramos eu, os lápis, o livro e a música, com um vento gostoso entrando pela janela. Um tempo atrás, ainda lembro, como era difícil fazer isso, e como era dolorido estar atendendo as exigências de um outro que impunha sua vontade de que "eu" não fosse "eu" alegando o contrário. Abri mão do meu espaço e dos meus desejos, via a programas de TV que não gosto, fazia programas que não me preenchiam, e estava sempre sentindo um grande vazio.
E agora escrevendo esse pequeno texto, com uma outra playlist, começa a tocar, Highway to Hell (AC/DC), e sim, estava a caminho do inferno, mantendo um relacionamento para sentir que tinha alguém, mas me sentindo extremante solitária, sabe quando falam de solidão a dois. Foi difícil, como toda decisão que envolve rompimento é difícil de ser tomada, no começo senti falta daquilo que eu chamava de rotina, apesar dela não ser uma rotina que me fazia feliz, é curioso como demoramos a abrir mão inclusive do sofrimento, daquilo que não nos traz felicidade.
Tem poucos dias estava justamente reclamando da solidão, mas não é a solidão que me incomoda, talvez agora pude compreender isso melhor, deixei o celular distante, me permiti momentos de ócio, pude dormir quando o corpo pedia cochilo, comer quando tinha vontade, e o que tinha vontade, fazer o que me faz bem, e inclusive estudar, assisti Homem Formiga e a Vespa, legendado, que delícia, ninguém criticava, também assisti alguns episódios das minha séries favoritas, sem aquela frase ridícula, "você gosta disso?!" como se fosse um crime gostar de contos de fadas, ficção científica ou drama. E então eu percebi o que é a liberdade.
Estamos sempre procurando algo, ou alguém, a maioria de nós sente esse "vazio" esse "buraco" a preencher, essa "falta" e o que eu acabei percebendo nos últimos dias é que não existe alguém, ou alguma coisa que vá preencher esse espaço, porque na verdade esse espaço existe porque eu, você, criamos ele, criamos a ilusão de que falta algo. Enquanto na minha playlist tocava "Estoy aqui", eu ria pensando em como tudo depende única e exclusivamente de mim. 
Algumas vezes fazemos escolhas equivocadas e colocamos em nossas vidas pessoas incompatíveis para provar para nós mesmos algo improvável, por capricho, por carência, ou seja lá o que for. E na verdade a felicidade a dois só existe quando cada um consegue encontrar-se feliz com sua própria solidão, ai sim serão capazes de compartilhar, de serem livres de fato. Porque talvez para um casal ser casal, a aliança deve trazer gravada: Juntos e livres para sempre.
Então a primeira coisa a fazer é dizer "sim" à própria solidão, como diz o poeta, assim as borboletas virão, e acrescento: permanecerão.




quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Tempo em movimento


Quando encontro uma música como essa, logo sinto que não é por acaso, porque pra mim a música é uma forma dos anjos trazerem mensagens ao nosso coração. Sempre ouço o frase: "tudo tem seu tempo" e acredito muito nisso, o movimento da vida, o movimento do tempo, o tempo em movimento.
A letra dessa música é uma grande verdade. 

Tempo em Movimento
Lulu Santos, Luiza Possi
Somos
Tantos numa só pessoa
Somos o que fomos antes
E o que não seremos mais
Também
Nós já não somos
Como um dia nós sonhamos
Somos o que a vida fez de nós
Que fizemos de nós mesmos
Viver é escolher
Entre o instinto e a razão
Entre a cabeça e o coração
E os destinos da alegria e da dor
E do bem-querer
Da solidão
Nada é por acaso
Tempo
É tão pouco o nosso tempo
Pra tamanho sentimento
Que não cabe no presente
Nós somos nossa história
Nossos sonhos e memórias
Nossas ilusões à toa
Nossas emoções baratas
Viver é aceitar
Nossos bons e maus momentos
Entre razões e sentimentos
Entre o medo e o desejo de amar
Amanhecer, anoitecer
Tempo em movimento
Compositores: Nelson Candido Da Motta Filho / Luiz Mauricio Pragan Dos Santos
Letra de Tempo em Movimento © BMG Rights Management US, LLC, Sony/ATV Music Publishing LLC

