terça-feira, 27 de julho de 2010

O gorila invisível

O gorila invisível Depois de "ganhar" o IgNobel em 2004, um prêmio pelas pesquisas aparentemente mais despropositadas do mundo, psicólogos norte-americanos avançam com estudo sobre a atenção humana e mostram como as pessoas, muitas vezes, não conseguem perceber o que ocorre bem à sua frente






Paloma Oliveto
Publicação: 25/07/2010 09:26 Atualização: 25/07/2010 09:38

No vídeo, há dois times de basquete. Ao espectador, é pedida uma tarefa simples: contar quantas vezes os jogadores da equipe de branco trocam a bola entre eles. Na metade do filme, um gorila invade a cena durante nove segundos e, olhando para a câmera, bate no peito. Quando se pergunta às pessoas se, confrontadas com essa cena, elas perceberiam a interferência do primata, é certo que todas vão dizer que, sem dúvida, o notariam. Afinal, parece óbvio que ninguém deixaria passar uma cena como essa. Isso, porém, não é verdade. O teste realmente ocorreu nos Estados Unidos, e nada menos que a metade dos espectadores não se deu conta da presença do gorila.

O vídeo ficou famoso não só entre o público mas, na década de 1990, tornou-se um ícone das pesquisas em psicologia. Padres, professores, caçadores de terroristas e profissionais de recursos humanos passaram a usá-lo em dinâmicas de grupo. Até o seriado policial C.S.I mencionou o experimento em um episódio. A ideia era mostrar quão falha é a atenção humana. Mesmo quando algo completamente inesperado ocorre, a pessoa é capaz de não perceber algo que acontece bem na frente dela.

A experiência foi realizada pelos psicólogos Christopher Chabris e Daniel Simons, que se conheceram na Universidade de Harvard, onde começaram a fazer testes científicos. Eles já foram motivo de piada — em 2004, receberam o prêmio Ig Nobel em Psicologia — uma sátira ao Nobel —, que elege as pesquisas mais aparentemente sem nexo do mundo. A própria brincadeira, porém, reconheceu a importância do vídeo produzido pela dupla. Eles foram premiados por uma “realização que primeiro faz as pessoas rirem e, depois, as faz pensar”.

Chabris, Ph.D em Harvard e atualmente professor do Faculdade Schenectady, e Simons, também Ph.D e professor do Departmento de Psicologia da Universidade de Illinois, voltaram a se debruçar sobre o gorila invisível. O resultado do estudo foi publicado na primeira edição da nova revista especializada i-Perception, que aborda temas da psicologia. O experimento também virou um livro, The invisible gorilla, que será publicado no Brasil no próximo ano, e um site (www.theinvisiblegorilla.com).

Dessa vez, Chabris e Simons foram além. Eles queriam, novamente, provar que o ser humano não é tão atento como imagina. Assim como no vídeo anterior, uma equipe de jogadores aparece trocando a bola e o gorila irrompe na cena. As pessoas que assistiam sabiam que o primata estaria lá — elas já conheciam o filme da década de 1990, disponível no YouTube. O que os pesquisadores queriam era testar se, ao saber que um evento inesperado — no caso, a presença do macaco — está prestes a acontecer, o homem consegue detectar outras ocorrências imprevisíveis. Mais uma vez, as “pegadinhas” dos cientistas passaram despercebidas. “O estudo mostra que, mesmo quando sabemos que um evento inesperado pode ocorrer, continuamos perdendo coisas que estão acontecendo bem na nossa frente”, disse Simons em entrevista ao Correio.

Desatenção constante
No novo experimento, 76 indivíduos tiveram de assistir ao vídeo e foram instruídos a contar quantas vezes os jogadores de branco passaram a bola. Depois disso, responderam a outras perguntas: “Você percebeu algum evento inesperado durante o vídeo? Se sim, descreva; você já ouviu falar ou já assistiu a um filme como esse antes? Se sim, descreva o que aconteceu; no vídeo que você acabou de assistir, você percebeu algum desses fatos: uma pessoa vestida de gorila, uma pessoa vestida de pirata, uma pessoa vestida de coelho, uma mudança no cenário da cortina, uma mudança no número de jogadores, uma mudança no número de bolas e uma mudança na cor da bola?”

As perguntas não foram feitas sem propósito. De fato, algumas dessas coisas aconteceram no vídeo, enquanto os espectadores precisavam se concentrar no número de vezes em que os jogadores trocavam a bola. Embora o pirata, o coelho, a mudança de cor e a quantidade de bolas fossem pistas falsas, o cenário da cortina realmente foi alterado, assim como o número de jogadores.

Apenas três pessoas em toda a pesquisa conseguiram descrever a mudança na cortina ou a alteração na quantidade de jogadores. Dos 76 participantes, 26 já haviam assistido ou ouvido falar no primeiro vídeo e 50 desconheciam completamente a entrada do gorila. Depois de Simons excluir 12 pessoas por terem contado errado o número de passes ou terem reportado um evento que não aconteceu, o grupo de pesquisa caiu para 56 participantes. Desses, 41 não conheciam o primeiro filme do gorila invisível. Entre eles, 46% não perceberam a presença do primata, enquanto que 100% dos que já tinham assistido ao vídeo anterior detectaram a aparição do macaco. Nos dois grupos, 11% perceberam a mudança na cortina e 16% viram que o número de jogadores do time vestido de preto mudou. Mas somente um participante foi capaz de detectar os dois eventos.

Outra constatação dos pesquisadores foi a de que, apesar de as pessoas que já sabiam da aparição do gorila terem, obviamente, percebido melhor a presença do macaco, elas foram menos capazes de prestar atenção nos outros eventos inesperados, comparando-se às que não sabiam que o personagem iria invadir a cena. “Observando apenas os 23 indivíduos em cada grupo que percebeu o gorila, os que não tinham familiaridade com a imagem foram duas vezes mais capazes de perceber os outros acontecimentos. Isso sugere que o conhecimento de que um evento pode ocorrer não aumenta a concentração das pessoas de modo que possam detectar outras coisas inesperadas”, diz o estudo.

Segundo Simons, na vida real isso quer dizer que o ser humano pensa que consegue captar tudo que ocorre à sua volta e não tem noção do quanto pode ser desatento. “Isso pode explicar por que as pessoas continuam dirigindo e falando ao celular ao mesmo tempo, mesmo que isso reduza dramaticamente suas chances de perceber eventos inesperados na pista”, afirma Simons.


 - (Arquivo Pessoal)
Três perguntas para David Simons

O que esse estudo revela sobre a intuição humana?
Em nosso livro (The invisible gorilla, que será editado no Brasil em 2011), discutimos o que chamamos de ilusão da atenção. As pessoas acreditam firmemente que vão perceber qualquer evento inesperado que ocorrer na frente delas. Nós acreditamos que olhar para algo já garante que conseguiremos notá-lo. Infelizmente, essa intuição está errada. As pessoas geralmente falham ao perceber eventos inesperados, mesmo quando estão olhando para eles. Uma razão de termos essa falsa intuição sobre como nosso cérebro trabalha é que nossa experiência do dia a dia nos leva a essa conclusão errada. Mas só nos tornamos atentos quando, de fato, o percebemos. Como resultado, acreditamos que conseguimos notar todos os eventos inesperados que acontecem à nossa volta. Muito da nossa intuição sobre como a mente trabalha está errada, da mesma forma. Nosso livro faz distinção de seis situações cotidianas nas quais passamos pela ilusão da atenção e o que fazemos é tentar explicar como e por que essas intuições estão erradas.

