domingo, 14 de abril de 2019
Terapia no almoço
Vemos sempre artigos e pequenas reflexões falando a importância de tomar um cafezinho com os amigos, que não tem terapia melhor. Pra quem me encontrar na hora do almoço talvez me verá com o celular na mão, e rindo e pensará que sou compulsiva por redes sociais, na verdade quase todos dos dias na hora do almoço troco mensagem com meu melhor amigo, talvez ele nem saiba mas é um dos momentos mais alegres do meu dia, já faz muito tempo que é assim, se fico dois ou três dias sem falar com ele no almoço sinto falta. São assuntos diversos mas um tema recorrente são os relacionamentos, nossas conversas deviam virar um livro do tipo "Almoço filosófico no Whats app", geralmente estamos usando esse aplicativo, a maioria das frases tem risadas, daquele emoticon que rola mesmo de rir, algumas vezes eu fico pensando se muitas pessoas tem esse prazer, de ter um amigo que as faz gargalhar com coisas tão triviais. Sempre estamos falando das coisas banais que ocorrem no nosso dia a dia, na verdade muitas vezes me sinto egoísta porque sempre o enfoque são as coisas banais do meu dia, talvez pudesse repensar no titulo do livro, poderia ser algo do tipo "As peripécias da Paty" o bacana disso tudo é o não julgamento um do outro, falamos o que pensamos sem filtro, e sabendo que do outro lado só vamos receber risadas rolando. Teve uma vez que meu amigo me disse que seu celular avisou que tinha milhares de mensagens minhas e que nossa conversa meio que lotou, mas se corresse a barra de rolagem se percebia que a maioria das caixas de dialogo tinha um eterno: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, isso mesmo cada caixa com frases tinha umas três caixas cheias de risadas.
Mas nem todo dia é riso, tem dia o papo é sério, começa sério e depois vai ganhando um tema cômico, acho que a maioria das coisas na minha é assim, já até me acostumei e quem me conhece também. A hora do almoço em muitos dos meus dias é a minha terapia. Só de saber que tem alguém do outro lado me ouvindo, me compreendendo e não me julgando é fenomenal. Fico torcendo para que pelo menos 88% da população mundial possa ter esse tipo de momento com um amigo, quando as coisas mais pesadas e torturantes se tornam corriqueiras e engraçadas.
O melhor remédio além do amigo, é o amigo que te faz rir. Desejo que cada um possa apreciar melhor a companhia de seus amigos, nem sempre podemos estar cara a cara, e nem sempre precisamos, basta ter um conexão, essa pode ser telepática ou via wifii, ou conexão de olhar, já na importa o meio, importa apenas que exista.
A história verdadeira (True Story - 2015)
Como todos sabem eu gosto muito dos filmes baseados em histórias reais, A história verdadeira me chamou atenção pelo ator James Franco, desde o filme "A Entrevista" que senti como uma "comédia ridícula" como as comédias costumam parecer ser, mas essa de fato foi, A história verdadeira dava um salto gigante de gênero e interpretação para esse ator e fiquei curiosa por assistir. Confesso que não é o tipo de história que gosto, e principalmente porque essa é uma história verdadeira, não temos heróis, temos dois homens, uma história de mentiras e tragédias que nos faz pensar.
Muitas vezes na minha vida deparei com histórias, nessa história vendo o protagonista manipular um júri inteiro e inclusive o próprio jornalista que escrevia sua história foi muito desconfortável, ainda umas semanas atrás eu assisti novamente o filme "A origem (Inception - 2010)" e fiquei pensando em como as nossas verdades algumas vezes podem não ser "tão nossas", como se pudessem manipular ou mesmo inserir ideias que muitas vezes acreditamos ser a verdade.
Por isso é muito importante ouvir, perceber, sentir, mas além de tudo isso nunca julgar, o julgamento que fazemos das histórias que nos contam nos ligam a elas de maneira intima e tira o nosso senso de percepção, o julgamento nos faz tomar partidos, nos faz levar a história para um nível pessoal o que ajuda a distorcer o que estamos ouvindo, vendo, e sentindo.
Existem pessoas que realmente são capazes de tudo, tudo de mau que se possa imaginar, e elas estão por ai, caminhando pelas ruas, nas filas dos bancos, elas não possuem nada que as torne visivelmente diferentes, é muito frustrante quando nos deparamos com pessoas assim, quando temos o desprazer de conviver, conhecer ou tomar notícia, mas precisamos aceitar o fato de que eles existem, e que não estamos imunes a eles, essa consciência pode tornar menos frustrante tal encontro.
A cena do jornalista no banheiro foi muito significativa para mim na história, quantas vezes depois de me deparar com uma verdade dolorida quis fazer exatamente aquilo, e talvez por não fazer ganhei alguns sintomas psicossomáticos, olhar para a raiva gerada pela frustração pode sim trazer alívio, liberar o sentimento é muito importante. Após o julgamento ficou claro para o jornalista o papel que ele teve na criação de uma história consistente para que o réu pudesse ter um segunda chance, o detendo usou do que aprendeu para escrever, para criar sua própria versão, aquela que tem apelo emocional e que conquista os corações dos ouvintes (júri).
É um filme que não chega a ser perda de tempo, a história é pesada, é cruel, é real, e isso traz desconforto, é uma história verdadeira.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
O novo, e o novo velho.
Eu costuma brincar quando comprava algo usado, que era algo novo, mas ainda era velho, pra mim era um novo, velho. Hoje com a expansão da internet e com o avanço das redes sociais muita coisa repaginada tem chegado até cada um de nós. Assim as músicas do passado tem voltado em novas versões, com cantores desconhecidos, ou com conhecidos cantores, e hoje encontrei uma antiga canção, na verdade várias antigas canções com novas versões, uma delas foi a Sangatsu Kokonoka, uma música japonesa que foi tema de uma novela muito dramática, que baseada em fatos reais contava a história de uma jovem com uma doença degenerativa, a novela foi baseada nos diários que a menina escreveu durante sua doença, a música toda é linda mas eu hoje me peguei num pequeno verso: "Tem coisas que não vejo do jeito que planejei, mas quando olho pro céu, até isso parece pequeno", essa a tradução desse pequeno verso.
Muitas vezes nos pegamos presos nos nossos planos e projetos, esperando que de alguma forma eles se concretizem, e tão fixados no resultado perdemos todo o trajeto, todo o caminho que nos leva aos objetivos, e frustrados nos sentimos quando além de perder a caminhada toda, não encontramos o que procurávamos, e muitas vezes nem notamos que existe algo muito maior, melhor e perfeitamente preparado para substituir aquele desejo que nem seria o que nos faria de verdade felizes.
Nessa mesma música tem um outro trecho que diz: "Se eu fechar os olhos, você está atrás das minhas pálpebras, e quanto isso me faz forte? Eu também quero ficar assim para você" é simples enxergar nem precisamos estar de olhos abertos, em muitos momentos são os olhos fechados que nos permitem ver melhor, porque é dentro de cada um de nós que se encontra o verdadeiro sentido da existência mas teimamos em procurar o sentido fora.