domingo, 7 de outubro de 2018

O que de verdade importa

Acabo de chegar do cinema, e não poderia deixar de registrar esse sentimento que encheu meu coração, um sentimento de alegria. Muitas vezes a ficção é um reflexo da vida real, cada um de maneira particular vive seu "filme", são tantas histórias que encontramos ao longo da vida, cada pessoa trás consigo uma bagagem enorme, de experiências, vivências que valem a pena registrar, mas nem todos registram e essas histórias ficam no âmbito particular. Ao assistir esse filme me coloquei a pensar nas inúmeras vezes que deixamos de fazer algo por medo, o protagonista parecia egoísta no início, mas me coloquei a imaginar o medo que ele sentiu com a responsabilidade de ter um dom tão especial. É comum sentirmos medo do desconhecido, do diferente, do inexplicável. Somos todos curadores, cada um de uma maneira particular. Podemos curar só estando perto, só estando presente, num olhar, num gesto, numa palavra ou com uma atitude altruísta. 
Outro ponto que me sensibilizou foi o amor que nasceu da amizade, Cecilia foi uma moça prudente, sabia que aquele rapaz que chegava era um conquistador, e amor é muito mais que conquista, amor é criar um vínculo de amizade. Nenhum tipo de relação pode sobreviver sem amizade, porque é desse sentimento que todos os outros brotam, a amizade possui um nível de amor muito profundo, porque nela podemos nos comunicar de maneira verdadeira, as conquistas muitas vezes exigem uma postura de "querer agradar" o amigo não precisar "querer agradar" amizade é presença sem julgamento, sem imposição, é compaixão. 
E vendo esse filme ficou muito claro perceber que todos somos muito importantes nesse conjunto de momentos que é a vida, cada um pode levar esperança, amor, e cura ao próximo. Estar disponível para curar é acreditar que todos merecem uma chance para serem felizes, incluindo nós mesmo. Porque não existe alegria maior que ver a alegria que você pode proporcionar. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Primavera está chegando, é o final do inverno que esse ano particularmente foi extenso, ainda faz frio por aqui, mas já é possível ver as novas folhas nas árvores e alguns ipês floridos. Todos os dias quando pego estrada fico olhando as árvores da paisagem, a pastagem e acredito que estou aprendendo a reparar no ciclo da natureza, que é o ciclo mais sábio e perfeito que existe.
E não é só na paisagem que tenho prestado atenção, também estou olhando para a vida com um olhar diferente, mais amadurecido talvez. Dizem que o inverno é um tempo de interiorização, essa estação fria permite que fiquemos mais quietos, recolhidos.
Para mim em especial, nesse ano, o inverno foi de movimento e busca, estive buscando desesperadamente por mim. É difícil tentar encontrar consigo mesmo, porque você está o tempo todo com você, mas não se olha, não se vê, não se ouve, e muito menos se percebe; e então quando você finalmente percebe que a coisa mais importante que você tem é você mesmo, e quando você se permite: se ver, se ouvir, se sentir, então finalmente você pode se sentir inteiro.
Comigo foi mais ou menos assim nesse inverno, nessa busca desesperada pude encontrar quem eu sou, enfrentei desafios de diversos tipos, me coloquei fora da minha zona de conforto, e foi incrível a experiência, incrível fazer uma mala para passar uma semana fora, uma semana entre desconhecidos, sozinha, sem referencia; e o maior desafio era: ser eu mesma. Pela primeira vez na minha vida, foi tão fácil ser eu, falar de mim, estar comigo. Também nesse inverno iniciei um novo empreendimento, e eu estava tão feliz, tão empolgada, claro estava também cheia de medos, e ainda sinto alguns medos, mas continuo feliz, feliz porque eu entendi que a vida é correr riscos. E como eu me arrisquei nesse inverno, busquei a liberdade de ser quem eu sou, explorei ao máximo meu potencial, e da maneira que eu pude corri atrás do que eu podia, e aprendi também nesse inverno que a minha liberdade termina quando se inicia a do outro, não posso obrigar ninguém a me amar, mas posso amar incondicionalmente e sem julgamentos, mas isso exige desapego.
Esse inverno também me trouxe saudade, saudade de um outro inverno, de tempos atrás, quando oito anos atrás eu estava também buscando desesperadamente por mim, e curioso foi a mesma sensação, a liberdade de ser quem eu sou, e como foi gratificante saber que há oito anos atrás, em um inverno, eu pude levar amor para a vida de alguém.
Agora está chegando a primavera, com certeza as flores virão lindas cheias de cor e perfume, e acredito que essa primavera vai ser diferente, depois desse inverno diferente, porque coisas surpreendentes simplesmente acontecem, é assim como a palavra serendipity, inesperadamente algo mágico acontece.

domingo, 8 de julho de 2018

Eu vejo as suas cores


Trolls a principio parece um filme, bem infantil, talvez pareça até chato por conta de tanta alegria e felicidade, todos cantando e se abraçando...., não estamos acostumados a isso, por isso vale a pena não desistir dele, a mensagem que ele carrega vale muito a pena.
Acreditamos que nossa felicidade está fora de nós, que precisamos encontrar algo para sermos realmente felizes.
No caso do filme os bergens, criaram a ideia de que somente seriam felizes ao engolir um Troll, e assim como tantas coisas em nossa vida, manteve-se essa ideia, e cada geração de Bergens cresceu acreditando nisso, acreditando que não havia outra maneira de serem felizes, exceto engolindo um troll.
Quantas coisas acreditamos, sem contestar. A princesa Pop então consegue mostrar aos bergens que a felicidade não está fora, ela está dentro de cada um, usa o exemplo do príncipe Gristle II que sentiu uma imensa felicidade quando se apaixonou pela Bridget, sem nunca ter engolido um troll antes,  assim a felicidade estava dentro dele, não precisava ser engolida, ele só precisava de alguém que a despertasse.

"A felicidade não é uma coisa que se engole, é algo que está dentro de vocês, as vezes só precisa de alguém para ajudar acha-la". (Pop)

Assim também Tronco, um personagem ranzinza nos ensina algo importante, cada um tem uma história, não devemos julgar as pessoas por suas atitudes, pela sua maneira de pensar ou agir, algumas pessoas já passaram por momentos terríveis e é difícil para elas superarem suas dores, ou expressar o que sentem de maneira assertiva. Tronco volta a ser feliz quando descobre o amor que sente por Pop, volta a ser feliz quando junto a Pop tentar salvar os Trolls sequestrados, nessa jornada ele encontra a felicidade, ele pode voltar a ser ele mesmo, com suas cores, com sua felicidade, superando seu passado traumático.
Trolls é um filme que possui uma alegria (irritante) que não estamos acostumados a vivenciar, você abraça quantas pessoas por dia? Você canta no seu dia? Você é feliz!?