Qual é a aplicação prática do estudo que o senhor publicou no periódico especializado I-Perception?
O estudo mostra que, mesmo quando sabemos que um evento inesperado pode ocorrer, continuamos perdendo coisas que estão acontecendo bem na nossa frente. Saber que um vídeo foi gravado justamente para nos mostrar como podemos não perceber esses eventos inesperados não nos ajuda a prestar atenção em outros fatos que também não estamos esperando. O estudo é mais uma demonstração de como nossa intuição sobre a atenção pode errar. O fato de as pessoas não perceberem quão limitada é sua atenção pode significar que elas frequentemente vão assumir que só estão atentas para o que de fato importa. Isso pode explicar por que as pessoas continuam dirigindo e falando ao celular ao mesmo tempo, mesmo que isso reduza dramaticamente suas chances de perceber eventos inesperados na pista.

Apesar de não sermos capazes de detectar eventos inesperados, nosso inconsciente os percebe?
Essa é uma questão importante e que ainda está aberta ao debate. Nosso inconsciente, na verdade, não percebe alguma coisa, já que perceber implica estar atento. É mais como um processo mental. É possível, e de fato há algumas evidências de que palavras não vistas podem ativar algum processo cerebral mesmo quando as pessoas não se lembrem delas ao verem novamente. Isso quer dizer que, se realmente esse efeito do inconsciente existe, ele será muito pouco relevante em termos práticos.

Dicas simples que podem fazer você se sentir mais alegre


1-Conecte-se com outras pessoas
Seres humanos são animais sociais e estabelecer ligações com outras pessoas é vital para a saúde mental.Isso significa que todos devem tomar algum tempo de seu dia para desenvolver sua relação com pais,amigos,colegas e vizinhos.

2-Seja ativo
Saúde mental e saúde física são correlatas. Manter uma boa forma física pode melhorar o desenvolvimento mental.Esporte,dança ou qualquer atividade física estimula o físico e o cérebro.

3-Perceba o seu ambiente
Existe uma evidência cada vez maior de que um engajamento completo com o mundo - o ambiente em que se vive - é importante para a saúde mental. É interessante notar o que há ao seu redor: uma bela árvore,um vento fresco,um almoço demorado,uma conversa,etc.

4-Aprenda
É muito importante manter a sua mente ativa e em constante desenvolvimento.Mas não é necessário se matricular em uma universidade para isso. Consertar uma bicicleta,aprender a tocar um instrumento musical,cozinhar algo diferente - tudo isso pode trazer satisfação.

5-Colabore com vizinhos e comunidade
Pode parecer estranho dizer que colaborar com outras pessoas pode ser bom para a sua própria saúde mental,mas é isso que a ciência nos diz. Pessoas que disponibilizam o seu tempo e energia para outros parecem ganhar níveis mais altos de bem-estar e felicidade.
Fonte: Dr. Peter Kinderman, professor inglês de psicologia clinica

terça-feira, 20 de julho de 2010

O PRINCÍPIO 90/10


Um Princípio é algo que é observado na natureza e que é transmitido na forma de uma hipótese, uma teoria.
É preciso que muitas pessoas o experimentem, que realizem testes e que comprovem para si mesmos os resultados.
Isso dá ao experimentador a certeza íntima de que o princípio é verdadeiro, que está submetido à uma Lei geral, como a gravidade, por exemplo.
Vale a pena tentarmos aplicá-la e passarmos adiante!
Que princípio é este?Através deste argumento , dez por cento de nossa vida está relacionadacom o que se passa conosco, isto é com os acontecimentos involuntários, imprevisíveis, imponderáveis.
Os outros noventa por cento dependem da forma pela qual reagimos ao que se passa conosco.
O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede.
Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o sinal fique vermelho, que uma doença crônica comece a se desenvolver, reduzindo a nossa liberdade de movimento...
Mas, somos nós quem determinareos oss 90% restantes de nossa vida. Como?
Com a nossa reação. Ela sim, abrirá muitas possibilidades de fatos novos.
Um exemplo corriqueiro na vida de um executivo, de 35 anos, que mora no Rio de Janeiro.
Ele está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, adolescente, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Ele não tem controle sobre isto.
Não pode evitá-lo. São os 10 por cento imprevisíveis.
O que acontecerá em seguida será determinado pela reação de um homem de classe média, sensato, razoável em suas ações programadas, mas que pode ter em um instante, uma reação rápida e impensada.
Isto são os 90 por cento evitáveis. Então, o executivo se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Ele censuara também a esposa por ter colocado a xícara muito na beira da mesa...E acontece, a paritr dali uma verdadeira batalha verbal. Contrariado e resmungando, o homem vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo a van que a levaria para a escola. A esposa vai pro trabalho, também aborrecida, pois acha que a reação do marido foi desproporcional.

Ele, então, tem de levar a menina de carro para a escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 minutos de carro parado, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, os dois chegam à escola, onde a filha entra, sem se despedir de pai.
Ao chegar atrasado ao escritório, o executivo percebe que esqueceu de sua maleta.

Um dia daqueles? Lei de Murphy? Seu dia começou mal e parece que ficará pior.

Você fica ansioso pro dia acabar, as horas se arrastam, toma café, o estômago dói. Às 19 horas, após um trânsito horrível, o homem chega em casa. No meio to tumulto, os problemas do dia, o incidente da manhã já está, para ele, quase esquecido. Entra, querendo descanso, mas sua esposa e sua filha estão sérias, em silêncio e frias com ele. Que fazer?
Ele pára e pensa: Por quê?
Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pensa então : por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua própria causa?
Conclui que a resposta correta é a E.

O executivo, bancário, corretor, administrador, gerente, não teve como evitar o derramamento do café na sua camisa (10%), mas o modo como ele reagiu naqueles 5 minutos após ter-se levantado naquela manhã foi o que deixou seu dia ruim (90%).
Há outra possibilidade:O café cai na camisa daquele pai de família. Sua filha começa a chorar. Então, gentilmente ele diz a ela:

" Filha, não tem importância. Papai não se queimou e pode trocar a camisa, está bem? Mas vamos combinar todos de ter mais cuidado, ok?"

Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, o pai volta, olha pela janela e vê sua filha pegando a van escolar. Dá um sorriso e ela retribui, acenando com a mãozinha.Que diferença! Duas situações iguais, que terminam muito diferente.
Por quê? Porque os outros 90% são determinados por nossa reação.

Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10.

Se alguém nos diz algo negativo, não levemos tão a sério. Não deixemos que os comentários negativos nos afetem tanto. Não sejamos joguetes do que chamamos destino. O nosso futuro próximo, o decorrer de um simples dia, pode ser muito diferente se cultivarmos a tranqüilidade, a oração da manhã, a paz...

Nossa primeira reação será refletida em todo o nosso dia. Como reagir a alguém que nos atrapalha no trânsito? Ficaremos transtornados? Por que? Pela pressa? E o resto do dia? Nossa saúde e a de nossa família não valem mais que quinze minutos? Golpear o volante? Xingar? Aumentar as batidas do coração e a pressão subir? O que aconteceria se o executivo perdesse o emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará.

Usemos a energia da preocupação para refazer o nosso Curriculum e encontrar um outro emprego, sem auto-piedade.

O mundo não espera nossa aflição passar para continuar girando.