Teimamos em esperar que algo externo venha e nos dê sentido, que nos complete ou que nos dê algo diferente, e que esse algo externo possa fazer uma diferença nas coisas tão iguais que vemos nos nossos dias. Então de tanto procurar ficamos cansados, frustrados, desanimados e ainda assim culpamos a falta desse algo externo. Toda a nossa riqueza, alegrias, realizações encontram-se dentro de nós, internamente, você pode até encontrar fontes externas de realização, mas para sentir algo bom, tem que ter algo bom dentro, que possa ser desperto, se você não cultivou, não aprendeu a sentir, nada vai adiantar encontrar. Você só pode ver amor, se estiver de olhos fechados, e por trás das suas pálpebras conseguir enxergar você mesmo e sentir amor.
terça-feira, 2 de abril de 2019
Oceans
Estava ouvindo a música Oceans, AnaVitória. Descobri uma paz naquele momento, a linda melodia misturada com o lindo poema, que é uma oração.
Eu acredito muito na existência da sincronicidade, eventos que parecem coincidências mas que na verdade são mensagens, talvez mensagens de nós para nós mesmos, um nós do futuro quem sabe, algo como no filme Interestelar. Na profundeza do universo, mensagens que ecoam, viajam anos luz. Assim também estamos aqui recebendo mensagens daqueles que por amor, querem que sejamos felizes e vitoriosos, essas mensagens estão escondidas nas coincidências.
Confiar no mistério que existe ao nosso redor é algo que exige uma grande entrega, estou sempre perguntando e questionando, e sempre estou recebendo mensagens que confirmar que esse mistério é algo sublime, maravilhoso e em alguns momentos fico extasiada por perceber como sou pequeno grão de areia na vastidão da vida.
Hoje ouvindo essa música, percebi que sim, podemos andar sobre o Oceano, a vida é esse Oceano, se confiarmos na graça divina não haverá tormenta ou imensa mansidão, haverá uma direção.
Um outro dia recebi notícias de uma amigo que há muito tempo não vejo, mas que vira e mexe conseguimos nos falar por alguns minutos, naquele dia falávamos de trivialidades, nem notamos a hora passar, então me despedi e fui dormir, ele ainda sem sono faria algumas atividades, quando eu despertei pela manhã havia uma notificação de mensagem dele no meu celular, pensei "o que ele esqueceu de me falar", estava ainda acordando e estava fresco na minha memória o sonho que eu havia tido, sonhei de forma muito nítida que estava em uma restaurante e me serviam algo com hortelã para comer, e eu conseguia sentir o sabor do hortelã quando mastigava; então abri a mensagem, e ele havia me encaminhado um artigo cujo titulo era o seguinte: A diferença entre a menta e o hortelã. Corri contar para ele o ocorrido, ficamos os dois perplexos, ele me contou que viu o artigo e achou que eu iria me interessar e encaminhou. É desse mistério de coisas que eu falo, e como é sublime a energia que nos conecta a tudo, e só para se ter uma ideia, não vejo esse meu amigo há mais ou menos 8 anos, pessoalmente, e ele está há cerca de 920 km de distância de mim. Tempo e espaço são relativos, o pensamento é também uma forte conexão.
Quantos muitos exemplos tenho sobre essas coincidências, e quantas sincronicidades ainda encontrarei, espero estar consciente suficiente para conseguir entender as mensagens que o grande universo quer me mostrar, e seguir sempre para o caminho onde exista paz, amor e muita evolução.
Caminhemos... e confiemos, o oceano profundo sob nossos pés tão misterioso... o céu sobre nossos olhos cheio de mistérios, confiemos... caminhemos e que encontremos cada um de nós aquilo que buscamos.
terça-feira, 19 de março de 2019
Outono
Estava olhando álbuns antigos de fotografia, vendo aquelas imagens estáticas, de momentos felizes. O abraço, o sorriso, as comemorações, os lugares lindos, os bolos de aniversário, os presentes, os amigos, e então todas aquelas emoções frescas novamente. Todas aquelas pessoas novamente na minha vida. E então fecho os álbuns com uma boa sensação, tantas coisas aprendi, tanto amadureci.
Não por acaso hoje acaba o verão, e chega estação que eu mais gosto, daquelas fotos antigas, quantas tinham as folhas secas pelo chão. Quase todos devem achar que minha estação preferida é a primavera, afinal terapeuta das flores (essências florais) aqueles mais próximos sabem que não é, ainda hoje meu melhor amigo me mandou uma mensagem dizendo: amanhã começa sua estação preferida. O outono é época de colher, época da temperatura baixar, é também a época que o pôr do sol ganha tons incríveis, eu que sou apaixonada por esse momento do dia, quando a luz natural do sol se vai, permitindo a chegada da luz (escuridão) da noite.
O outono pra mim é uma estação romântica, sempre me faz pensar numa xicara de chocolate quente, na brisa, porque no outono venta, e venta fresco, venta frio, é quando um abraço quente cai muito bem.
E estou particularmente feliz com a chegada desse outono, porque como eu disse, é época de colheita. No fechamento do último ano realizei um workshop sobre o caminho que fazemos na vida, no despertar, na transformação, na realização, e nesse caminho nos deparamos com as estações da vida, as estações que marcam exatamente esse ciclo infinito, que termina e recomeça, preparar a terra, semear, cuidar do que plantou e então colher. E depois da colheita, preparar a terra novamente para um novo ciclo. E aqui estamos nós, na época de colher, e eu já sinto farta a colheita, porque semeei coisas boas, tirei as ervas daninhas, com cuidado alimentei cada passo que dei, cada decisão, e filtrei todo adubo que eu poderia usar, para que agora sem desperdício houvesse essa sensação de que realizei um bom trabalho.
Estava tão perdida, mas agora percebo que tudo era apenas ajuste, estava ajustando as coisas para poder então chegar nesse outono da minha vida.
domingo, 17 de março de 2019
domingo, 10 de março de 2019
Capitã Marvel
Eu adoro os filmes da Marvel, adoro mesmo, curioso que muitos deles eu vi várias vezes e acabei não fazendo comentários por aqui. Capitã Marvel é um personagem que eu sempre quis ver na tela do cinema, e ela ficou muito bem na telona, poderosa, muito poderosa, ela me fez pensar em como somos enganados pela sociedade, quando nos dizem que não somos capazes, que não conseguiremos ou coisa do tipo, ela ao receber seu grande poder foi controlada para não conhece-lo.
Ponto forte nessa história cinematográfica é a amizade, a amizade de Carol e a amiga Maria com sua filha Mônica, a amizade que Carol construiu com Fury, e depois com Talos. Lutamos nossas batalhas para defender as pessoas, pode reparar, muitas vezes tomamos atitudes extremadas por um ente querido, por um amigo que consideramos ou por um desconhecido que tenha uma causa justa.