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Nós vamos ficar bem

Sou movida a música, música me inspira. Tem momentos preciso ser ouvida, e parece que a música me entende, fala comigo, me responde. Outro dia estava ouvindo músicas conhecidas quando apareceu uma sugestão, Imaginary Future & Kina Grannis, cliquei sobre a sugestão e me maravilhei, ouvindo os dois parecia que eu podia estar em lugar tão tranquilo. Primeiro ouvi I found you, e me apaixonei, porque é o que sinto, como se eu estivesse buscando todo tempo por um caminho, um caminho que faça tudo mudar, e as coisas na vida são assim, é naquele momento que você deixa de ter esperança que então você encontra o que buscava. Depois ouvi Forever on Your Side, e curioso que busquei pela tradução no "google" e encontrei outra música, sabe parecia mesmo o universo conversando comigo, alguém estaria me procurando, segundo a letra da música que o google apontou. I Will spend my whole life loving you, foi incrível, é o próprio casamento da dupla, e na sequencia ouvi a música We´ll be Okay, e percebi que tudo vai ficar bem.


domingo, 13 de maio de 2018

Ir longe


(Tradução)
Eu tenho sonhado frequentemente com um lugar distante
Onde um herói é bem vindo, estariam esperando por mim
Onde a multidão vai vibrar quando verem meu rosto
E uma voz fique dizendo "é aqui que eu devo estar"

Eu estarei lá um dia, eu posso ir longe!
Eu encontrarei o meu caminho, se eu puder ser forte
Eu sei que cada milha valerá a pena o meu tempo!
Quando eu for longe, eu estarei onde eu pertenço

Ao longo de uma estrada desconhecida, para abraçar o meu destino
Embora a estrada possa vaguear, ela me levará a você
E mil anos valerão a espera
Pode levar a vida inteira, mas de alguma forma eu verei acontecer

E eu não olharei para trás, eu posso ir longe!
E eu permanecerei nos trilhos. Não, não aceitarei a derrota
É uma ladeira para cima, mas eu não perderei a esperança
Até eu ir longe e minha jornada estar completa

Mas olhar além dessa glória é a parte mais difícil,
Pois a força de um herói é medida pelo seu coração

Como uma estrela cadente, eu irei longe!
Eu explorarei o mundo, enfrentarei seus males
Não me importo o quão longe, eu posso ir longe!
Até eu encontrar as minhas "boas vindas" de herói me esperando em seus braços

Eu explorarei o mundo, enfrentarei seus males
Até eu encontrar as minhas "boas vindas" de herói me esperando em seus braços

E assim me parece a vida, como a letra dessa linda canção, onde a força do herói é medida pelo seu coração. A esperança é o sentimento mais puro, do meu ponto de vista. Nascemos nesse planeta cheio de incríveis oportunidades, nascemos inocentes, por isso nascemos todos heróis, cada um é herói da sua própria existência, cada um de nós possui um vilão a derrotar, um caminho a trilhar, um amor para conquistar. Cada um a sua maneira vive uma aventura, nessa jornada. Todos temos um lugar para chegar, um lugar para chamar de "nosso lugar", o lugar onde devemos estar. Acreditar na força interna que existe em cada um de nós é saber que aconteça o que acontecer chegaremos onde devemos estar.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

True Colors (Cyndi Lauper)



Tradução:
Cores verdadeiras

Você com os olhos tristes
Não desanime
Eu percebo
É difícil ter coragem
Em um mundo de pessoas
Você pode perder de vista tudo
E a escuridão dentro de você
Pode fazer você se sentir tão pequeno

Mas eu vejo suas verdadeiras cores
Brilhando através
Eu vejo suas verdadeiras cores
E é por isso que eu te amo
Então não tenha medo de deixá-los mostrar
Suas verdadeiras cores
As cores verdadeiras são lindas
Como um arco-íris

Essa música é uma das minhas preferidas, o tempo passa e a sua mensagem tão profunda permanece. A escuridão simplesmente não existe, ela representa apenas a ausência da luz. Existem momentos na vida em que sentimentos uma imensa ausência, nem conseguimos dizer o que faz falta, é como diz a música, nos sentimos pequenos, talvez nesse momento seja mesmo difícil ter coragem, nesse mundo, nessa selva. Não devemos ter medo, porque cada um de nós tem sua própria luz, e para que nossa luz brilhe precisamos perceber esse sentimento tão singelo e poderoso, o amor. O amor está nesse olhar, nesse que vê nossas verdadeiras cores, e esses olhos tão poderosos estão naquele momento mágico, quando percebemos que todas as cores, estão dentro de nós mesmos.