Se nosso vôo ou o nosso ônibus está atrasado, se vai atrapalhar a nossa programação do dia, por quê manifestar frustração com o funcionário da companhia? Ele não pode fazer nada.

Usemos então o tempo para ler, fazer contatos, conhecer os outros passageiros. Estressar-se, entrar em "função turbo" no coração, só pode agravar os acontecimentos.

Conhecendo o Princípio 90/10, utilizemo-lo!

Ele nos surpreenderá com os resultados e nós certamente não nos se arrependeremos de empregá-lo, como se estivéssemos num jogo. Num grande show, num big reality-show da vida. Será até divertido. Às vezes riremos à toa e as pessoas nem entenderão por que estaremos rindo diante de um aparente revés da vida.

Milhares de pessoas estão sofrendo de um estresse, uma pressa, uma luta, uma fuga, ma tensão, que não tem sentido. São sofrimentos antecipados, problemas que ainda estariam por vir, dores de cabeça a respeito de possibilidades ainda não ocorridas, tudo fruto de um pessimismo moderno, espalhado sabe-se lá por quem.

Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.

Pode mudar a nossa vida!!

A conversa que cura

Recebi por e-mail um artigo muito interessante

A conversa que cura 
Em Junho/2009 o correspondente da Globo News nos EUA, Jorge Pontual, em entrevista interessante com o médico de 85 anos, dr. John Sarno , um dos mais conceituados fisiologistas de lá, que há anos desenvolve uma forma que vem se mostrando como eficaz no tratamento de sintomas aparentemente incuráveis: uma conversa franca. Costuma fazer o que era a "regra" antigamente na relação médico/paciente: conversar uns minutos com a "doença" e dar maior atenção e tempo ao "doente". Na entrevista há um trecho destacado - (...) Jorge Pontual: O que está acontecendo com a profissão de médicos?
Dr. John Sarno: "Essa é uma boa pergunta. Eles têm a mentalidade de mecânicos de automóvel. Pois eles eram bem melhor há 80 anos, 90 anos. Os médicos ficaram muito apaixondos pelos laboratórios, pelas radiografias, pelas ressonâncias manéticas e por ai vai. E isso, realmente, se manteve como parte da cultura, mas é uma postura muito ingênua no que diz respeito aos distúrbios mente-corporais. É lamentável, porque, virtualmente, todas as doenças físicas, tem um elemento psicológico. Ás vezes......."
Durante anos o dr. Sarno analisou seus pacientes e identificou conflitos emocionais inconscientes em quase todos eles. Passou a tratá-los na base da conversa, tentando descobrir a dor emocional escondida em cada um deles e quase todos sintomas desapareceram.
John Sarno cunhou a expressão “Síndrome do corpo-mente”.
Seus livros sobre o assunto se tornaram rapidamente sucesso de vendas nos EUA: as idéias dele sobre a síndrome mentecorpo estão em “Healing Back Pain: The Mindbody Connection” (Tratando a Dor nas Costas: a Conexão Mentecorpo), 1991, “The Mindbody Prescription” (A Receita Mentecorpo), 1999, “Mind Over Back Pain” (Mente Acima da Dor nas Costas), 1999, e “The Divided Mind: the Epidemic of Mindbody Disorders” (A Mente Dividida: a Epidemia de Distúrbios Mentecorpo), 2007. Até o momento, edições brasileiras não existem .
Assista uma entrevista completa (em 3 vídeos)

domingo, 18 de julho de 2010

Mimulus - A flor da Coragem

Hoje quero falar o floral Mimulus, o floral da Coragem.

Mimulus nasce geralmente a beira dos rios, córregos e lugares úmidos, sem medo das correntezas suas raízes se afundam  e se agarram fortemente ao cascalho, é um floral que trabalha a coragem e a confiança, sua cor amarelo-dourado, leva harmonia e o amor para a pessoa que tem medo de ser e que se afasta da luz. Segundo Mechthild Scheffer quando à noite acendemos uma lâmpada, a luz sai pela janela e conquista a escuridão lá fora, porém a escuridão não entra na sala iluminada; devemos sempre alimentar essa luz, nossa própria luz, confiando em nós mesmos para ter energias para enfrentar todas as adversidades.
A coragem é uma virtude, quando essa virtude está em desiquilibrio sentimos falta de confiança em nós mesmos, abrimos buracos onde o medo entra e se instala, algumas vezes nos impedindo de seguir em frente em nossos planos, muitos sintomas podem surgir como tensão, ansiedade, angústia, ambivalência, pânico, apreensão, vergonha, etc; esses sintomas pode passar para aspectos psicossomáticos trazendo problemas respiratórios, digestivos, cardiovasculares, hipoglicemia, diminuição das defesas imunológicas.
O papel do floral Mimulus é resgatar a luz interior, nossa coragem, conscientizar de que o medo é um produto da mente, que deve ser enfrentado, para nosso crescimento, Mimulus reequilibra as emoçoes e desenvolve a compreensão.

Impensável (Unthinkable)

Impensável, ao ver o título me coloquei a pensar sobre o que seria impensável, o filme começou, e me fez lembrar do filme O suspeito (Rendition, 2007) onde um agente da CIA acompanhou um interrogatório de um suspeito de terrorismo com tortura, onde o suspeito era de longe um terrorista, no filme Impensável quem acompanhou o interrogatório foi uma agente do FBI, e o interrogado não era apenas suspeito, ele mesmo gravou um video com detalhes sobre 3 bombas nucleares que fabricou e colocou em partes distintas dos EUA, se deixou capturar, sabendo que passaria por um interrogatório como aquele. Samuel L. Jackson fez um papel ambiguo, não era o mocinho, também não era o vilão, teria que fazer o impensável para fazer o terrorista dar o endereço das suas bombas. O impensável, a tortura, a loucura.

A ilha do medo


Adorei o filme, A ilha do medo, um ótimo suspense, surpreendente! não era pra menos, história de Martin Scorsese... Um filme ótimo para os estudiosos do comportamento e mente humana! Esse filme me fez lembrar de um livro que li chamado Psicossomática, não me lembro o autor, ainda nas páginas introdutórias eu me indagava sobre nossa condição humana tão vulnerável, somos o que somos, mas nossa mente pode criar mundos inimaginaveis, pode também criar doenças, ou curar doenças... Nossa mente pode criar realidades que não existem, criar mentiras às quais acreditamos piamente...transformar mocinhos em vilões e vice-versa.
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ovnis na China

É tão incrível pensar na imensidão do universo, pensar na possibilidade de não estarmo sozinhos na galáxia! Meu irmão está sempre lendo sobre o assunto, e vira e mexe me trás alguma notícia, essa semana me surpreendeu com o relato de que um disco luminoso sobrevoou a china, esse tipo de notícias nunca é muito levada em conta, quase nunca falam sobre isso na TV, achei tão interessante que resolvi postar aqui a notícia, podem ler também aqui.


16/07/2010 13h50 - Atualizado em 16/07/2010 13h50

Disco luminoso sobrevoa povoado e intriga moradores na China

Testemunhas fotografaram objeto voador nos céus de Hangzho.
Aeroporto de Xiaoshan atrasou 18 voos no dia 7 de julho.

Do G1, em São Paulo
Um objeto luminoso no céu de Hangzhou, na China, chamou a atenção de moradores e fez com que o aeroporto de Xiaoshan quase fosse fechado no dia 7 de julho. Segundo o noticiário do canal ABC News, 18 voos foram atrasados na ocasião.
Testemunhas fotografaram o objeto, parecido com um disco luminoso, e contaram ao jornal “China Daily” que este se tratava de um objeto voador não-identificado. As investigações sobre o caso estão em andamento.