Capitão Marvel representa um grande poder, mas o ponto forte dela é o bom humor, eu sempre preso esse lado humano, que mesmo na maior diversidade pode sorrir, ou fazer uma pequena piada. Quem me conhece sabe que eu sempre falo, é a alegria que nos proporciona conquistar qualquer coisa.
Que cada um de nós possa descobrir seu próprio poder e se libertar da ilusão de que somos limitados, talvez em alguns aspectos nós sejamos mesmo, mas com alegria, sorrisos nos lábios, amigos verdadeiros, seremos sempre muito mais fortes do que imaginamos.
Ponto forte nessa história cinematográfica é a amizade, a amizade de Carol e a amiga Maria com sua filha Mônica, a amizade que Carol construiu com Fury, e depois com Talos. Lutamos nossas batalhas para defender as pessoas, pode reparar, muitas vezes tomamos atitudes extremadas por um ente querido, por um amigo que consideramos ou por um desconhecido que tenha uma causa justa.
Capitão Marvel representa um grande poder, mas o ponto forte dela é o bom humor, eu sempre preso esse lado humano, que mesmo na maior diversidade pode sorrir, ou fazer uma pequena piada. Quem me conhece sabe que eu sempre falo, é a alegria que nos proporciona conquistar qualquer coisa.
Que cada um de nós possa descobrir seu próprio poder e se libertar da ilusão de que somos limitados, talvez em alguns aspectos nós sejamos mesmo, mas com alegria, sorrisos nos lábios, amigos verdadeiros, seremos sempre muito mais fortes do que imaginamos.
As águas de Março
Esse mês de março está sendo especial para mim, tanta bagagem deixei para trás é como se eu tivesse tido a oportunidade de apertar o botão "reset". Por muito tempo tive medo de deixar a casa dos meus pais, tinha aquela crença de que só sairia de lá casando, mas os tempos são outros, já tem muito tempo que mulher não precisar casar para sair de casa na cultura brasileira, e inclusive na cultura japonesa. E esse ano eu dei esse passo, deixei tanta coisa para trás, com a vontade de fazer agora uma história minha, descobrir quem de verdade eu sou, e viver a minha verdade. Mas não é isso que faz esse mês de março ser tão especial, é o fato de que várias coisas que eu fiz no passado finalmente estão fazendo sentido é aquele momento da vida que o processo que vivi anteriormente se conecta, chega o desfecho.
Tantos cursos, tantos livros, tantas pequenas viagens, tanto esforço, e hoje tudo se conecta, cada passo dado, cada decisão tomada anteriormente me colocou nesse momento, nesse lugar, com essas oportunidades. Gratidão é uma palavra muito simples que expressa muito bem o que sinto. Hoje meu telefone tinha tantas boas notícias, mensagens incríveis de pessoas que estão felizes, o que faz meu mês de março ficar mais iluminado ainda.
Confiar na vida, confiar que tudo acontece por uma razão e que não tem nada fora do lugar trás a confiança de continuar caminhando, buscando por novas metas, novos sonhos. Tudo aquilo que desejamos pode sim se tornar real, hoje eu observo cada coisa que desejei e recebi, e percebo que algumas que desejo ainda estão sendo moldadas, ainda estão sendo preparadas, e eu estou me preparando para elas.
Tantos cursos, tantos livros, tantas pequenas viagens, tanto esforço, e hoje tudo se conecta, cada passo dado, cada decisão tomada anteriormente me colocou nesse momento, nesse lugar, com essas oportunidades. Gratidão é uma palavra muito simples que expressa muito bem o que sinto. Hoje meu telefone tinha tantas boas notícias, mensagens incríveis de pessoas que estão felizes, o que faz meu mês de março ficar mais iluminado ainda.
Confiar na vida, confiar que tudo acontece por uma razão e que não tem nada fora do lugar trás a confiança de continuar caminhando, buscando por novas metas, novos sonhos. Tudo aquilo que desejamos pode sim se tornar real, hoje eu observo cada coisa que desejei e recebi, e percebo que algumas que desejo ainda estão sendo moldadas, ainda estão sendo preparadas, e eu estou me preparando para elas.
terça-feira, 5 de março de 2019
Dores antigas
Sabe aquele momento que a sua vida parece estar entrando nos eixos, mas você viveu uma bagunça tanto tempo que isso parece tão estranho. Aquelas coisas que eram tão importantes, não importam mais, as que eram tão banais ganham um status mais elevado e por ironia aquilo que você mais temia, era o que iria te curar das suas angústias.
É como uma tempestade que vem, com ventos fortes, arranca árvores, casas, e então surge o Sol e o belo arco íris, e você precisa reconstruir tudo.
Tem coisas que evitamos a vida toda para não nos ferirmos, para não nos frustrarmos, mas eventualmente essas coisas passam bem perto, algumas vezes elas nos encontram. E como aprendemos todo veneno tem seu antídoto e geralmente ele vem na mesma base do veneno, é o mesmo veneno que mata que também cura. Por isso não existe bom ou mau, existem apenas as escolhas que fazemos e as consequências disso.
Algumas escolhas podem nos levar para caminhos de mais alegrias e outras para caminhos com mais frustração. Geralmente sabemos onde nossas escolhas podem nos levar, mas pagamos pra ver e isso pode causar grande atraso em nossas vidas, ou grandes avanços no melhor dos cenários.
Está reflexão me ocorre depois de perceber que alguns problemas de saúde pelos quais estou passando resultam da resolução de diversos traumas vividos anteriormente, e que por muito tempo lutei para não olhar para eles. Dores profundas da minha alma que guardei num baú lá no fundo do meu ser começam emergir para então serem resolvidas, e como o veneno da cobra, essas dores ou sintomas surgem para curar aquele antigo trauma. Situações da vida são gatilhos para que essas dores reapareçam, e toda vez que elas surgem estão nos pedindo atenção para algo, nem todos sabemos disso e por isso é comum vez ou outra apenas olharmos para a dor com medo e apreensão o que faz com ela aumente, quando olhamos para ela como antídoto que limpa um padrão antigo, bingo! Podemos nos livrar finalmente daquela cicatriz como numa bem sucedida operação plástica. E como foi resolvido não precisaremos mais repetir padrões negativos, e muito menos precisaremos sofrer.
É como uma tempestade que vem, com ventos fortes, arranca árvores, casas, e então surge o Sol e o belo arco íris, e você precisa reconstruir tudo.
Tem coisas que evitamos a vida toda para não nos ferirmos, para não nos frustrarmos, mas eventualmente essas coisas passam bem perto, algumas vezes elas nos encontram. E como aprendemos todo veneno tem seu antídoto e geralmente ele vem na mesma base do veneno, é o mesmo veneno que mata que também cura. Por isso não existe bom ou mau, existem apenas as escolhas que fazemos e as consequências disso.