Cinderella (2015)


Esse filme é mágico... é gentil, inspira coragem, coragem de ser quem somos, de aceitar os reveses da vida, porque sempre o final é feliz. Sonhos podem se tornar reais, Cinderella não reclamava da vida, essa é a grande lição.
No momento em que foi mais humilhada, ela correu para a floresta, e lá encontrou o maior presente: a esperança, o desejo de reencontrar aquele jovem que a olhou, que se interessou pelo que ela tinha a dizer, e que mesmo que ela não soubesse, desejou também encontra-la novamente.
Essa adaptação ficou maravilhosa.
Nos falta hoje essa determinação, essa atitude bondosa e sem julgamentos de Cinderella, nos falta essa conexão com a natureza, essa confiança em acreditar em nossos valores e exerce-los a cada momento. 


domingo, 25 de fevereiro de 2018

Simplesmente acontece



Love,Rosie é um filme interessante, ele retrata as relações de amizade e como muitas vezes elas se tornam tão intensas. Pela imaturidade ou pelo medo, evitamos olhar para os sentimentos e acabamos por evitar vivenciar eles, e vamos fazendo escolhas que impedem viver o que realmente pode ser saudável e legitimo. Muitas vezes a vida dá várias voltas até que possamos encontrar a verdade, ou aceitar a verdade por trás das coisas. Me chamou atenção a cena que Greg volta, e Rosie o aceita, para não continuar sozinha, e tentar preencher aquele espaço de pai, que sua filha solicitava. Curioso que na verdade todas as escolhas erradas aconteceram por conta dos sentimentos que o casal reprimiu, aí volto para o adento, por imaturidade ou por medo.
A vida segue seu fluxo e Alex a sua maneira vai buscando preencher sua vida com superficialidades, que não fazem parte da sua essência, ele aparentemente tem tudo. 
Gosto muito da cena que a filha de Rosie tem seu primeiro beijo roubado por seu melhor amigo, parece que o erro da mãe quer se repetir, por sorte, Alex já mais sofrido (vivido), não permite que isso aconteça, apontando o que aconteceu com ele ao tomar a decisão de evitar falar verdadeiramente dos seus sentimentos.
Não podemos viver colocando nossos sentimentos para baixo do tapete. Isso apenas cria atrasos nas nossas vidas, e em alguns casos pode até por a perder momentos incríveis de alegria ao lado de pessoas que realmente são importantes. Como é bom quando a vida nos dá uma segunda chance. Só que se prestarmos atenção, somos nós mesmos que nos damos essa chance, quando agimos com maturidade e aceitamos nossos sentimentos. 

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Reviravoltas

Estive pensando nas reviravoltas que a vida dá. Nem sempre teremos certeza sobre o rumo a tomar, mas no momento em que decidimos o caminho fica mais claro perceber se vale ou não a pena continuar nele, antes eu acreditava que não se poderia voltar atrás, mas hoje com a prática da vida, aprendi, que sim, poderemos sempre voltar, desde que tenhamos realizado um bom trabalho anteriormente. 

Eu sei que escolhi uma profissão que me faz muito feliz e ser terapeuta holística é algo que está dentro do meu coração tem muito tempo, e talvez por dedicar com tanto amor a essa área tudo vai fluindo bem na minha vida profissional, só que a vida me surpreendeu com algo novo, a possibilidade de ter aquilo que muitas pessoas almejam, a estabilidade financeira através de um cargo público. 

Quando eu sai da faculdade de psicologia me coloquei a prestar concursos públicos para psicóloga, ainda não tinha muito definida a minha carreira profissional, estava cheia de incertezas, e os concursos pareciam uma boa opção naquele momento. Ocorre que as vezes os concursos demoram a chamar. E nesse tempo, enquanto não era convocada a trabalhar fui construindo então a minha carreira profissional, como terapeuta holística, e quando então a convocação para trabalhar como funcionária pública ocorreu me deixou desnorteada. O que fazer? Que caminho seguir?

Optei por experimentar o novo, o novo tinha também um certo "ar" de desafio, e eu gosto de desafios, afinal eu havia estudado durante tanto tempo, a faculdade foi para mim algo extremamente desafiador, eu já era adulta quando iniciei os estudos de graduação, e já tinha até feito uma pós graduação, eu precisava aceitar esse desafio. Mas eu não poderia deixar de ser também terapeuta holística, ali também havia depositado muito estudo, muita busca pessoal, e tinha também o compromisso com as pessoas que estava sob meus cuidados. Me desdobrei para aceitar o novo emprego e manter a ocupação anterior.

Desde o primeiro dia eu já sabia, eu estava empolgada com tudo aquilo, eu havia prestado concurso, ficado muito bem colocada, tinha capacidade para ocupar aquele cargo, e poderia realizar um excelente trabalho, mas não senti que estava avançando como profissional, sentia na verdade, um retrocesso, eu já sabia, meu coração não estava lá.

Nessa mesma época eu terminava um namoro de quase 3 anos, um rapaz que foi muito importante na minha história, mas que não compartilhava dos mesmos objetivos pessoais, e isso era para mim algo também muito pesado para lidar, afinal, eu sempre tive um grande sonho de compartilhar minha vida com alguém, e que esse alguém pudesse olhar comigo a mesma direção. Foi então depois do termino do namoro que ficou claro para mim que eu havia me colocado ali, aceitado aquele emprego pelo desafio, e para realizar o sonho daquele rapaz. Era ele quem queria muito um emprego como aquele que eu havia conquistado, e era horrível para ele perceber que eu não estava feliz ali, era impossível para ele compreender. 

A separação no namoro era inevitável, e acredito que pedir a demissão daquele emprego também, não era um sonho meu, e tampouco poderia vir a ser. Mas claro toda decisão deve ser pensada, não deve acontecer por impulso, e nesse processo por pensar sobre a demissão, comecei adoecer. A vida tornou-se cinza, e sair da porta de casa para a rua algo torturante, curioso que para minha vida como terapeuta, apesar de cansada do dia exaustivo, era a única coisa que mantinha minha luz a brilhar. 