Mensagem de Chico Xavier

Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes....
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.

*Chico Xavier

Parábola da Rosa

Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos.
Sobre o talo e pensou, “Como Pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?”
Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu.
Assim é com muitas pessoas.
Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas.
Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.
Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e, conseqüentemente isso morre.
Nós nunca percebemos o nosso potencial.
Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas.
Alguém mais deve mostrá-la a elas.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas.
Esta é a característica do amor: olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.
Aceitar aquela pessoa na sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajuda-a a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.
Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos.
Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O sentido da vida

Algumas vezes me pergunto, qual o sentido da existência? Muitos filósofos, poetas, escritores escreveram a respeito, buscando resposta para tão difícil questão, um estudo americano buscou por respostas, e chegou a conclusão que o sentido da vida é desfrutá-la, me pareceu uma resposta simples, mas uma resposta sensata, afinal grandes nomes como Sigmund Freud, criador da psicanálise, e os escritores Frank Kafka, Jean-Paul Sartre e Joseph Conrad disseram que a vida não tem sentido, e pensar assim é além de ser simplista, é ser pessimista demais! Não poderia não ter sentido estar vivo, existir! 
Eu acredito que o sentido da vida está em estar vivo, e estando vivos devemos aproveitar cada instante, cada momento, cada descoberta, cada aventura. Sendo assim, concordo com o estudo americano, o sentido é aproveitar a vida, é vive-la! Se hoje chove, aproveite! se está frio, aproveite! se faz calor, aproveite! se você está apaixonado, aproveite! quando as coisas não estiverem indo bem, aproveite, você pode tentar fazê-las melhorar!
Tem muita coisa ruim acontecendo no mundo, e às vezes as coisas parecem perder o sentido, busque um novo sentido, trace metas, tenha coragem, não perca a fé! Viver é uma grande aventura, onde você e suas atitudes são o que determinam o que acontecerá a seguir! Não viva procurando por problemas, viva encontrando soluções!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lenda Chinesa

Hoje me contaram uma história muito interessante, uma lenda chinesa que é uma verdadeira lição de vida...





Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência.
Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas Lin, não suportando por mais tempo a idéia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: - “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente.
Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas”.
Lin respondeu: Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.
As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe: “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.”
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar”.
Na China, há um provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”. E os árabes têm outro provérbio: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”. As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas...cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato...colha com paciência.

Nossas atitudes são determinantes, a maneira como agimos e pensamos faz de nós o que somos e torna o ambiente em vivemos o que ele é, se quiser viver em harmonia com o próximo deve viver em harmonia consigo mesmo, deve tratar as pessoas com o amor e respeito, gentileza gera gentiliza, amor essa é a palavra chave! 

Uma boa frase para hoje:

" Não seja duro consigo mesmo. Você veio nesta vida para aprender tudo sobre quem você é! Então aproveite a experiência!"

domingo, 4 de julho de 2010

O desinformante

Outro filme excelente que vi essa semana, O Desinformante, com Matt Damon, esse filme é baseado numa história real, eu adoro filmes assim, esse é um filme interessante para os estudiosos do comportamento, porque o protagonista Mark Whitacre é uma figura um tanto curiosa, dono de uma imaginação muito fértil e de uma personalidade contestavél. Eu gostei da maneira que ele vai narrando a sua própria história, faz lembrar aquele ditado que diz que uma mentira repetida muitas vezes passa se tornar verdade, Whiatacre levava esse ditado a sério, pena que ele apesar de muito inteligente tinha também um ego gigante que o impedia de reparar o tamanho da encrenca em que se metia... não vou contar a história toda do filme, porque senão perde a graça, mas posso dizer que vocês vão se surpreender, e passar a tomar cuidado com as pessoas boazinhas e cheias de virtudes que vêm por aí!!!
Quem vê cara não vê coração!!!

E vale a pena dizer e relembrar que hoje em dia qualquer um que apresenta um desvio de conduta apela à psicologia, à psiquiatria, alega problemas, transtornos, eu acredito que existem personalidades que saem do padrão de normalidade e abusam em certas condutas, mas nem por isso podem ser enquandradas num DSM, tem gente que é ruim mesmo, que é esperto, que é sacana, e esses não podem ser tratados como doentes, mas como infratores da lei.

A caixa

Tinha visto várias vezes o trailler do filme A caixa (the box), e estava curiosa, hoje finalmente assisti ao filme e confesso que superou minhas espectativas, um filme muito bom, é daqueles filmes que agente mal pisca, recomendo para quem gosta de um pouco de suspense. Esse filme trás uma lição de moral muito importante, nessa sociedade capitalista e egoísta. As vezes uma oportunidade nos aparece, oportunidade ganhar dinheiro, muito dinheiro, de maneira rápida e fácil, mas algumas decisões podem mudar não só as nossas próprias vidas, mas a vida de pessoas que nem conhecemos... estamos todos ligados, numa rede de acontecimentos e algumas decisões podem se voltar contra nós mesmo...
Esse filme vem com aquela mensagem de que o homem está ele proprio se destruindo, se existe vida em outros planetas agente, agente que eu digo pessoas normais não temos certeza, existem mistérios, segredos a respeito da existencia de outros seres, mas eu acredito que não somos o organismo mais inteligente no universo, afinal se existimos outras formas de vida tão inteligentes quanto ou até mais podem existir também, e porque não estariam nos observando?
O ser humano é muito complexo, gostei desse filme porque ele mostra como somos complexos, complexos porque somos seres emocionais, o cérebro, a mente são coisas fantasticas....

sábado, 3 de julho de 2010

Saudade

Vai e vem,
Dizia a canção de infância
Vai e vem,
Vem e volta
e assim também é na vida
Momentos vão, momentos vem
E tudo se resume em uma só palavra
pequena palavra que grandes sentimentos guarda
...Saudade...

Saudade é sentir falta,
às vezes é mais que só sentir
é reviver,
é vontade de viver de novo

Saudade
quando dá saudade
parece que o tempo para
mesmo sem ter uma caixinha de recordações
tudo se abre, saltam imagens
o passado por instantes se faz presente
tudo isso na saudade

Dá saudade do que vai
Dá saudade do que vai voltar
Que vontade de dizer vem
Vem, volta pros braços meus
Faz de mim passarinho
Tira de mim o medo
Esconde de mim.... a saudade!!!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Fé

Algumas pessoas costumam me dizer que a Biblia possui respostas pra tudo, muitas vezes na minha vida me vi descrente das coisas espirituais, volta e meia voltava me apegar as questões religiosas. Ultimamente tenho lido alguns trechos da Biblia, no livro Carta aos Hebreus encontrei uma pequena passagem que me chamou atenção, o título é Fé e Perseverança, no inicio do capítulo 11 diz: O que é a fé - A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem,
Muitas vezes me perguntei, o que significa ter fé? e perguntava a mim mesma se eu tenho fé, achei essa passagem perfeita para responder minhas inquietações, fé é acreditar nas coisas boas que podem acontecer.

Não percam a coragem!

Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês, foram iluminados: vocês tiveram que suportar uma grande e penosa luta, ora expostos publicamente a insultos, e tribulações, ora tornando-se solidários, com aqueles que assim eram tratados. De fato, vocês participaram do sofrimento dos prisioneiros e aceitaram com alegria ser despojados dos próprios bens, sabendo que possuíam bens, que são melhores e mais duráveis. Portanto, não percam agora a coragem, para a qual está reservada uma grande recompensa. Vocês necessitam apenas de perseverança, a fim de cumprirem a vontade de Deus, e assim alcançarem o que ele prometeu. Porque, falta apenas um pouco, e aquele que deve vir vai chegar e não tardará. O meu justo vive pela fé; mas, se ele volta atrás, nele eu não encontro mais nenhuma satisfação. Nós, porém, não somos como aqueles que voltam atrás para se perder, mas somos homens de fé, para salvar a nossa vida. (Hebreus, 10-32,29)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Examina os teus desejos e vigia os próprios pensamentos, porque onde situares o coração ai a vida te aguardará com as asas do bem ou com as algemas do mal. (Chico Xavier)

Comecei ler um dos livros psicografados do Chico Xavier e me coloquei a refletir sobre essa frase, somos aquilo que buscamos ser, somos o que desejamos, algumas vezes somos fracos e nos sentimos, por esse motivo, derrotados, para ser forte e alcançar vitórias temos que desejar isso, ou seja, é a nossa maneira de pensar que nos guia e nos faz o que somos, que nos fazem chegar onde estamos. Se fala muito, hoje em dia, sobre física quântica, força do pensamento, controle mental, neurolinguista, etc; tudo se resume à força do pensamento, nossa mente é muito poderosa, nós mesmo não imaginamos o seu poder, poder não só para nos destruir como também para nós livrar dos males. Pensar positivo nos leva à evocar energias positivas que vão atrair coisas boas às nossas vidas; somos como um imã, se pensamos que não vamos conseguir, que não podemos atingir as metas, que somos fracos e infelizes, estamos apenas aumentando as chances de sermos exatamente derrotados. Certo que algumas vezes mentalizamos coisas e não as alcançamos, mas será que colocamos nosso coração nessa mentalização? será que o que desejamos é realmente algo que nos fará bem?
Tem um tempo, uma amiga me deu uma oração, ela me disse que aquela oração era poderosa e que todos que a faziam alcançam o que pediam, o mais interessante no inicio da oração é que ela dizia para pedir algo justo; queremos tantas coisas, mas será que são mesmo importantes e que estamos preparados para alcançar esses pedidos?
Vigiai os próprios pensamentos, eis uma coisa que muitas vezes não fazemos, enquanto estudante de psicologia, numa disciplina que gosto muito, a psicanálise, um professor salientou que não prestamos atenção ao que falamos, e acredito que também não prestamos atenção ao que pensamos. Conheço pessoas que se dizem incapazes para isso ou aquilo, já afirmando que não conseguem fazer melhor isso ou aquilo. Podemos tudo, somos capazes, um tema que vem sendo muito estudado é o da Resiliência, um tema que também me chama muita atenção, pessoas resilientes são pessoas capazes de sobressair às diversidades, superar os obstáculos, ser resiliente ao meu ver é saber utilizar o melhor que temos dentro de nós mesmo, para vencer!
Algumas vezes nos deparamos com pessoas que parecem gostar de viver como fracassadas, já reforçaram isso em seus pensamentos, com aquelas frases típicas: "Eu não consigo", "Eu não posso", "Isso nunca vai mudar", "Eu até queria ser diferente"... Existem tantos livros de auto-ajuda, que exaustivamente falam sobre mudar a maneira de pensar e agir frente as situações difíceis, mas como já sugere a estante, auto-ajuda é um exercício de busca interior, muitos buscam esses livros e os utilizam como manual, a leitura é válida, mas já nascemos donos de todos os mecanismos, mas com o longo da vida, com as dificuldades, obstáculos encontrados tendemos a fazer o que é mais fácil, lastimar. Enfim, a vida é uma escola, somos eternos estudantes, devemos procurar nos especializar em utilizar dos bons pensamentos, de nossa força interior, de nossa positividade, refletir e olhar para dentro de nós mesmo, que é onde estão todas as respostas que procuramos, arrebentar as algemas do mal, fortalecer as asas do bem!
Hoje eu encontrei esse texto e achei muito legal, e vou dividir com vocês:

Ninguém ama impunemente!
:: Rosana Braga ::


Pode até parecer, mas não estou querendo dizer que quem ama merece ser punido. Muito pelo contrário! Quem ama merece ser amado, acima de tudo. No entanto, muitas pessoas vivem relações tão difíceis, tão cheias de obstáculos, empecilhos e dificuldades, que terminam acreditando que o amor, para elas, é quase que um castigo.

Falta de sorte no amor é uma crença fortíssima que muita gente alimenta e divulga aos quatro cantos. Porém, definitivamente não acredito que o amor contenha em sua essência qualquer coisa a ver com sorte. Estou cada dia mais convencida de que o amor é reflexo de dentro para fora, é algo que cada um de nós sente à sua maneira, no seu ritmo, com o seu conteúdo interno; obviamente, levando em conta que o amor só é amor quando tem o intuito de construir e nunca, em nenhuma circunstância, de destruir o outro.

O que a gente sente não está escrito em algum lugar ou predestinado para ser exatamente como está sendo. Se fosse isso, o amor perderia seu propósito, anularia a grande oportunidade de evolução e crescimento que traz consigo.
Portanto, aí está a razão da minha afirmação: ninguém ama impunemente, justamente porque esse sentimento chega na vida da gente trazendo um desafio absolutamente precioso e divino. O de exercitar a nossa capacidade de derrubar as máscaras, de rever as regras, de mudar conceitos e comportamentos, de olhar para nós mesmos e iniciar um processo de autodescoberta, de reciclagem e revisão de tudo o que acreditamos até então.

Claro que isso é doloroso, mas por alguma razão muito particular, parece-me que algumas pessoas optam por transformar o exercício de sentir num martírio insuportável. Vivem repetindo situações, padrões e comportamentos sem se darem conta de que a escolha é pessoal, de que elas mesmas se deixaram enredar por uma espécie de rotatória autodestrutiva!
Isto é auto-sabotagem! Somos mestres em nos sabotar porque temos medo da felicidade, do amor, da plenitude. Temos medo de não saber o que fazer com o que merecemos, com o que a vida pode nos dar. Assim, inconscientemente, repetimos encontros desastrosos e com finais frustrantes, desgastantes... como que para reafirmar a nossa falta de sorte!

Pare!!! Saia da rotatória destrutiva! Encontre seu centro, sua essência, o verdadeiro amor que você deseja viver. Escreva, se sentir que isso torna seu desejo mais concreto, mais real. Descreva com detalhes, deseje com profundidade, reveja cada conceito limitante e desmotivador que você construiu ao redor do amor, do que esse sentimento significa em sua vida.

Permita-se algo maior, melhor, mais construtivo e evolutivo. Encare as suas escolhas afetivas como caminhos, como importantes processos para o seu crescimento pessoal. É nesse sentido que reafirmo que ninguém ama impunemente. Ou seja, amar deve nos remeter a um degrau acima, sempre... Mas entrar e sair das relações sem respeitar o outro, sem respeitar, sobretudo, a si mesmo, aos seus princípios de dignidade e ética humana é supor que o amor se assemelha a um tropeço, a um acaso, à mera sorte ou falta dela...