Algumas escolhas podem nos levar para caminhos de mais alegrias e outras para caminhos com mais frustração. Geralmente sabemos onde nossas escolhas podem nos levar, mas pagamos pra ver e isso pode causar grande atraso em nossas vidas, ou grandes avanços no melhor dos cenários.
Está reflexão me ocorre depois de perceber que alguns problemas de saúde pelos quais estou passando resultam da resolução de diversos traumas vividos anteriormente, e que por muito tempo lutei para não olhar para eles. Dores profundas da minha alma que guardei num baú lá no fundo do meu ser começam emergir para então serem resolvidas, e como o veneno da cobra, essas dores ou sintomas surgem para curar aquele antigo trauma. Situações da vida são gatilhos para que essas dores reapareçam, e toda vez que elas surgem estão nos pedindo atenção para algo, nem todos sabemos disso e por isso é comum vez ou outra apenas olharmos para a dor com medo e apreensão o que faz com ela aumente, quando olhamos para ela como antídoto que limpa um padrão antigo, bingo! Podemos nos livrar finalmente daquela cicatriz como numa bem sucedida operação plástica. E como foi resolvido não precisaremos mais repetir padrões negativos, e muito menos precisaremos sofrer.
domingo, 3 de março de 2019
A garota Dinamarquesa (The Danish Girl-2015)
Eddie Redmayne está atuando de maneira fantástica nesse filme, mas não é o protagonista que me prendeu a atenção nesse filme, acredito que por isso a atriz Alicia Vikander ganhou o Oscar, atuação dela nesse filme era muito autêntica, uma mulher é capaz de muitas coisas por amor, e nessa história, que sabemos é baseada em uma história real, o amor se mostrou realmente altruísta.
Megarromântico
Posso dizer que não é aquele filme nota 10, mas ele consegue prender a atenção, é bem divertido, Rebel Wilson é incrível nesse quesito.
Roteiro ainda clichê, mas trouxe alguma novidade, focar no ponto "amor próprio" foi bem legal. O empoderamento de Natalie depois de perceber que sua felicidade dependia exclusivamente dela mesmo foi o ponto alto.
Clichê dizer mas, tudo que acontece na infância nos marca de maneira profunda, e o que nossos pais nos falam tem uma força tremenda. Acionamos essas lembranças todo momento, e agimos de maneira automática, realizando as profecias propostas na nossa tenra idade, buscamos confirma isso o tempo todo.
Na prática nos auto sabotamos o tempo todo, e enquanto não resignificamos essas lembranças que se tornaram profecias (crenças limitantes) não encontraremos um caminho leve e saudável, encontremos sempre obstáculos e mais obstáculos.
Interessante também refletir sobre como muitas vezes distorcemos a realidade, também devido aquelas crenças que carregamos, Josh sempre estava olhando para Natalie mas ela tinha certeza absoluta que ele olhava para o linda moça no outdoor, "quem nunca" distorceu uma realidade contra si mesmo. Eu sempre apoio o diálogo, na certeza de que 50% pode ser e 50% pode não ser, então a melhor maneira de saber é perguntando, claro que talvez você possa não ter distorcido, mas ai terá a confirmação.
Então vamos lá, o filme não é nota 10, mas mostra como podemos descomplicar a vida, primeiro não precisamos ser capacho de ninguém, pegar o lixo do outro, fazer o serviço do outro, enfim, quando nos amamos e sabemos nosso lugar fica mais fácil dizer "não" para os abusados porque estaremos dizendo "sim" para nos mesmos e fundamental: mostrando ao mundo nossa própria luz.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
O Quebra Nozes
Hoje resolvi ver um filme, escolhi esse, O Quebra Nozes e os 4 Reinos. Como sempre minha intenção não é fazer resenha, mas expressar o que captei emocionalmente do filme. Suspirei muito, são belas imagens, figurino muito especial, e desde o filme Interestelar e antes dele no saga Crepúsculo a pequena estrela Mackenzie Foy conquistou meu coração e sempre dá vontade de ver filmes onde ela está presente.
O filme nos mostra como somos iludidos por beleza e palavras, a Doce Clara na ânsia de ajudar confia na Fada Açucarada, tenta ajuda-la proteger aquele lugar que sua mãe criou, mas a Fada não tem boas intenções, assim Clara acredita que a mãe Ginger é a vilã.
Como é fácil nos enganar frente as pessoas, sabe aquele ditado "quem vê cara não vê coração", não podemos sair por ai confiando na primeira história que nos contam, precisamos investigar as motivações das pessoas. Algumas pessoas utilizam da ingenuidade de outras para conquistarem o que querem, quem paga o preço por isso são elas mesmo, porque a realidade é essa, tudo que você fizer vai gerar mais daquilo para você.
Essa foi minha breve reflexão sobre esse filme, com muita certeza ele deve ter muitas outras reflexões, o quebra nozes por exemplo, a fidelidade, a amizade, enfim.
Outra coisa nesse filme que me apaixonei foi o tema musical, Fall on me, essa música faz muito tempo toca no meu coração, ela diz, cada passo que damos uma luz se ilumina, que cada um de nós possa trilhar um caminho sereno, apoiados com todo suporte de amor, amizade e paz.
O filme nos mostra como somos iludidos por beleza e palavras, a Doce Clara na ânsia de ajudar confia na Fada Açucarada, tenta ajuda-la proteger aquele lugar que sua mãe criou, mas a Fada não tem boas intenções, assim Clara acredita que a mãe Ginger é a vilã.
Como é fácil nos enganar frente as pessoas, sabe aquele ditado "quem vê cara não vê coração", não podemos sair por ai confiando na primeira história que nos contam, precisamos investigar as motivações das pessoas. Algumas pessoas utilizam da ingenuidade de outras para conquistarem o que querem, quem paga o preço por isso são elas mesmo, porque a realidade é essa, tudo que você fizer vai gerar mais daquilo para você.
Essa foi minha breve reflexão sobre esse filme, com muita certeza ele deve ter muitas outras reflexões, o quebra nozes por exemplo, a fidelidade, a amizade, enfim.
Outra coisa nesse filme que me apaixonei foi o tema musical, Fall on me, essa música faz muito tempo toca no meu coração, ela diz, cada passo que damos uma luz se ilumina, que cada um de nós possa trilhar um caminho sereno, apoiados com todo suporte de amor, amizade e paz.
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Insônia
Refletindo sobre o fenômeno chamado insônia, cheguei a algumas teorias. Acredito que o sono é um estado maravilhoso, sublime, um estado de reorganização, regulação, em todos os níveis de nossa existência, corporal, mental, emocional, ou seja, o sono é importantíssimo para nossa vida. O sono é um estado necessário mas muito misterioso.