Claro, pedi demissão, voltei a vida anterior, mas voltei renovada pela experiencia que passei, uma experiencia de coragem, coragem por ter tentado o novo, coragem por optar pelo que me faz feliz. 

De tudo tudo isso tirei várias lições, a mais especial é que eu posso sonhar, e posso realizar os meus sonhos, não preciso viver nem realizar o de outros, eles mesmos devem fazer isso, aprendi que devemos tentar, e que não há vergonha nenhuma em dizer: não era o que o que eu pensava, e voltar. E principalmente, aprendi que ter trabalhado com o coração me deixou uma porta aberta, que nunca vai se fechar para mim. 

Se você trabalha com amor, as portas nunca se fecharão para você, e você sempre terá um lugar seguro para voltar. 

(Patricia A F Abreu)


sábado, 3 de setembro de 2016

Meu Hoje!

Antigamente eu costumava escrever mais, acredito que eu tinha mais perguntas na cabeça, escrever sempre me ajudou pensar melhor, organizar as ideias. Estive relendo postagens antigas e vendo todo um processo que passei nesses anos, quando criei o blog em 2009 estava me aventurando por esse espaço que até então era novidade. Fico feliz porque percebo que tenho inclusive seguidores e eventualmente recebo elogios sobre os textos. Verifiquei que ando melhorando na gramática, encontrei vários erros de ortografia, mas agora é muita coisa pra revisar, então peço desculpas a quem encontrar erros muito "grotescos".
Nesse momento gostaria de registrar a felicidade de estar finalmente vivendo meu lado profissional de maneira efetiva. Depois da faculdade de psicologia, e durante e antes dela também, estava perdida, não sabia o que fazer, me via insegura em me colocar no mercado de trabalho o que me entristecia e não permitia que eu pudesse ver as possibilidades que eu tinha. O medo me fez perder muito tempo, até que um daqueles "reveses" da vida me levou a tomar a tal "coragem" num quase susto.
No ano de 2007 terminei um curso de Florais de Bach, a vida me levou até os florais depois de uma crise existencial que culminou no que alguns médicos diagnosticaram depressão, outros transtorno de ansiedade generalizada, outros ainda bipolaridade, sem consenso resolvi procurar uma medicina diferente para tratar daquela angústia existencial, numa viagem a Porto Alegre procurei por alguma terapia de regressão, já que eu acreditava que meus problemas estavam relacionados a vivencias passadas, encontrei uma terapeuta que fazia regressão mas que sugeriu usar Florais de Bach para facilitar as sessões de regressão. Três dias tomando os florais eu voltava a ser a pessoa que eu costumava ser, e aos poucos também com as sessões de regressão uma luz voltou a brilhar pra mim. 
Eu curiosa por saber o que eram aqueles remédios tão especiais busquei a formação, e cada dia me encantava mais com a simplicidade dos florais e principalmente com a abordagem com que eles era indicados, a partir da investigação do erro da personalidade da pessoa, ou seja, na emoção que estava em desacordo com a essência real da pessoa. 
Terminando a formação no curso, comecei atender alguns amigos próximos para obter casos clínicos parar o período de avaliações do curso, e era muito intrigante ver os resultados surpreendentes. Só para ilustrar um caso, uma moça muito tímida, extremamente tímida, estava tirando carta de motorista e seu jeito de ser estava deixando muito ansiosa e com medo de não conseguir, depois de alguns frascos de floral, com sua fórmula particular, além de conseguir passar nos exames da autoescola começou ficar mais aberta pra vida, alguns meses depois do tratamento estava namorando, logo noiva e casada. Me via muito feliz com os bons resultados, algumas pessoas com patologias encontravam a remissão da doença depois de um ou dois meses tomando as essências florais, era fácil indicar aos amigos, mas aos desconhecidos me via em alguns casos um pouco preocupada por não saber bem como falar, como ouvir, então busquei a formação acadêmica em psicologia. Qual não foi a minha surpresa quando descobri que psicólogos não podem indicar florais, mas mesmo assim continuei a formação, achava um absurdo que um profissional capacitado a entender de mente, comportamento, psicopatologias, não pudesse utilizar de um instrumento tão eficaz quanto os florais, um grande auxiliar, complemento da própria terapia realizada com a fala e escuta. 
Ao final da graduação resolvi deixar de lado as preocupações com o diploma de psicologia, assumi minha identidade profissional, terapeuta holística, ou seja, a graduação foi um excelente norteador sobre entender aspectos do ser humano que antes eu desconhecia, mas para não divergir do que o Conselho de Psicologia pensa sobre técnicas não comprovadas cientificamente resolvi trabalhar da maneira que eu encontrava bons resultados. Nesse momento procurei por um espaço adequado e iniciei minhas atividades, aos poucos um falando para o outro, fui ganhando mais e mais clientes, mais e mais pessoas felizes saindo pela porta do consultório. Nem sempre tudo são flores, existem sim casos que são mais complexos mas todos são um desafio que encaro com muita seriedade e com vontade de fazer sempre meu melhor, e por essa razão sempre volto pra casa feliz porque sei que mesmo quando tudo parece não ir bem sempre algo bom está acontecendo.
A partir do momento que o medo é deixado de lado as possibilidades começam a surgir, se estivermos de coração aberto, com um grande sorriso no rosto muitas coisas boas podem acontecer, e acontecem. 
Sou muito grata pela minha formação, pela minha profissão, pelos amigos, pelos clientes, pelos inimigos também que me fizeram mais fortes, pela família, e por todos aqueles que ainda vou conhecer nessa jornada como terapeuta. Quero cada dia me aperfeiçoar mais e dar sempre o melhor que eu tiver àqueles que me procurarem, porque em todo lugar que vou encontro pessoas dedicadas a serem melhores. Tenho muitos bons mentores, tenho amigos extraordinários que me ensinam valores muito importantes, sou eternamente grata a todos, pelos conselhos, dicas, direcionamentos, e principalmente pelo amor e carinho que me dedicam. 