Sugiro que você ame aprendendo, ame refletindo, ame propositadamente, com toda a verdade que pode estar contida em seu coração. Porque se não for isso, se não for assim, está na hora de sair da rotatória...

fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3199

domingo, 13 de junho de 2010

Síndrome de Asperger

Um sugestão de filme para quem estuda comportamento e para quem se interessa mais especificamente pela Síndrome de Asperger é o filme Adam. Eu assisti esses dias atrás e achei bem interessante e comovente.

A Síndrome de Asperger, também conhecida como autismo de alta funcionalidade (AAF), se relaciona com o transtorno de Asperger definido na seção 299.80 do DSM-IV por seis critérios principais, que definem a síndrome como uma condição com as seguintes características:
  • Prejuízo severo e persistente na interação social;
  • Desenvolvimento de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades;
  • Prejuízo clinicamente significativo nas áreas social, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento;
  • Nenhum atraso significativo no desenvolvimento da linguagem;
  • Não há atrasos clinicamente significativos no desenvolvimento cognitivo ou no desenvolvimento de habilidades de auto-ajuda apropriadas à idade, comportamento adaptativo (em outra área que não na interação social) e curiosidade acerca do ambiente na infância.
  • A não-satisfação dos critérios para qualquer outro transtorno invasivo do desenvolvimento específico ou esquizofrenia.
A Síndrome de Asperger é um transtorno do espectro do autismo (ASD em inglês), uma das cinco condições neurológicas caracterizadas por diferenças na aptidão para a comunicação, bem como padrões repetitivos ou restritivos de pensamento e comportamento. Os quatro outros transtornos ou condições são autismo, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância e PDD não especificado (PDD-NOS - transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação).
O diagnóstico da SA é complexo em virtude de que mesmo através do uso de vários instrumentos de avaliação não existe um exame clínico que a detecte. Os critérios de diagnóstico do Diagnostic and Statistical Manual norte-americano são criticados por serem vagos e subjetivos.[9][10] Outros conjuntos de critérios de diagnóstico para a SA são o CID 10 da OMS, o de Szatmari,[11] o de Gillberg,[12] e Critério de Descoberta de Attwood & Gray.[13] A definição CID-10 tem critérios semelhantes aos da versão DSM-IV[13] A Sindróme de Asperger foi em tempos chamada Psicopatia Autista e Transtorno Esquizóide da Infância,[14] apesar de tais termos serem atualmente entendidos como arcaicos e imprecisos, e portanto não mais aceitos no uso médico.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

— Chico Xavier

terça-feira, 8 de junho de 2010

Doe Palavras

Esse HOSPITAL em Belo Horizonte, que cuida de doentes com câncer,lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.

Você acessa o site
http://www.doepalavras.com.br/ , escreve uma mensagem (pequena como no twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento.

Não deixem de fazer! Nem que seja uma palavra apenas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Refletindo....
Estive refletindo sobre a vida, e ao pensar na vida percebi que é impossível pensar nela e não ponderar a morte, já que tudo tem um começo e um fim. Estive então refletindo sobre o que é afinal a vida, será que é tão somente o encontro com a morte... me lembrei de tantos que morrerão tão jovens, que conquistaram tão pouco, viveram tão pouco. Então de subto me veio um pensamento que nada tem de maluco, vivemos enterrando, vivemos de luto; todo dia é uma ganhar e um perder, cada dia é um nascer e um morrer. Quando abro os olhos pela manhã, acabo de renascer, vou viver aquele dia, pois é o que tenho pra viver, muitas coisas vão acontecer, vou ver pessoas conhecidas, vou conhecer novas pessoas, vou pedir informação, vou dar informação, vou sem querer magoar alguém e talvez também seja magoado, vou ver lugares, vou desviar de lugares, muitas coisas vão acontecer, até que aquele dia vai chegar ao fim, a noite vai cair e nos braços de morfeu vou me aconchegar, ou seja, vou me entregar ao deus do sono, o sono não é então uma morte? como uma fenix mitologica vou ser cinzas, e no raiar do dia despertar... renascer.
Parece até uma reflexão tola, maluca, mas falar de vida e de morte é uma reflexão assim meio louca; porque viver e morrer é coisa tão séria, e falar de coisas sérias é parecer meio louco; não é assim que o pai de Alice definiu o sonho maluco da filha? não foi assim que Alice definiu a loucura do chapeleiro? os loucos são os melhores, porque dentro deles existe um sonho, uma fantasia, um desejo... Nós às vezes tão preocupados com tudo, deixamos de sonhar, deixamos de desejar, deixamos apenas a vida acontecer, contemos o nosso lado louco, nossa lado infantil, para viver as regras, para viver o amargor. E o dia vai embora, e se desperdiça a vida... 
Viver é aventurar-se, foi a conclusão que cheguei da minha reflexão, enquanto morrer, morrer é não aventurar-se... é viver enterrando coisas que desejou... viver de luto pelo não ter... pelo não ser...
Viver é sonhar, é querer, é buscar!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Somewhere out there

Em algum lugar por aí
Sob a pálida luz da lua
Alguém está pensando em mim
E me amando nesta noite
Em algum lugar
Alguém faz uma prece
Para que nos encontremos
Neste grande lugar lá fora

E mesmo que eu saiba, da distância que nos separa
Ajuda pensar que podemos estar fazendo pedidos, a
mesma estrela brilhante
E quando o vento da noite começa a cantar, uma cantiga
de solidão
Ajudará a pensar que estamos dormindo, debaixo do
mesmo e enorme céu

Em algum lugar por aí
Se o amor nos ajudar nisto
Então vamos estar juntos
Em algum lugar
Aonde os sonhos, se tornam reais

Tradução da música de James Ingram

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vidas Cruzadas - A vida íntima de Pippa Lee

Essa semana vi esse filme, e nem imaginava do que se tratava, um filme maduro, profundo. Somos o que somos, a vida nos constroi, reconstroi ou destroi, ao olharmos a face tranquila, a fala doce de Pippa Lee aos 50 anos nem pode passar em nossa mente o quanto tumultuada foi sua vida até ali. Devagar ela vai narrando, contado o que a construiu e os novos rumos a seguir.
Um filme interessantissimo!

Amor sem escalas

Assisti ao filme do George Clooney e gostei muito. Ryan Bingham tem como profissão demitir pessoas, e pra isso tem que viajar muito, aprendeu lidar com o sofrimento das pessoas a quem tem que demitir, e por causa das viagens continuas acabou se tornando um homem do mundo, sem laços ou vinculos afetivos. O filme chama a atenção para o aspecto humano de proximidade, penso isso porque surge na história uma personagem, Anna Kendrick, que apresenta um projeto para que as demissões sejam feitas por videoconferencia, o que eliminaria os gastos com as viagens dos representantes da empresa que fazem esse trabalho pessoalmente, como o caso de Bingham, e ele tenta mostrar a ela como estar pessoalmente com essas pessoas é importante pra elas, e como o trabalho de demitir pessoas não é tão simples como parece para ela. Lidar com pessoas exige cuidado, e num momento tão delicado como na hora da demissão exige muito jogo de cintura. Outro aspecto muito interessante desse filme é que ele mostra como buscamos sentido no que fazemos a partir da familia, e dos nossos laços afetivos, a maioria das pessoas demitidas pensa nos familiares, filhos, esposa, e nesse ponto coloca nosso protagonista a pensar na própria vida.

Perder

Um curtinha pra hoje:

Sabe como perdemos as coisas que amamos?
Quando esquecemos onde as deixamos...