Ultimamente tenho dificuldades para dormir. Anos atrás eu sofri desse "pesadelo" coisa de ficar dias sem horas de sono reparador, e agora o pesadelo voltou. Só que agora eu tenho uma bagagem muito grande que pode me auxiliar a não perder noites de sono, confesso que ainda não é fácil usar as ferramentas, porque a insônia, no meu caso, e em vários casos tem uma função, e entender porque ela se mantem nem sempre é algo que queremos procurar, por vezes é mais fácil sofrer não dormindo, ou usar um remedinho para manter aquilo que nos faz sofrer, porque esse "aquilo" é algo muito importante para ser trazido a luz, queremos manter ele escondido no sintoma.
A minha insônia veio com uma inquietação, muito parecido com a que eu tinha anos atrás, aquele medo de crescer e se jogar na vida. Agora muitas coisas na minha vida estão indo bem, mas vez ou outra me pego pensando no medo do incerto "amanhã" e para que esse amanhã exista é preciso dormir. É preciso vencer a noite para que o sol ilumine a nova manhã.
Quando dentro de mim a máxima verdade de que só por hoje devo fazer o meu melhor ressoa, esse medo de entrega ao sono e a esperança de um novo dia que vem pode diminuir. Então é possível considerar a origem desse medo, no meu caso, existe uma frustração na relação que mantenho com o mundo. Muitas vezes tenho uma impressão de que as pessoas não me compreendem, não conseguem captar a minha essência de verdade. O que me tira o sono é a possibilidade de que nunca alguém me conheça de verdade, eu vou acordar cada nova manhã e todos os dias vão ser iguais, meu medo é que nada mude.
Ultimamente tenho dificuldades para dormir. Anos atrás eu sofri desse "pesadelo" coisa de ficar dias sem horas de sono reparador, e agora o pesadelo voltou. Só que agora eu tenho uma bagagem muito grande que pode me auxiliar a não perder noites de sono, confesso que ainda não é fácil usar as ferramentas, porque a insônia, no meu caso, e em vários casos tem uma função, e entender porque ela se mantem nem sempre é algo que queremos procurar, por vezes é mais fácil sofrer não dormindo, ou usar um remedinho para manter aquilo que nos faz sofrer, porque esse "aquilo" é algo muito importante para ser trazido a luz, queremos manter ele escondido no sintoma.
A minha insônia veio com uma inquietação, muito parecido com a que eu tinha anos atrás, aquele medo de crescer e se jogar na vida. Agora muitas coisas na minha vida estão indo bem, mas vez ou outra me pego pensando no medo do incerto "amanhã" e para que esse amanhã exista é preciso dormir. É preciso vencer a noite para que o sol ilumine a nova manhã.
Quando dentro de mim a máxima verdade de que só por hoje devo fazer o meu melhor ressoa, esse medo de entrega ao sono e a esperança de um novo dia que vem pode diminuir. Então é possível considerar a origem desse medo, no meu caso, existe uma frustração na relação que mantenho com o mundo. Muitas vezes tenho uma impressão de que as pessoas não me compreendem, não conseguem captar a minha essência de verdade. O que me tira o sono é a possibilidade de que nunca alguém me conheça de verdade, eu vou acordar cada nova manhã e todos os dias vão ser iguais, meu medo é que nada mude.
domingo, 4 de novembro de 2018
Deixe a vida fluir
É curioso, muitas vezes buscamos oráculos para encontrar respostas às nossas questões existenciais, nem sempre são confiáveis, mas algumas vezes eles fazem um desenho daquilo que vivemos, e trazem possibilidades a estudar sobre o que viveremos. Se prestarmos atenção a vida é um oráculo vivo, se prestarmos atenção ao nosso redor vamos entender que estamos sempre recebendo mensagens, alertas, sinais de qual é o melhor caminho. Os oráculo que procuramos pela vida são apenas "muletas" para quem não se coloca a ser um bom observador.
Essa reflexão veio depois de passar muito tempo querendo entender as coisas da vida. Acordei certo dia de um sonho muito bom que me deixou muito feliz, mas era um sonho e a realidade que me despertou não era nenhum um pouco parecida com aquele sonho. Depois fiquei pensando nas coisas que ainda não realizei na vida, e fiquei questionando a minha própria vida. Sempre acreditei que as coisas acontecem por alguma razão e que nenhuma gota cai do céu por acaso, então não podia deixar de observar algumas "coincidências".
Então numa outra noite me arrumei para ir a um evento na cidade, que foi muito divertido, e me sentia radiante, meus amigos presentes, comida, música, alegria; após esse evento eu iria para uma outra festa com outros amigos numa cidade vizinha, no caminho para essa segunda festa fiquei pensando na proximidade do meu aniversário, e novamente me coloquei a pensar nas coisas que ainda não realizei. Me diverti muito na festa, mas meus pés começaram a reclamar do sapato e resolvi ir embora, mas foi curioso porque eu queria mesmo ir embora, meus pés tinha muito tempo não reclamavam tanto, então peguei uma rodovia vicinal e comecei a pensar no seguro do carro, tinha vencido uns dias antes e eu ainda não tinha regularizado, depois comecei pensar novamente nas coisas que não realizei.
Naquele horário tinha muito pouco movimento de carros naquela rodovia, um ou outro carro vindo em sentido contrário, então na metade do caminho percebo um carro vindo e assim que me vê liga o seu farol alto, isso é estranho, porque também é perigoso, começa então a dar seta e vai para o acostamento, com estranheza diminuo a velocidade, observo o movimento daquele carro, porque estava parando ali? quando volto a atenção para a pista, acendo o farol alto fica iluminado bem a minha frente dois cavalos, menos de um metro do meu carro. Era madrugada, uma penumbra, e aquele carro no acostamento, como se aguardasse o pior, seria então testemunha da grande fatalidade. Dois cavalos, no meio do caminho, uma jovem moça prestes a fazer a aniversário, cheia de sonhos e inquietações, seria assim então que a vida me deixaria?
Foi tão rápido, desviei, foi muito simples, desviei e segui. Se eu tivesse saído dez minutos depois, ou dez minutos antes daquela festa, se meus pés não tivessem doido, são tantos "se" que me acompanharam o resto do trajeto. E "se" aquele tivesse sido o último dia, e "se" não existissem mais sonhos. E "se" eu não pudesse ver as pessoas que eu amo, e se aquele carro não tivesse me feito diminuir a velocidade.