Universo gratidão!!!

Patricia Fukura

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Procurando Dory

Continue a nadar.... continue a nadar...
Sou hiper fã da Dory, o filme ficou fantástico, o drama de procurar pela família com muito bom humor. O que mais admiro na Dory é sua amnésia, que faz dela a pessoa mais despreocupada, cuca fresca, mas é interessante que ela esquece o que está fazendo, mas não esquece dos amigos.
As coisas importantes, como a família e os amigos, ficam gravados nela, todo o resto são "pré ocupações" que ela não tem.
Todos temos defeitos, assim como temos qualidades, Dory sabia muito sobre tudo, mesmo não sabendo que sabia. Quantas vezes nós deixamos de nos arriscar por medo de tentar, quantas vezes por medo ficamos aprisionados na monotonia. Arriscar-se é encontrar inúmeras possibilidades, encontrar, reencontrar, viver, reviver, e continuar... por isso continue a nadar, continue a nadar, só assim você estará de fato vivendo, vivendo essa grande aventura que é a vida. Modificando e sendo modificado a cada encontro, a cada reencontro.
O que a Dory faria?

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A sua felicidade depende apenas de você

Com muita frequência ouço diversas queixas existências das pessoas, em geral, essas queixas se resumem a uma falta de motivação para a mudança. A maioria de nós persiste em padrões comportamentais que não funcionam efetivamente, e isso gera uma grande frustração pessoal, que afeta também os níveis profissional e social. Geralmente as pessoas colocam seus problemas como resultado da ação externa de outras pessoas, e se esquecem da responsabilidade quem tem sobre tais acontecimentos. É comum ouvir algo do tipo "não sou feliz porque o outro não me ajuda, ou não me compreende" e essa queixa demonstra o quanto somos reféns da necessidade de aprovação de um outro. Em muitos casos é fácil notar que uma mudança sobre a perspectiva do problema pode modificar em grande a parte a resolução do mesmo.
Quando acreditamos que somos nós os principais responsáveis por nossos infortúnios fica mais fácil compreender que o outro nada mais é do que uma projeção que fazemos para aliviar de alguma maneira a nossa responsabilidade sobre nossas ações. Quando cada um percebe que a ajuda do outro é importante mas não fundamental fica mais fácil mudar a percepção errônea criada e enraizada em nosso ser.
Não sou feliz, porque dependo de um outro, que também depende de várias outras coisas que estão além do meu próprio entendimento, por isso serei feliz a partir do momento que eu puder ser feliz dependendo apenas do meu próprio esforço em me ajudar. A partir do momento que se depende menos de uma outra pessoa, a autonomia pessoal aumenta, e com isso uma série de eventos positivos se criam. Uma pessoa autônoma, responsável por si, por suas ações, consegue efetivamente realizar muito mais em sua vida cotidiana, do que quando depende da aprovação ou auxílio de uma outra, especialmente quando se trata de questões que envolvem as emoções.
A partir dessa mudança, da dependência para a autonomia, fica mais simples enxergar as dificuldades que existem e ultrapassa-las. Já está muito batida a frase mas compensa reforçar: "quando você muda o mundo muda", isso acontece porque sua perspectiva sendo mais positiva sobre os eventos faz com que você consiga observar de maneira mais abrangente as situações.
Se você sente fome, e não tem ninguém para preparar o jantar, terá que preparar você mesmo sua refeição, ou ficar fome. Quando tem um problema e não é compreendido, deverá procurar compreender-se a si mesmo, e aceitar o fato de que outras pessoas podem ter uma perspectiva diferente da sua, ou frustrar-se com a situação.
A maioria dos problemas existências está em olhar para a vida de um prisma invertido, onde tudo parece confuso e desconexo. Quando se alinha o prisma de maneira adequada as coisas se organizam de tal maneira que fica mais fácil ter foco, e assim uma direção a seguir. Essa direção deve estar baseada em sua própria perspectiva e não depender da maneira como o outro enxerga a situação, porque reforço, o outro pode ter uma maneira diferente de ver e compreender o seu ponto de vista, ou ainda, ter também dificuldade para entender algo que acontece além do seu entendimento.
É como naquela frase que diz: "Se você sabe como remar um barco, você rema qualquer barco; mas se você não sabe remar, mudar de barco não vai ajudar". Cada um de nós tem um mundo dentro de si, cheio de possibilidades, na maioria das vezes necessitamos apenas aprender a remar, para podermos fazer nossa própria viagem, seja qual for o barco que entrarmos.
Se fazer tal viagem parece difícil, mudar a perspectiva, o rumo da vida e a maneira de encarar os eventos cotidianos e as contrariedades talvez tenha chegado o momento de procurar ajuda de um profissional capaz de ajudar você a conhecer-se, compreender-se, adquirir autonomia. A motivação para a mudança depende de um fator muito importante, ela depende de você.