As vezes a vida parece um livro, ou melhor o pensamento parece um livro, e vez ou outra podemos tirar alguma citação... hoje tava pensando na palavra perder... e me veio essa frase, talvez pareça boba, mas pra mim fez um sentindo imenso, e poderia continuar o pensamento dizendo, que ao deixarmos as coisas que amamos e ao demorarmos a procura-las elas podem se mudar, cansadas de esperar...
Como diz a canção: "Cuide bem do seu amor"
Cada vez sinto mais necessidade de conhecer e aprender... outro dia eu postei, falando das perguntas que faço e das respostas que vêem em livros, músicas... e foi incrível quando numa aula, um professor, outro dia, veio a falar dessa energia que rege o mundo, da necessidade de se acreditar, de se ter fé.
Quando agente tem coisas boas no coração, na mente, coisas boas acontecem, tudo é energia...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
Fernando Pessoa

domingo, 23 de maio de 2010

Reiki

iki
Esse final de semana, finalmente, realizei um antigo desejo, fazer iniciação no Reiki. Tudo tem seu tempo certo e sei que esse aprendizado chegou no momento exato que deveria chegar. Num momento onde algo me chama a minha própria essência. 

Segundo o site da Sociedade Reiki Mikao Usuiu: 


REIKI equilibra e trabalha nos quatros níveis existentes:
A) Físico; no corpo e dores manifestadas;
B) Emocional; o que você está sentindo;
C) Mental; o que você está se permitindo pensar;
D) Espiritual; sua capacidade de se amar e amar os outros.

Só por hoje:
Não se preocupe
Não se aborreça
Honre pais e mestres
Trabalhe honestamente
Seja gentil com todos os seres

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sonhar não custa nada

Miguel Falabella

Há sonhos que nascem prematuros. Como é o caso de alguns bebês. Afoitos, eles gritam sua existência

Recebo mensagem de um velho amigo que vive fora, mudando seus planos de viagem por causa da crise aérea deflagrada pelo vulcão da Islândia, que ruge sua fúria outra vez, escurecendo os céus do norte da Europa. Já não poderemos nos ver como tínhamos combinado, porque as datas vão acabar se perdendo, mas, quando a natureza cobra seu preço, não há o que se fazer. Não poderemos mais nos abraçar e lembrar como sonhávamos, porque os laços mais fortes de uma geração de amigos são os sonhos compartilhados, sem dúvida alguma. E somente aqueles que viveram a mesma fatia de vida são capazes de entendê-los ou, em última análise, de adivinhar os caminhos trilhados até eles, porque as gerações mudam as modas, as gírias, os costumes, mas mudam principalmente os sonhos ou a maneira de sonhá-los.

É mesmo curioso observar as novas gerações e a estruturação de seus sonhos. Não iniciei a crônica com o rugir do vulcão impunemente. Acredito que a consciência de que o planeta anda gravemente ferido e a constatação de que o tempo parece se esgotar muito rapidamente, agora, têm transformado radicalmente os sonhos da nova geração, tornando-os mais objetivos, mais concretos, sem nenhuma chance para aqueles sonhos-que-não-podem-ser que, outrora, preenchiam nossos dias. Talvez seja assim mesmo, eu penso, com vontade de rever o amigo. Talvez já não haja lugar para utopias delirantes e aspirações etéreas. Mas se, por um lado, a objetividade e as ambições herdadas dos vorazes yuppies do final do século passado têm seus aficionados, por outro, sinto que esse olhar para um material tão delicado acaba nos aprisionando num espaço cada vez menos tolerante. Seja como for, sonhos, ainda que de formas diferentes, são feitos da mesma matéria e vale o lembrete para aqueles que ainda não desistiram deles.

Há sonhos que nascem prematuros. Como é o caso de alguns bebês. Afoitos, eles gritam sua existência em algum lugar da mente e abrem caminho por entre a massa enevoada, querendo fazer-se ouvir, ignorantes do fato de que ainda não estão fortes o bastante para justificar o alarde. Geralmente são abandonados à própria sorte e acabam desaparecendo na bruma. Eu abandonei um bom número deles à beira da estrada e, anos depois, passo grande parte do meu pouco tempo livre tentando resgatá-los. Passamos todos, no final das contas. A tal maturidade de que tanto falavam nada mais é do que aceitar a nossa galopante fragilidade. Mas voltemos ao sonho, matéria da qual somos feitos. Aprendi que um sonho prematuro, com cuidado, desejo e afeto, pode sobreviver e tornar-se uma daquelas raras alegrias eternas. O problema é saber como organizar-se para chegar a eles, porque os costumes impõem novas regras até mesmo para esse nobre esporte que não custa nada. Como dizia Emily Dickinson, a poetisa norte-americana, “Nunca falei com Deus/Nunca fui até o céu/Para ir lá adivinho/Qual é o melhor caminho!” É assim que se faz! Bons sonhos!

Miguel Falabella é ator, diretor, dramaturgo e autor de novelas

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Quem é cruel? A vida?
Não seremos nós mesmos os donos de nossas próprias vidas? não seremos nós mesmos responsáveis pelas nossas escolhas?
Cruel, a vida?
Cruéis são os nossos pensamentos torturantes, criados por nós mesmos.
Somos o nosso próprio vilão e o nosso próprio mocinho, lutando sempre por verdades que são nossos próprios devaneios. A vida de cada um se assemelha à um barco, somos o capitão, donos do leme da embarcação, sabemos onde queremos chegar, em que porto queremos atracar, só não sabemos o que nos espera no infinito mar, nas tempestadades necessitamos punho forte, afim de manter o leme e não virarmos o barco nas ondas do mar, necessitamos de uma bússola que nos mostre norte a fim de não ficar a deriva, perdidos no meio do nada, sem saber o caminho a tomar.
Cruel é quem pensa que a tempestade é o fim, é a tragédia na vida, no mar. Cruel é quem não acredita na sua própria força, cruel é quem perde a bússola e culpa o mal tempo, ficando a deriva no mar.

terça-feira, 11 de maio de 2010




Ás vezes me pego pensando em coisas tão banais, hoje via uma rapaz caminhando pela calçada e sem perceber pisando num chiclete que alguém, porcamente, digamos assim, deixou na calçada. Tem países que punem severamente quem joga lixo desse tipo na rua, aqui não, aqui parece que tudo pode, ou quase tudo, mas o quase pode se tornar tudo dependendo do ponto de vista. Ainda ontem eu estava vendo uma reportagem que mostrava a maneira inteligente que o lixo é coletado na Espanha, espero que isso vire moda e pegue, ou melhor que isso contagie. Lixo é lixo quando não é olhado de forma ecológica, aquele monte de papel rabiscado, aqueles cadernos velhos, aqueles rascunhos podem virar novo papel, aquele lixo orgânico, mal-cheiroso pode virar combustível, aquele vidro quebrado pode virar novo vidro, e assim vai, como disse um grande nome, nada se perde tudo se transforma. O planeta Terra é lindo olhando de cima, o ser humano que o habita possui um cérebro que infelizmente não é usado em sua potencialidade total, é muita ganância, corrupção, pouca gente de coração puro e idéias sustentáveis. Cada um pode fazer a sua parte, a começar por não jogar chiclete no meio da calçada, nem no meio fio. Bons hábitos são sinônimo de saúde.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O desejo