Cheguei em casa agradecida, e viva, e pensando então nas coisas que não realizei, e coloquei então a cabeça no travesseiro, e comecei a pensar em todas que eu já realizei, e em tudo de bom que já vivi, e tive a certeza de que não seriam dois cavalos que impediriam de acreditar nos meus sonhos e na possibilidade de realizar cada um. Aqueles cavalos me mostraram que a vida não pode ser controlada, ela só pode ser vivida, a vida é como um rio, que flui em direção ao grande mar. Estamos todos aqui seguindo para o desconhecido, o profundo desconhecido, e devemos fazer isso sem expectativas, porque a vida nos surpreende, e então se estivermos preparados e atentos desviaremos dos perigos sempre que eles se apresentarem, e seguiremos, buscando pela vida.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
O livros que comecei a ler
Começo a olhar a minha volta, percebo quantos livros comprei esse ano, e fico perplexa ao constatar que terminei de ler apenas um, mas confesso que nada lembro dele, exceto o nome. E quantas coisas na vida ficaram como esses livros, foram iniciadas mas deixadas, e incompletas ficaram. Daqui a alguns dias é meu aniversário, e nessa época do ano é natural que eu fique "esquisita" eu chamo de meu "inferno astral", mas na verdade é uma crise de adaptação à nova idade, porque a nova idade trás também a constatação de que muita coisa ainda não foi feita e que existe ainda muito a fazer.
Apesar de já ter dobrado os 15 anos ainda sinto como se fosse uma jovem debutante. Talvez porque ainda esteja olhando para a vida daquele lugar, dos meus 15 anos, com tantos sonhos a realizar. Com tantos livros para começar a ler.
Vivi tantas histórias interessantes nesses anos, e sempre me pego tentando dar um final feliz a cada uma delas, agora faz sentindo olhar e perceber que deixei, sempre: tudo meio acabado, e não acabado; por isso agora essa sensação de que dá para fazer algo diferente, mas a realidade não é essa, a realidade é que foi feito o que poderia ser feito naquela ocasião, e aquele foi o fim, não o felizes para sempre, mas o fim possível para aquele momento.
"Nada acontece duas vezes da mesma maneira" essa frase não é minha, é de Crônicas de Nárnia, mas uso ela hoje para exemplificar o que sinto. Todas as histórias vividas não podem ser revividas, elas podem ser resignificadas, ou seja, podem voltar, mas de uma maneira diferente.
Pensando nesses livros todos que estão aqui sem terminar, fiquei lembrando das histórias do passado, aquelas que eu gostaria muito de resgatar, aquelas que eu comecei, mas que de alguma maneira deixei (ou sinto que deixei) meio acabadas ou não acabadas, e fiquei imaginando se hoje eu pudesse reviver alguma delas, escolhi com muito carinho e cuidado uma que gosto muito, uma jantar romântico, e percebi que se o cavalheiro em questão estivesse aqui hoje, e hoje me convidasse pro mesmo jantar, tudo seria muito diferente, por que as coisas que sei hoje, as coisas que aprendi, vivenciei, me fazem hoje uma pessoa diferente daquela de anos atrás, assim como ele com certeza está mudando pelo tempo que viveu, pelas coisas que aprendeu e experimentou da vida nesse intervalo. Nem o restaurante existe mais, por isso teríamos que procurar um novo lugar, e desse novo lugar essas novas pessoas se olhariam novamente, mas de maneira inédita, então talvez esse novo encontro não pudesse ser uma segunda chance, mas uma nova chance.
Tudo isso pra dizer que existem histórias para começar, mas que é importante saber quando uma história chega ao final, não devemos deixar histórias inacabadas nos assombrarem, amontoando poeira em nossa vida, por que é o que sinto com tantos livros pela estante, na mesa, no criado mudo, são tantas histórias a terminar. É preciso iniciar, se envolver, e então mergulhar, apreender e aprender, seguir em frente, chegar ao final, para que então novos começos surjam, ou mesmo novas maneiras de viver. Porque um livro pode ser lido quantas vezes quisermos, mas cada vez vai ser compreendido de maneira inédita, única e especialmente nova.
Apesar de já ter dobrado os 15 anos ainda sinto como se fosse uma jovem debutante. Talvez porque ainda esteja olhando para a vida daquele lugar, dos meus 15 anos, com tantos sonhos a realizar. Com tantos livros para começar a ler.
Vivi tantas histórias interessantes nesses anos, e sempre me pego tentando dar um final feliz a cada uma delas, agora faz sentindo olhar e perceber que deixei, sempre: tudo meio acabado, e não acabado; por isso agora essa sensação de que dá para fazer algo diferente, mas a realidade não é essa, a realidade é que foi feito o que poderia ser feito naquela ocasião, e aquele foi o fim, não o felizes para sempre, mas o fim possível para aquele momento.
"Nada acontece duas vezes da mesma maneira" essa frase não é minha, é de Crônicas de Nárnia, mas uso ela hoje para exemplificar o que sinto. Todas as histórias vividas não podem ser revividas, elas podem ser resignificadas, ou seja, podem voltar, mas de uma maneira diferente.
Pensando nesses livros todos que estão aqui sem terminar, fiquei lembrando das histórias do passado, aquelas que eu gostaria muito de resgatar, aquelas que eu comecei, mas que de alguma maneira deixei (ou sinto que deixei) meio acabadas ou não acabadas, e fiquei imaginando se hoje eu pudesse reviver alguma delas, escolhi com muito carinho e cuidado uma que gosto muito, uma jantar romântico, e percebi que se o cavalheiro em questão estivesse aqui hoje, e hoje me convidasse pro mesmo jantar, tudo seria muito diferente, por que as coisas que sei hoje, as coisas que aprendi, vivenciei, me fazem hoje uma pessoa diferente daquela de anos atrás, assim como ele com certeza está mudando pelo tempo que viveu, pelas coisas que aprendeu e experimentou da vida nesse intervalo. Nem o restaurante existe mais, por isso teríamos que procurar um novo lugar, e desse novo lugar essas novas pessoas se olhariam novamente, mas de maneira inédita, então talvez esse novo encontro não pudesse ser uma segunda chance, mas uma nova chance.
Tudo isso pra dizer que existem histórias para começar, mas que é importante saber quando uma história chega ao final, não devemos deixar histórias inacabadas nos assombrarem, amontoando poeira em nossa vida, por que é o que sinto com tantos livros pela estante, na mesa, no criado mudo, são tantas histórias a terminar. É preciso iniciar, se envolver, e então mergulhar, apreender e aprender, seguir em frente, chegar ao final, para que então novos começos surjam, ou mesmo novas maneiras de viver. Porque um livro pode ser lido quantas vezes quisermos, mas cada vez vai ser compreendido de maneira inédita, única e especialmente nova.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Liberdade
Quantas vezes deixamos de ser nós mesmos, nos perdemos em meio a correria do dia a dia, ou às exigências e carências que impomos ou são impostas.
Peguei minha antiga "lata" de lápis de cor, ela já me acompanha desde a infância, são lápis de cor tão queridos, e aquele livro de desenhos zen para colorir, com fones de ouvido minha playlist "Shakira" que sensação boa. Éramos eu, os lápis, o livro e a música, com um vento gostoso entrando pela janela. Um tempo atrás, ainda lembro, como era difícil fazer isso, e como era dolorido estar atendendo as exigências de um outro que impunha sua vontade de que "eu" não fosse "eu" alegando o contrário. Abri mão do meu espaço e dos meus desejos, via a programas de TV que não gosto, fazia programas que não me preenchiam, e estava sempre sentindo um grande vazio.