Os Venenos da vida...



Existem venenos que tomamos todos os dias, o nome deles são: inveja, ciúme, ganância, arrogância, egoísmo... existem ainda outro nomes como cobiça, maledicência, ódio... todos esses venenos tem antídotos, o melhor e mais eficaz se chama AMOR. Quando alguma coisa não anda bem, verifique se você está tomando veneno, ou se está trabalhando o antídoto para concertar a desarmonia.

Evite as emoções e sentimentos venenosos, lembre-se que nada é permanente, vivemos todo o tempo mudando, até o tempo muda, as estações transformam. A terra está sempre girando, nossas células estão o tempo todo se renovando. A vida é uma oportunidade, aproveite a sua vida da melhor maneira. Lembre-se da metáfora do copo, que alguns veem meio cheio, enquanto outros veem meio vazio. A maneira de sentir a vida determina a qualidade do seu viver. Viva em harmonia consigo mesmo assim viverá em harmonia com o todo.

Somos todos instrumentos na mão do Criador



Somos todos instrumentos na mão do Criador. Nem sempre entendemos essa verdade, em alguns momentos nos acontecem coisas que são desagradáveis e pensamos estar sendo desafortunados, quando na realidade estamos sendo agraciados pela bondade de uma ordem divina. Não paramos para observar nosso corpo, nossos pensamentos, nossas ações. Esperamos a todo o tempo por algo mágico, esquecendo que toda magia mora dentro de cada um de nós.

Vivemos pedindo, e pedindo aos céus graças, mas nem notamos aquelas que já estamos recebendo, esquecemos de agradecer a benção que é despertar todas as manhãs, temos insônia pensamos demasiadamente nos problemas, e não observamos os sinais para solução deles. Somos seres poliqueixosos, em um mundo que foi feito para ser nossa escola, e não nossa penitenciaria. Somos livres para criar um mundo melhor, ou para fazer dele um grande fardo sobre nossos ombros. Cultive o melhor e colherá o melhor. Pense coisas boas e coisas boas acontecerão todo o tempo. Faça o bem sem olhar a quem, e receberá em dobro a generosidade. Persevere e alcançará. Ás vezes um sorriso é o melhor remédio para se dar, ou para se receber. Seja também um instrumento de bondade e amor, o universo agracia aqueles que realizam suas atividades com esperança no coração

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Alguns momentos existem pra recordar...
Encontros inesperados, reencontros para recordar...
Risos e mais risos, risos para recordar...
A partida, a lágrima, o adeus... para recordar...
Na vida nada é perdido, é guardado. Talvez esquecido por um tempo, mas jamais para sempre. 
Sinto saudades de tantas pessoas, tenho vontade de dizer a elas o quanto foram importantes, o quanto são importantes na minha história, recordo de tantos momentos bons, de amor, carinho, cumplicidade, amizade. E isso me fazer perceber o quanto são importantes os momentos. A maioria deles passa de uma maneira que muitas vezes não valorizamos totalmente, infelizmente. 
Tem dias queria que existisse uma máquina do tempo, e voltar lá pra esses momentos e poder aproveitá-los de maneira plena. Tal máquina ainda não foi inventada, então me resta tentar fazer dos momentos atuais, plenos. 
Sinto saudades...

sábado, 30 de maio de 2015

Cada um tem um mundo em si

O Sol, estrela central de nossa galáxia ilumina, aquece e permite que exista vida em nosso planeta, se não fosse a existência dessa estrela tão importante, nossa humanidade não existiria. 
E assim também somos nós, cada um é um Sol, um ponto de luz na humanidade, mas também é um planeta, ou seja, não podemos acreditar que viveríamos se não fosse a existência de outras pessoas, com seus mundos particulares transitando pra lá e pra cá, ao nosso redor. 
Muitos pensam que são o centro do universo, quando na realidade são apenas uma pequena parte do todo, que seria diferente sem as suas existências. A maneira como cada ser humano se relaciona com o outro produz uma espécie de força sobre cada um. 
Tem pessoas que se importam demasiadamente com a maneira que as outras pessoas as trata, criando uma gama de fantasias, improdutivas. Poderíamos descrever essas pessoas como aquelas que não se entendem como planeta, apenas como Sol. Como se tudo que acontece no universo estivesse acontecendo em função apenas dela mesmo. Se recebe um elogio, desconfia; criticas são como facadas traiçoeiras; e tudo de bom que acontece com elas é escondido para que os outros não sintam inveja. Assim, afastam todos os outros seres de seus sucessos, e participa com as outras pessoas apenas as suas desgraças. Depois queixa-se porque as pessoas vão se afastando, desfazendo vínculos com elas, enfraquecendo suas relações.
E não é possível viver sozinho, não é possível ser saudável, física e psicologicamente sem ter pessoas por perto, não é possível viver sem um Sol. Por isso é importante saber ser planeta, respeitar e valorizar as relações humanas. Compreender que as mazelas da vida não são infortúnio único, os mesmos pesares que um vive, um outro pode estar vivendo. A saúde começa quando existe bem estar, e o bem estar existe quando os olhares alheios são recebidos calorosamente, quando eles ficam próximos e não afastados. 
Se alguém vive se sentindo vítima da vida, é por que se colocou nessa posição, e as outras pessoas não tem culpa, porque elas apenas estão vivendo suas próprias vidas da maneira que sabem, que aprenderam. Vitorioso é aquele que usa dos seus problemas para produzir soluções, e não para criar monstros. 
Nossa existência nessa vida consiste em aprendermos a sermos melhores a cada dia, pois assim participaremos juntos de um avanço, porque tudo de bom que eu faço, contamina quem está próximo, assim é muito natural ver pessoas prósperas junto de pessoas prósperas, e pessoas queixosas junto de pessoas que não conseguem levar a vida para um outro degrau. 
A maneira como nos relacionamos com as outras pessoas é um parâmetro para medir nosso grau de satisfação na vida. Não pense que o mundo gira ao seu redor, você também está em movimento. Movimente-se para o aprimoramento, não lamente-se, ou sofra, pelos olhares alheios, mude o seu olhar sobre eles. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Caminhos da floresta (Into the woods - 2014)