O ser humano é um eterno insatisfeito, sempre desejando tudo em função do outro. Fico pensando na minha própria constante insatisfação a cerca da vida, como se nada melhor pudesse acontecer, não posso concordar com Freud, porque sou humana e nenhum humano pode admitir facilmente que sua vida será sempre uma falta. A gente quer viver cheio e completo, mas é verdade que quando alcançamos um desejo, passamos a almejar outro. A felicidade é inalcançável, podemos viver momentos alegres, mas nunca estamos completamente felizes, realmente sempre falta algo, material ou imaterial.
Tenho me sentido podada, como se uma das asas me fosse arrancada, me impedindo de voar, se é que algum dia eu voei na posse das duas asas. Sinto me como um passarinho que caiu do ninho e está perdido, sozinho e com fome. Fome de vida, de amor, de afeto, fome... não é do alimento que nutre o corpo mas do alimento que nutre a alma.
Olho em volta e vejo pessoas tão frias, tão egoístas, pessoas ridículas que mendigam atenção e que são capazes de ferir, magoar o próximo para se sobressair ou por instinto de defesa. Eu, às vezes, me sinto mais uma dessas pessoas ridículas no mundo, incapaz de alimentar qualquer pequeno pássaro que caiu do ninho.
Estou aqui, falando de pássaros caídos, justo eu que tenho medo desses bichos com penas, deve existir dentro de cada um, um pássaro, com penas, e eu devo temer o meu próprio pássaro, sempre cortanto suas asas e o impedindo de voar. Aprisionando ele na gaiola da minha alma, se bem que a alma não pode ter gaiolas. Talvez esteja preso naquilo que Freud chama de inconsciente.
O que desejo? de verdade? já não sei, porque o que adianta desejar se sempre me faltará algo? talvez eu quisesse ter as duas asas e voar, livremente, pelos lugares mais lindos da terra. Mas não me contentaria em ter apenas as duas asas e voar, do que adiantaria contemplar o mundo e suas belezas sozinha? Eis ai a insatisfação, precisamos sempre de uma outra pessoa, que esteja ao nosso lado e que possa contemplar ao nosso lado as belezas da terra, que possa sentir a mesma brisa, o mesmo perfume, sentir o calor das mesmas estações.
Não quero ser sempre o pássaro que caiu do ninho, ou ser aquela que aprisiona o pássaro. Quero voar livre e acompanhada. Sentir a vida no vento que toca minha pele. Desejo o desejo do outro, o desejo de estar voando feliz, por estar ao meu lado. Desejo ser alimento e ser alimentada. Desejo o amor, que é o alimento da alma.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O solista

Esse filme é encantador, nos põe a pensar sobre diversos assuntos, entre eles a amizade, o talento, a vida nas ruas, a esquizofrenia... Adoro filmes baseados em histórias reais, porque a vida real retratada ganha muita mais emoção do que a simples ficção. Saber que existiu um talento tão grande,e que esse talento o levou a doença, às ruas, a uma vida solitária, nos leva as mais profundas reflexões. Essas reflexões mexeram com o jornalista Steve Lopez, de certa forma mudaram sua vida.
Nathaniel desde pequeno era apaixonado pela música e principalmente por Beethoven, tocava divinamente, seu violão celo era seu grande amigo e companheiro, em sua juventude foi morar sozinho para estudar música e os sintomas da esquizofrenia apareceram, impedindo que sua carreira pudesse prosseguir, assim como a própria vida social, deixou seu lar, procurando proteção nas ruas, num mundo particular.
O encontro entre Nathaniel e Steve aconteceu "por acaso" do destino e mudou suas vidas, uma amizade nasceu do encontro dos dois e permitiu resgatar o talentoso Nathaniel das ruas.
A doença é cruel, às vezes aliena o individuo, e é dificil aceitar uma doença que transforma o próprio mundo numa fantasia. Não chame de louco aquele que você não conhece, não chame de preguiçoso, não chame de vagabundo, antes de tentar compreender a história que o construiu.

"As escolas fecham os olhos ao bullying"

Essa semana na revista Isto É, uma entrevista me chamou atenção, "As escolas fecham os olhos ao bullying", quem fala sobre o assunto é o especialista Allan Beane. Começa falando dos sintomas que a pequena princesa do Japão, Aiko, apresentou e a fez faltar 6 dias na escola, Aiko tem 8 anos, depois de ser zombada por coleguinhas na escola apresentou dores de estomago e ansiedade, depois desse exemplo segue outro cruel, uma garota de 15 anos suicidou-se, nove adolescentes foram indiciados após os suicidio, que possivelmente foi motivado por bullying. Eu acredito que de alguma forma sempre existiu entre as crianças uma forma de bullying, mas atualmente ele tem sido mais cruel. Para Beane hoje os pais são muito permissivos, ou agressivos demais, a sociedade está cada vez mais violenta, e as novas gerações parecem insensíveis a essa violência por estarem tão acostumadas a ela.
O que me chamou atenção de fato foi uma parte grifada que dizia: "A existência de um "melhor amigo" reduz drasticamente a duração e o sofrimento da vítima de bullying", com certeza ter amigos e fazer parte de um grupo pode proteger e fortalecer a auto-estima das crianças. Eu acredito que o sistema educacional hoje enfrenta diversos problemas, um deles é essa exagerada permissividade, os professores já não possuem a autoridade devida. Me lembro ainda dos meus tempos de pré-escola onde o professor precisava falar apenas 1 vez para ser ouvido, compreendido e obedecido. Hoje em dia é diferente, não existe mais respeito aos mais velhos, ou aos superiores. Hoje estou na faculdade, vejo que as gerações mais novas tem uma visão totalmente diferente da minha, eu fui criada ainda num sistema meio autoritarista, e continuo achando que quem manda é o professor, enquanto as novas gerações querem ser os donos da verdade. Tenho saudades daquela minha época de criança, porque era divertido e fácil ser criança, hoje em dia pode até ser torturante. Me lembro que existiam crianças perversas, maldosas, mas eu tinha amigos, e nós tentavamos nos defender como dava, hoje em dia parece que é cada um por si, mesmo entre as crianças. Quando os contos de fadas tinham seu valor simbólico, de o bem vence o mal, tudo era mais simples, hoje a televisão, os filmes, os novos modelos de herois, muitos preferem ser o lado mau da história, o vilão, porque o bonzinho sofre demais. Eu acho que mesmos esses pequenos vilões, poderiam receber algum tipo de olhar especial, os pedagogos hoje enfrentam situações complicadas, existe a necessidade de criar e estabelecer novas maneiras para lidar com essa geração, restabelecer o respeito, de certa forma, restabelcer a autoridade do educador, educador esse que não é apenas o professor, mas também o pai, a mãe, o avô, a avó... talvez fosse necessário pensar num educador para o educador.
Tem aquela frase: Gentileza gera Gentileza, e é bem isso que deveria ser plantado na infância, existem pais que sentem orgulho por ter filhos valentões, um absurdo!Os pais devem sentir orgulho dos filhos quando esses são exemplo pra sociedade, e não quando eles a tornam um caos, ferindo aos outros, fisica ou psicologicamente, devem ter orgulho dos filhos que ajudam o próximo, que melhoram a vida e o meio em que viviem, não ter orgulho de um filho que leva um outro ser humano a desistir da vida.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Estava acostumado com problemas difíceis e, que, ele como Matemático, sabia que TODOS os problemas tem solução e, além disso, existem várias maneiras de resolver o mesmo problema. (Jonh Nash, Nobel de economia)