E agora escrevendo esse pequeno texto, com uma outra playlist, começa a tocar, Highway to Hell (AC/DC), e sim, estava a caminho do inferno, mantendo um relacionamento para sentir que tinha alguém, mas me sentindo extremante solitária, sabe quando falam de solidão a dois. Foi difícil, como toda decisão que envolve rompimento é difícil de ser tomada, no começo senti falta daquilo que eu chamava de rotina, apesar dela não ser uma rotina que me fazia feliz, é curioso como demoramos a abrir mão inclusive do sofrimento, daquilo que não nos traz felicidade.
Tem poucos dias estava justamente reclamando da solidão, mas não é a solidão que me incomoda, talvez agora pude compreender isso melhor, deixei o celular distante, me permiti momentos de ócio, pude dormir quando o corpo pedia cochilo, comer quando tinha vontade, e o que tinha vontade, fazer o que me faz bem, e inclusive estudar, assisti Homem Formiga e a Vespa, legendado, que delícia, ninguém criticava, também assisti alguns episódios das minha séries favoritas, sem aquela frase ridícula, "você gosta disso?!" como se fosse um crime gostar de contos de fadas, ficção científica ou drama. E então eu percebi o que é a liberdade.
Estamos sempre procurando algo, ou alguém, a maioria de nós sente esse "vazio" esse "buraco" a preencher, essa "falta" e o que eu acabei percebendo nos últimos dias é que não existe alguém, ou alguma coisa que vá preencher esse espaço, porque na verdade esse espaço existe porque eu, você, criamos ele, criamos a ilusão de que falta algo. Enquanto na minha playlist tocava "Estoy aqui", eu ria pensando em como tudo depende única e exclusivamente de mim.
Algumas vezes fazemos escolhas equivocadas e colocamos em nossas vidas pessoas incompatíveis para provar para nós mesmos algo improvável, por capricho, por carência, ou seja lá o que for. E na verdade a felicidade a dois só existe quando cada um consegue encontrar-se feliz com sua própria solidão, ai sim serão capazes de compartilhar, de serem livres de fato. Porque talvez para um casal ser casal, a aliança deve trazer gravada: Juntos e livres para sempre.
Então a primeira coisa a fazer é dizer "sim" à própria solidão, como diz o poeta, assim as borboletas virão, e acrescento: permanecerão.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Tempo em movimento
Quando encontro uma música como essa, logo sinto que não é por acaso, porque pra mim a música é uma forma dos anjos trazerem mensagens ao nosso coração. Sempre ouço o frase: "tudo tem seu tempo" e acredito muito nisso, o movimento da vida, o movimento do tempo, o tempo em movimento.
A letra dessa música é uma grande verdade.
Tempo em Movimento
Lulu Santos, Luiza Possi
Somos
Tantos numa só pessoa
Somos o que fomos antes
E o que não seremos mais
Também
Tantos numa só pessoa
Somos o que fomos antes
E o que não seremos mais
Também
Nós já não somos
Como um dia nós sonhamos
Somos o que a vida fez de nós
Que fizemos de nós mesmos
Viver é escolher
Entre o instinto e a razão
Entre a cabeça e o coração
E os destinos da alegria e da dor
E do bem-querer
Da solidão
Nada é por acaso
Como um dia nós sonhamos
Somos o que a vida fez de nós
Que fizemos de nós mesmos
Viver é escolher
Entre o instinto e a razão
Entre a cabeça e o coração
E os destinos da alegria e da dor
E do bem-querer
Da solidão
Nada é por acaso
Tempo
É tão pouco o nosso tempo
Pra tamanho sentimento
Que não cabe no presente
Nós somos nossa história
Nossos sonhos e memórias
Nossas ilusões à toa
Nossas emoções baratas
É tão pouco o nosso tempo
Pra tamanho sentimento
Que não cabe no presente
Nós somos nossa história
Nossos sonhos e memórias
Nossas ilusões à toa
Nossas emoções baratas
Viver é aceitar
Nossos bons e maus momentos
Entre razões e sentimentos
Entre o medo e o desejo de amar
Amanhecer, anoitecer
Tempo em movimento
Nossos bons e maus momentos
Entre razões e sentimentos
Entre o medo e o desejo de amar
Amanhecer, anoitecer
Tempo em movimento
Compositores: Nelson Candido Da Motta Filho / Luiz Mauricio Pragan Dos Santos
Letra de Tempo em Movimento © BMG Rights Management US, LLC, Sony/ATV Music Publishing LLC
domingo, 7 de outubro de 2018
O que de verdade importa
Acabo de chegar do cinema, e não poderia deixar de registrar esse sentimento que encheu meu coração, um sentimento de alegria. Muitas vezes a ficção é um reflexo da vida real, cada um de maneira particular vive seu "filme", são tantas histórias que encontramos ao longo da vida, cada pessoa trás consigo uma bagagem enorme, de experiências, vivências que valem a pena registrar, mas nem todos registram e essas histórias ficam no âmbito particular. Ao assistir esse filme me coloquei a pensar nas inúmeras vezes que deixamos de fazer algo por medo, o protagonista parecia egoísta no início, mas me coloquei a imaginar o medo que ele sentiu com a responsabilidade de ter um dom tão especial. É comum sentirmos medo do desconhecido, do diferente, do inexplicável. Somos todos curadores, cada um de uma maneira particular. Podemos curar só estando perto, só estando presente, num olhar, num gesto, numa palavra ou com uma atitude altruísta.
Outro ponto que me sensibilizou foi o amor que nasceu da amizade, Cecilia foi uma moça prudente, sabia que aquele rapaz que chegava era um conquistador, e amor é muito mais que conquista, amor é criar um vínculo de amizade. Nenhum tipo de relação pode sobreviver sem amizade, porque é desse sentimento que todos os outros brotam, a amizade possui um nível de amor muito profundo, porque nela podemos nos comunicar de maneira verdadeira, as conquistas muitas vezes exigem uma postura de "querer agradar" o amigo não precisar "querer agradar" amizade é presença sem julgamento, sem imposição, é compaixão.
E vendo esse filme ficou muito claro perceber que todos somos muito importantes nesse conjunto de momentos que é a vida, cada um pode levar esperança, amor, e cura ao próximo. Estar disponível para curar é acreditar que todos merecem uma chance para serem felizes, incluindo nós mesmo. Porque não existe alegria maior que ver a alegria que você pode proporcionar.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Primavera está chegando, é o final do inverno que esse ano particularmente foi extenso, ainda faz frio por aqui, mas já é possível ver as novas folhas nas árvores e alguns ipês floridos. Todos os dias quando pego estrada fico olhando as árvores da paisagem, a pastagem e acredito que estou aprendendo a reparar no ciclo da natureza, que é o ciclo mais sábio e perfeito que existe.