Caminhos da Floresta me surpreendeu, o filme (musical) entrelaça histórias bem conhecidas de nossa infância, Chapeuzinho Vermelho, João e o pé de feijão, Cinderela, Rapunzel, mas não é um filme para criança. A revista Crescer trouxe um texto bem descritivo sobre o filme e fale a pena ler
O filme mostra uma realidade diferente daquela original desses personagens dos contos de fadas, na verdade mostra o depois do "felizes para sempre". Me aborreci ao ver uma Cinderela tão indecisa, mas não somos confusas quando o assunto é a escolha do nosso "amor verdadeiro", estamos em muitos momentos nos sabotando, fugindo de nossa felicidade, por medo dela não ser realmente aquilo que esperamos para nós, e o filme mostra isso, o príncipe nem sempre é o "príncipe" idealizado. Nesse caso era um homem que nasceu para ser galanteador, mas infiel. A doce chapeuzinho vermelho era uma comilona, que apesar de conhecer o perigo e reconhecer os conselhos de sua mãe deixou-se levar em sua inocência, falando demais com estranhos, e pela curiosidade, e pela vontade de conhecer coisas novas. Nem sempre ouvimos nossos pais, mas as crianças estão aprendendo, elas vão errar também, e como a própria menina disse: "Legal, não é o mesmo que bom", por isso deve estar preparada, e vai aprendendo com os erros também. 
João podia não ser tão esperto aos olhos de sua mãe, só queria salvar sua amiga, a vaca branquinha, mas ele era muito corajoso, com os feijões mágicos conheceu um mundo de gigantes, e trouxe de lá riquezas para reaver sua amiga vendida ao padeiro. Foi tolo ao aceitar o desafio de Chapeuzinho Vermelho, provando que poderia trazer a harpa do gigante lá do céu. E ele pagou um preço bem alto pelo "roubo", trouxe conforto à mãe, venceu o desafio, mas foi o ouro que também desfez seu "felizes para sempre", apesar de corajosamente cortar o pé de feijão gigante sozinho, matando o gigante que o procurava, um feijão germinou trazendo uma senhora gigante muito furiosa, que destruiu tudo, e nessa desordem deixou o pequeno João órfão. 
A bruxa que aprisionava Rapunzel queria que a jovem fosse uma criança para sempre, sempre dependendo de sua proteção. A puniu pela desobediência, por não seguir seus desejos, enviando ela para o pântano, sozinha. Tentando ensinar a ela algo com essa punição, como tantos de nós fazemos, acreditando ser a punição a melhor lição. Isso só a afastou definitivamente da menina. 
E nesse enredo diferente, todos viram seu "Felizes para Sempre" desconstruído, pela realidade de que a vida é construída por nossos desejos, mas devemos tomar cuidado com o que desejamos. 
Nesse entrelaçamento de histórias verificamos o quanto somos todos ligados, a vida de um está ligada à do outro, interferimos na vida de pessoas que nem conhecemos. A maldição sobre a casa do padeiro, que impedia ele e sua esposa de serem pais, afetou a história de todos esses outros personagens, havendo até um envolvimento entre a mulher do padeiro e o príncipe da Cinderela, que se encontraram na floresta e viveram um momento de flerte. Talvez o deslize da mulher do padeiro aconteceu como consequência de sua traição (caiu do barranco e morreu), um segredo guardado pelas árvores da floresta, e que morreu com ela. Cinderela soube de tudo através de seus pássaros, mas soube que não poderia viver em meio a infidelidade, preferiria a vida humilde. 
Na floresta muitas coisas foram aprendidas, muitas decisões foram tomadas, e as consequências do caminho que os levou até ali foram refletidas. Seguiram suas vidas, compreendo que não estavam sós, tinham um ao outro. E o nosso conto de fadas talvez seja esse, desejar o melhor, e fazer do que nos acontece o melhor, mesmo não sendo como realmente desejamos no início. 


Cuidado com o que você diz, as crianças vão ouvir. 
Cuidado com o que faz, as crianças verão e aprenderão.
As crianças olharão para você por cada caminho que for.
Para aprender o que serão.
Cuidado ao dizer: "Escute-me"
As crianças ouvirão.
Cuidado com o que deseja. 
Desejos são como crianças 
Cuidado com o rumo que eles tomam
Desejos não se realizam de graça...
Cuidado com as palavras que você lança.
Não somente sobre as crianças.
Às vezes o poder dessas palavras pode durar.
Mais do que se imagina e se virar contra você.
Cuidado com a história que você conta essa é a magia.
As crianças ouvirão.