E não é só na paisagem que tenho prestado atenção, também estou olhando para a vida com um olhar diferente, mais amadurecido talvez. Dizem que o inverno é um tempo de interiorização, essa estação fria permite que fiquemos mais quietos, recolhidos.
Para mim em especial, nesse ano, o inverno foi de movimento e busca, estive buscando desesperadamente por mim. É difícil tentar encontrar consigo mesmo, porque você está o tempo todo com você, mas não se olha, não se vê, não se ouve, e muito menos se percebe; e então quando você finalmente percebe que a coisa mais importante que você tem é você mesmo, e quando você se permite: se ver, se ouvir, se sentir, então finalmente você pode se sentir inteiro.
Comigo foi mais ou menos assim nesse inverno, nessa busca desesperada pude encontrar quem eu sou, enfrentei desafios de diversos tipos, me coloquei fora da minha zona de conforto, e foi incrível a experiência, incrível fazer uma mala para passar uma semana fora, uma semana entre desconhecidos, sozinha, sem referencia; e o maior desafio era: ser eu mesma. Pela primeira vez na minha vida, foi tão fácil ser eu, falar de mim, estar comigo. Também nesse inverno iniciei um novo empreendimento, e eu estava tão feliz, tão empolgada, claro estava também cheia de medos, e ainda sinto alguns medos, mas continuo feliz, feliz porque eu entendi que a vida é correr riscos. E como eu me arrisquei nesse inverno, busquei a liberdade de ser quem eu sou, explorei ao máximo meu potencial, e da maneira que eu pude corri atrás do que eu podia, e aprendi também nesse inverno que a minha liberdade termina quando se inicia a do outro, não posso obrigar ninguém a me amar, mas posso amar incondicionalmente e sem julgamentos, mas isso exige desapego.
Esse inverno também me trouxe saudade, saudade de um outro inverno, de tempos atrás, quando oito anos atrás eu estava também buscando desesperadamente por mim, e curioso foi a mesma sensação, a liberdade de ser quem eu sou, e como foi gratificante saber que há oito anos atrás, em um inverno, eu pude levar amor para a vida de alguém.
Agora está chegando a primavera, com certeza as flores virão lindas cheias de cor e perfume, e acredito que essa primavera vai ser diferente, depois desse inverno diferente, porque coisas surpreendentes simplesmente acontecem, é assim como a palavra serendipity, inesperadamente algo mágico acontece.
E não é só na paisagem que tenho prestado atenção, também estou olhando para a vida com um olhar diferente, mais amadurecido talvez. Dizem que o inverno é um tempo de interiorização, essa estação fria permite que fiquemos mais quietos, recolhidos.
Para mim em especial, nesse ano, o inverno foi de movimento e busca, estive buscando desesperadamente por mim. É difícil tentar encontrar consigo mesmo, porque você está o tempo todo com você, mas não se olha, não se vê, não se ouve, e muito menos se percebe; e então quando você finalmente percebe que a coisa mais importante que você tem é você mesmo, e quando você se permite: se ver, se ouvir, se sentir, então finalmente você pode se sentir inteiro.
Comigo foi mais ou menos assim nesse inverno, nessa busca desesperada pude encontrar quem eu sou, enfrentei desafios de diversos tipos, me coloquei fora da minha zona de conforto, e foi incrível a experiência, incrível fazer uma mala para passar uma semana fora, uma semana entre desconhecidos, sozinha, sem referencia; e o maior desafio era: ser eu mesma. Pela primeira vez na minha vida, foi tão fácil ser eu, falar de mim, estar comigo. Também nesse inverno iniciei um novo empreendimento, e eu estava tão feliz, tão empolgada, claro estava também cheia de medos, e ainda sinto alguns medos, mas continuo feliz, feliz porque eu entendi que a vida é correr riscos. E como eu me arrisquei nesse inverno, busquei a liberdade de ser quem eu sou, explorei ao máximo meu potencial, e da maneira que eu pude corri atrás do que eu podia, e aprendi também nesse inverno que a minha liberdade termina quando se inicia a do outro, não posso obrigar ninguém a me amar, mas posso amar incondicionalmente e sem julgamentos, mas isso exige desapego.
Esse inverno também me trouxe saudade, saudade de um outro inverno, de tempos atrás, quando oito anos atrás eu estava também buscando desesperadamente por mim, e curioso foi a mesma sensação, a liberdade de ser quem eu sou, e como foi gratificante saber que há oito anos atrás, em um inverno, eu pude levar amor para a vida de alguém.
Agora está chegando a primavera, com certeza as flores virão lindas cheias de cor e perfume, e acredito que essa primavera vai ser diferente, depois desse inverno diferente, porque coisas surpreendentes simplesmente acontecem, é assim como a palavra serendipity, inesperadamente algo mágico acontece.
domingo, 8 de julho de 2018
Eu vejo as suas cores
Trolls a principio parece um filme, bem infantil, talvez pareça até chato por conta de tanta alegria e felicidade, todos cantando e se abraçando...., não estamos acostumados a isso, por isso vale a pena não desistir dele, a mensagem que ele carrega vale muito a pena.
Acreditamos que nossa felicidade está fora de nós, que precisamos encontrar algo para sermos realmente felizes.
No caso do filme os bergens, criaram a ideia de que somente seriam felizes ao engolir um Troll, e assim como tantas coisas em nossa vida, manteve-se essa ideia, e cada geração de Bergens cresceu acreditando nisso, acreditando que não havia outra maneira de serem felizes, exceto engolindo um troll.
Quantas coisas acreditamos, sem contestar. A princesa Pop então consegue mostrar aos bergens que a felicidade não está fora, ela está dentro de cada um, usa o exemplo do príncipe Gristle II que sentiu uma imensa felicidade quando se apaixonou pela Bridget, sem nunca ter engolido um troll antes, assim a felicidade estava dentro dele, não precisava ser engolida, ele só precisava de alguém que a despertasse.
"A felicidade não é uma coisa que se engole, é algo que está dentro de vocês, as vezes só precisa de alguém para ajudar acha-la". (Pop)
Assim também Tronco, um personagem ranzinza nos ensina algo importante, cada um tem uma história, não devemos julgar as pessoas por suas atitudes, pela sua maneira de pensar ou agir, algumas pessoas já passaram por momentos terríveis e é difícil para elas superarem suas dores, ou expressar o que sentem de maneira assertiva. Tronco volta a ser feliz quando descobre o amor que sente por Pop, volta a ser feliz quando junto a Pop tentar salvar os Trolls sequestrados, nessa jornada ele encontra a felicidade, ele pode voltar a ser ele mesmo, com suas cores, com sua felicidade, superando seu passado traumático.
Trolls é um filme que possui uma alegria (irritante) que não estamos acostumados a vivenciar, você abraça quantas pessoas por dia? Você canta no seu dia? Você é feliz!?
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